Seminário aborda envelhecimento com qualidade de vida

“Envelhecimento – conhecer para envelhecer com qualidade de vida” é o tema do seminário alusivo ao Dia Nacional e Internacional do Idoso, que começou nesta segunda-feira, 2, no auditório da Faculdade Integrada Brasil Amazônia (Fibra), numa realização da Coordenação Estadual de Saúde do Idoso, ligada à Diretoria de Políticas de Atenção Integral à Saúde da Sespa.

O objetivo é difundir entre os profissionais de saúde da Atenção Básica, familiares, idosos e sociedade civil, conhecimento sobre o processo de envelhecimento e como intervir por meio da prevenção e promoção da saúde diante das mudanças vivenciadas pelo ser humano nessa fase da vida, contribuindo, assim, para um envelhecimento ativo e saudável.

Segundo a coordenadora estadual de Saúde do Idoso, Valdinea Almeida, “os palestrantes são médicos, nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, cirurgiões-dentistas, psicólogos e educadores físicos atuantes na área de Saúde do Idoso e do envelhecimento, então, com esse evento, estamos contribuindo para melhorar e qualificar a atenção dispensada à população idosa atendida no Sistema Único de Saúde (SUS)”.

De acordo com Valdinea, o envelhecimento populacional é uma realidade presente em vários países e, em especial, no Brasil, onde já existe uma população estimada de 201,5 milhões de habitantes, dos quais 26 milhões, ou seja, 13% são idosos, conforme dados de 2013 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. “E esse quadro é consequência das transições demográfica e epidemiológica pelas quais o Brasil passa, em que dois fatores contribuíram para essa mudança: o aumento da expectativa de vida e a diminuição da fecundidade”, disse a coordenadora.

Para se ter uma ideia, em 2012, a expectativa de vida média já era de 74,6 anos, sendo 77,7 anos para as mulheres e 70,6 anos para os homens, conforme dados do IBGE. “O aumento da expectativa de vida é uma conquista da humanidade, resultado de uma série de situações que contribuíram para esse fenômeno, tais como melhoria no saneamento, avanços na medicina, alimentação saudável, cuidados com a saúde, entre outros”, ressaltou Valdinea.

No que se refere ao Pará, Valdinea informou que há uma população de 7,8 milhões de habitantes, dos quais 549.470 são maiores de 60 anos, o que equivale a 7% do total. Em Belém, a população de idosos é de 131.517 habitantes, correspondendo a 9,3% da população da capital paraense, que é de 1,4 milhão de habitantes, sendo, por isso, já considerado um município envelhecido, pois de acordo com os padrões estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com 7% de idosos, a população é considerada envelhecida e com tendência de crescimento.

Ela explicou, ainda, que o Pará possui uma população idosa com perfil epidemiológico que tem características comuns com a nacional. “Isso quer dizer que há um aumento da morbimortalidade por doenças crônicas degenerativas, tais como doenças dos aparelhos circulatório, respiratório, digestivo e geniturinário e doenças infecciosas e parasitárias. E em relação à mortalidade, as principais causas são as doenças dos aparelhos circulatório e respiratório, neoplasias, doenças cerebrovasculares, doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas. Na sua maioria são doenças sensíveis à Atenção Primária, que podem ser evitadas por meio de ações de prevenção e promoção da saúde”, detalhou a coordenadora de Saúde do Idoso.

Para Valdinea, o Brasil, os estados e os municípios têm grandes desafios para vencer e garantir uma melhor qualidade de vida para os idosos de hoje e para os que estarão passando por essa fase no futuro. “É com essa preocupação que a Sespa, em consonância com o Ministério da Saúde, trabalha, no Pará, a Política Nacional de Saúde do Idoso, que tem a finalidade de recuperar, manter e promover a autonomia e a independência dos indivíduos idosos, direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim.

A programação do seminário prossegue nesta terça-feira, 3, a partir das 8h30, com palestras sobre os temas “Osteoporose e prevenção de quedas”, “A atividade física em idosos”, “Sexualidade e envelhecimento” e “Esquecimento: normal ou patológico com a idade?”. O auditório da Fibra fica na A. Gentil Bittencourt Nº 1144, Nazaré. Informações: (91) 3244-9709.

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