Coordenadora estadual e IST/Aids informa sobre prevenção combinada

FOTO: JOSÉ PANTOJA / ASCOM/SESPA

Em 2018, a população paraense também terá acesso ao Tratamento Pré-Exposição (PrEP) destinado às pessoas com maior vulnerabilidade à infecção pelo HIV/Aids. O anúncio foi feito pela coordenadora estadual de IST/Aids da Sespa, Deborah Crespo, durante o Workshop HIV/Aids Direito pela Vida – Prevenção Combinada e Adesão ao Tratamento, realizado, nesta sexta-feira (1º), Dia Mundial de Luta Contra a Aids, no auditório do Ministério Público do Estado. A previsão é que o medicamento chegue ao Estado depois de março do próximo ano.

A PrEP consiste no uso de um antirretroviral (ARV) oral para reduzir o risco de adquirir a infecção pelo HIV e se insere como uma estratégia adicional de prevenção disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de reduzir a transmissão do HIV e contribuir para o alcance das metas relacionadas ao fim da epidemia.

O tratamento prevê a ingestão de um comprimido diário do medicamente específico e de uso contínuo denominado de Truvada, que protege o indivíduo do HIV. Ele é indicado principalmente para homens que fazem sexo com homens, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e casais sorodiferentes em situação de vulnerabilidade à infecção.

Segundo a coordenadora estadual de DST/Aids, Deborah Crespo, essas pessoas deverão adotar a prevenção combinada, ou seja, medicamento juntamente com o uso do preservativo. Ela informou, por exemplo, que esse tipo de tratamento pode beneficiar casais em que o homem é soropositivo e a mulher não, mas que desejam ter um filho. Nesse caso, a mulher passar a tomar o medicamento por um período para depois engravidar. Porém, haverá critérios rigorosos para o uso desse tratamento, uma vez que como qualquer medicamento, oferece riscos de efeitos colaterais. “Esta indicação está baseada em estudos clínicos realizados em homens que mantêm relações sexuais com outros homens (HSH) e em casais heterossexuais sorodiscordantes que correm alto risco de infecção do HIV”, explicou Deborah.

Dados epidemiológicos – De acordo com o novo Boletim Epidemiológico da Aids divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde, o perfil da Aids, nos últimos dez anos, apresenta uma tendência de queda de casos em mulheres e aumento em homens. Em 2016, foram 22 casos de Aids em homens para cada dez casos em mulheres. Houve aumento significativo nos homens até 29 anos de idade, queda na faixa etária de 30 a 59 anos e aumento entre os com mais de 60 anos. Já entre as mulheres, houve aumento na faixa etária de 15 a 19 anos e mais de 60 anos, e caiu em todas as demais faixas etárias.

No que se refere à forma de transmissão, a doença cresce entre homens que fazem sexo com homens, mudando o perfil, nos últimos dez anos, quando a proporção maior de caso era de transmissão heterossexual. Na comparação a 2006, houve aumento de 33% nos casos de transmissão de homens que fazem sexo com homens.

Em função desse cenário é que a Campanha do Dia Mundial de Luta contra a Aids é direcionada aos jovens e reforça as diversas formas de prevenção do HIV garantidas gratuitamente pelo SUS.

Serviço: o teste rápido pode ser feito no Centro de Atenção à Saúde nas Doenças Infecciosas Adquiridas (Casadia), Unidade de Referência em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais (Uredipe) e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs). Informações: Uredipe (91) 3244-4805 e Casadia (91) 3254-6937

Texto: Roberta Vilanova/Ascom/Sespa

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