República terapêutica avança do atendimento de pacientes com transtornos mentais

O secretário de Estado de Saúde, Vitor Mateus, visitou na manhã desta quinta, 04, as instalações da República Terapêutica de Passagem (RTP), em Ananindeua, local onde funcionou a extinta Unidade de Reabilitação Psicossocial (URPS) Ciaspa. Nela estão acolhidos 10 homens com transtornos mentais egressos do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico do Pará (HCTP), que já cumpriram sentença e atualmente passam por um processo de reintegração social a fim de que retornem ao convívio familiar.

Criada há dois anos pelo governo estadual com base no protocolo da Residência Terapêutica, a RTP representa um esforço do Estado em avançar nos preceitos da reforma psiquiátrica, cujo objetivo principal é reinserir os pacientes gradativamente na sociedade por meio da assistência e adoção familiar. Na ocasião, Vitor Mateus foi recebido pelo diretor da RTP, John Moorney Reis dos Santos, que reapresentou as melhorias em andamento que estão executadas no local, acompanhado ainda pela diretora de Políticas de Atenção Integral à Saúde (DPAIS) da Sespa, Socorro Bandeira.

John Moorney também contou sobre a rotina dos dez pacientes no local, cujo acompanhamento é feito por 39 servidores que atuam durante 24 horas em regime de plantão. Desde que a RTP foi criada, há dois anos, 28 pessoas passaram pelo processo de reinserção social que é feito graças a uma ação conjunta entre a Coordenação Estadual de Saúde Mental da Sespa e a Equipe de Avaliação e Acompanhamento de Medias Terapêuticas Aplicáveis à Pessoa com Transtorno Mental em Conflito com a Lei (EAP) da DPAIS.

Na ocasião, a diretora do DPAIS, Socorro Bandeira, destacou o esforço de todos os envolvidos no atendimento dispensado aos pacientes, que em nada lembra o modelo ultrapassado de isolamento e segregação antes adotado pelos hospícios. Vitor Mateus comentou ainda sobre a importância da reinserção do paciente na comunidade e do trabalho em rede que tem agregado vontade política e comprometimento para garantir os direitos humanos dessa população de custodiados.  Para ele, a reintegração dos pacientes os ajuda, além de oferecer a segurança de um lar, a desenvolverem habilidades sociais que perderam por ficarem muito tempo em ambientes hospitalar e penitenciário.

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