Influenza

Municípios paraenses devem manter vigilância contra a febre amarela

O diretor do Departamento de Controle de Endemias da Sespa, Bernardo Cardoso, afirmou, nesta sexta-feira (23), no Conselho Estadual de Saúde (CES), que as Secretarias Municipais de Saúde devem permanecer vigilantes e informar imediatamente à Sespa o registro de casos de epizootia (presença de macacos doentes ou mortos), para que a Secretaria Estadual, juntamente com a gestão municipal, possa adotar as medidas preventivas contra a febre amarela na área suspeita. Pois quando ocorre epizootia, os animais devem ser examinados pelo Instituto Evandro Chagas (IEC) para saber se morreram por causa do vírus da febre amarela. Cardoso atendeu a uma solicitação do CES para que apresentasse aos conselheiros estaduais a situação da febre amarela no Pará.

A reunião do CES foi a primeira ordinária do ano de 2018, porém a última desta gestão tendo como presidente a nutricionista Eunice Begot, que é assessora de Gabinete da Sespa.

Segundo Cardoso, quando há casos de febre amarela em macacos, uma das medidas preventivas é vacinar a população humana, que mora no entorno, até cinco quilômetros do local do episódio. Ele também alertou sobre a importância de vacinar a população na rotina, porque a cobertura vacinal ainda é muito baixa e a Amazônia é uma região endêmica. “O Pará não adota o esquema fracionado de vacinação contra a doença por estar em área endêmica e a única forma de evitar a febre amarela silvestre é com a vacina”, enfatizou o diretor da Sespa, acrescentando que há 200 mil doses de vacina contra a febre amarela disponíveis em todo o estado.

Quanto aos números da febre amarela no Pará, Cardoso informou que em 2017, o Pará registrou 11 casos de febre amarela, com sete óbitos, sendo três em Alenquer, um em Monte Alegre, um em Aveiro, um em Bagre e um em Oeiras do Pará. Já as evoluções com cura foram registradas nos municípios de Alenquer, Monte Alegre, Juruti e em Óbidos. Todas as confirmações foram feitas pelo IEC.

Dengue – Cardoso aproveitou a oportunidade para dizer que a população também deve manter a vigilância em relação à dengue, cujos casos aumentam, principalmente, entre os meses de abril e setembro, quando diminui o volume das chuvas. “As chuvas intensas que caem atualmente, na verdade, carregam os ovos nos criadouros”, explicou o diretor de Endemias.

Cardoso informou, por fim, que houve uma redução de 97% nos casos de dengue ao se comparar janeiro de 2018 com janeiro de 2017. “Além disso, há três anos que estamos sem morte causada por dengue no estado”, concluiu.

Texto: Roberta Vilanova

Fotos: José Pantoja