Projeto AcolheSUS realiza sua quarta oficina

Com a IV Oficina Local, os envolvidos no Projeto de Qualificação das Práticas de Cuidado a partir das Portas de Entrada do SUS (Projeto AcolheSUS), dão continuidade ao desenvolvimento do Plano de Ação voltado ao Centro de Atenção Psicossocial Renascer (Caps). O evento começou, nesta terça-feira (06) e se encerra hoje na Escola de Governança do Estado do Pará (EGPA).

A finalidade do AcolheSUS é qualificar o acesso e as práticas de cuidado por meio da implantação/implementação da Diretriz Acolhimento da Política Nacional de Humanização (PNH) nos serviços de saúde, sendo que aqui no Pará, o campo de ação do projeto é o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Renascer.

O Pará foi o único estado que escolheu a área de Saúde Mental para desenvolver o projeto, enquanto Tocantins e Paraíba – que são os outros Estados escolhidos para desenvolverem os projetos experimentais – optaram pela área de Urgência e Emergência. Os três estados vão se tornar referência para os demais estados brasileiros.

Segundo o coordenador estadual de Humanização da Sespa, Guilherme Martins, a cada oficina o Plano de Ação vem recebendo implementações dos técnicos da Sespa e Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), que compõem os Grupos Executivos Estadual e Local, e dos Caps Renascer. “Neste momento, estamos discutindo os indicadores e revendo nossos objetivos e estratégias”, disse o coordenador estadual. “Estamos trabalhando com uma ferramenta que direciona as atividades e estratégias para um eixo, ou seja, uma área de atuação, no entanto, há atividades que podem estar ligadas tanto à área biomédica como psicossocial por exemplo”, explicou Guilherme.

Para Guilherme, “esse exercício permite que cada um veja onde estão as dificuldades e qual o caminho e estratégias que necessita adotar para resolver o problema. ”.

Ele ressaltou, ainda, que todo planejamento vem sendo feito coletivamente com a participação dos trabalhadores do Caps Renascer e que, inclusive, alguns problemas já puderam ser identificados e até amenizados por meio do AcolheSUS. Como exemplo, ele citou o caso da dificuldade que os usuários passaram a enfrentar para receber os medicamentos logo que houve a descentralização desse serviço da Sespa para a Secretaria Municipal de Saúde.

No Pará, o AcolheSUS está sendo realizado pelo Ministério da Saúde (MS), por meio da Coordenação Geral da Política Nacional de Humanização (CGPNH) em parceria com a Sespa, via Diretoria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (DGTES) e Coordenação Estadual de Humanização.

Nessa quarta oficina, houve contribuição da técnica Beth Moreira, que é pesquisadora do Laboratório de Avaliação de Situações Endêmicas Regionais (Laser) da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz); e da consultora técnica da CGPNH, Élida Maria Rodrigues.

O Projeto, que se tornará modelo para todo o Brasil, deverá ser concluído  até o fim deste ano. Até lá, serão realizadas oficinas mensais e o trabalho será estendido a toda Rede de Atenção Psicossocial de Belém, por meio do Colegiado HumanizaRaps, que reúne todos os Caps de Belém e a República Terapêutica de Passagem (RTP).

Texto: Roberta Vilanova

Fotos: José Pantoja