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Hospital Regional de Conceição do Araguaia é referência em Traumato-Ortopedia

O Hospital Regional de Conceição do Araguaia (HRCA) é referência em Tramato-Ortopedia, tendo como destaque para a cirurgia corretiva do pé torto congênito e outras cirurgias ortopédicas como de tíbia, fêmur e cirurgia de quadril. Contando com 365 servidores, o HRCA tem gestão direta da Sespa e está localizado no município de Conceição do Araguaia, atendendo usuários do SUS dos Estados do Pará e Tocantins.

Com 106 leitos e cerca de 400 internações mensais, o HRCA também realiza cirurgia geral e cirurgia otorrinolaringológica, urológica e ainda na área de Ginecologia e Obstetrícia, com aproximadamente 70 partos por mês entre normais e cesáreos.  “Nas cirurgias gerais, conseguimos um avanço com cirurgias menos invasivas, já que são realizadas agora por meio de videolaparoscopia”, informou o diretor do HRCA, Wilson Branco.

Segundo ele, na área obstétrica também merecem destaque o trabalho voltado ao parto humanizado, o Projeto Doce Espera, Projeto Mama Neném a Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (UCI).

O HRCA também dispõe de Ambulatório, onde oferece consultas médicas nas especialidades de clínica médica, ginecologia e obstetrícia, urologia, dermatologia, otorrinolaringologia, endocrinologia, ortopedia/traumatologia e cardiologia.

E para dar suporte ao ambulatório e setor de internação, o HRCA também dispõe de um serviço de apoio diagnóstico com raios-X, ultrassonolografia (mama, obstétrica, pélvica, transvaginal, abdome superior e inferior, aparelho urinário e abdome total, tireoide, próstata, rins); doppler colposcopia, eletrocardiograma, teste ergométrico, mapa, videonasofibroscopia, holter, endoscopia e colonoscopia.

Dispõe, ainda, de um laboratório de análises clínicas, que realiza cerca de seis mil exames por mês e serviços na área biopsocossocial, com fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia e serviço social. “Todos os nossos pacientes, quando necessário, são acompanhados por assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, psiquiatras e fonoaudiólogos”, acrescentou Branco.

Além de tudo isso, o HCA funciona como hospital de Urgência e Emergência, que já superou a marca dos três mil atendimentos mensais. Apesar de haver regulação no encaminhamento de pacientes na região, a maioria dos atendimentos é de demanda espontânea  não só de pacientes dos municípios paraenses como também do estado do Tocantins, que faz fronteira com o Pará. “E aí é uma luta atender a Tocantins e aos 15 municípios do Sul do Pará, abrangendo aproximadamente 700 mil habitantes, sendo 100 mil só de Tocantins”, ressaltou o gestor do HRCA, que também criticou a gestão municipal por não ter hospital, nem serviço de urgência e emergência e nem ao menos uma UPA, fazendo com que toda a demanda convirja para o Hospital Regional. Ele disse, ainda, que a urgência e emergência, inclusive, já foi pactuada com o município, mas não saiu do papel. “Aí o Estado assume tudo”, observou.

Apesar da demanda elevada, o Hospital Regional tem desenvolvido um bom trabalho na região do Araguaia. Ele acredita que de Conceição do Araguaia até Marabá ou até capital paraense, o HRCA seja o único hospital público a realizar a cirurgia para correção do pé torto tanto em criança como em adulto. “Então a cirurgia é o carro chefe do hospital”, enfatizou.

Wilson Branco defende que o HRCA, assim como os demais Hospitais Regionais sob gestão do Estado, receba investimentos por parte do governo do Estado, porque tem ampliado o número de serviços oferecidos à população, porém continua sendo mantido apenas com recursos pré-estabelecidos do orçamento estadual. “Hoje nós temos uma UCI com dez leitos e um serviço de cirurgia de traumato-ortopedia com 18 leitos, serviço de obstetrícia com atendimento à gestante de alto risco e nós não recebemos por esses serviços porque ainda não estão habilitados. Todo o Sul o Pará converge para Conceição do Araguaia e não mais para Redenção, então precisamos de mais recursos para manter e ampliar serviços”, argumentou o diretor do HRCA. Apesar disso, o Hospital iniciou licitação para a implantação de 20 leitos de UTI, sendo dez neonatais e dez adultos.

Sobre a constatação de que a gestão do HRCA tem servido de modelo para os outros Hospitais Regionais sob gestão do Estado, Branco explicou que o que esse trabalho começou em 2012, quando ele decidiu colocar em prática Projeto de Revitalização e Fortalecimento dos Hospitais Regionais sob Gestão do Estado, apresentado pela Sespa na época. “E deu certo. Se deu certo comigo, por que não pode dar certo com os outros?”, questionou o gestor, que defende a maior valorização das instituições de gestão própria e dos servidores públicos que atuam nelas, principalmente com qualificação profissional.

Contratualização – Com o objetivo de fortalecer os Hospitais Regionais sob gestão direta do Estado é que a Sespa, por meio da Diretoria de Desenvolvimento de Redes Assistenciais (DDRA), vem realizando reuniões periódicas com os diretores desses hospitais e respectivas equipes de técnicos, sendo que a primeira reunião avaliativa aconteceu nos dias 12 e 13 de abril, em Salinópolis.  Entre os assuntos discutidos estavam “Faturamento”, “Regulação”, “Auditoria” e “Modelo de Planejamento de Meta”.

Esse debate também é importante porque a Sespa precisa cumprir a Portaria 3.410 do Ministério, que estabelece as diretrizes para a contratualização de hospitais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) em consonância com a Política Nacional de Atenção Hospitalar (PNHOSP).

A contratualização tem como finalidade a formalização da relação entre gestores públicos de saúde e hospitais integrantes do SUS por meio do estabelecimento de compromissos entre as partes que promovam a qualificação da assistência e da gestão hospitalar de acordo com as diretrizes estabelecidas na PNHOSP.

Texto: Roberta Vilanova