Hospital Regional de Salinópolis é fundamental para 400 mil habitantes na região do Salgado - sespa

Hospital Regional de Salinópolis é fundamental para 400 mil habitantes na região do Salgado

O Hospital Regional de Olympio Cardoso da Silveira (HRS) desempenha um papel importante no Nordeste do Pará, porque, por enquanto, é o único hospital público que dispõe de urgência e emergência na região do Salgado, abrangendo cerca de 400 mil habitantes. O HRS tem gestão direta da Sespa e está localizado no município de Salinópolis.

Segundo o diretor do HRS, Valdecir Lutz, além do serviço de urgência e emergência, que atende a aproximadamente a 4.500 pacientes por mês, o Hospital funciona 24 horas oferecendo atendimento ambulatorial e hospitalar nas Clínicas Básicas, que são Clínica Médica, Obstetrícia, Cirurgia e Pediatria, tendo sempre de plantão dois clínicos, um cirurgião, um obstetra e um anestesista.

Lutz informou que o HRS também dispõe de consultas especializadas nas áreas de Ginecologia, Urologia e Ortopedia em dias específicos, que são agendadas por meio do Sistema de Regulação.

Para assegurar todos esses atendimentos, o Hospital Regional conta com 42 leitos, 158 servidores, laboratório de análises clínicas e exames de imagem como Raios-X, eletrocardiograma e ultrassonografia; resultando numa média de 5.300 consultas, 265 internações, 80 partos e dez mil exames mensais.

Conforme Lutz, a grande dificuldade do HRS é que atende à demanda espontânea, ou seja, não está inserido no sistema de regulação de leitos, recebendo, assim, pacientes de todos os municípios da região sem encaminhamento. “Nós estamos na região do Salgado, onde há muitos municípios com uma Atenção Básica fragilizada e isso, infelizmente, faz com que haja um alto índice de diabetes e hipertensão, agravos que podem levar a outros problemas, como nefropatia”, disse o diretor do HRS. “E tem, ainda, elevado número de acidentes graves, com pacientes que chegam ao hospital, que precisam ser transferidos, mas há dificuldade porque Belém também está sobrecarregada. Então nós temos um problema muito sério no Hospital”, ressaltou o diretor do HRS.

Como os demais Hospitais Regionais sob gestão direta do Estado, o HRS se mantém com recursos do orçamento estadual e recebe recursos pelos serviços produzidos, como pelas internações por exemplo. “No entanto, a gente produz muito mais do que se recebe”, enfatizou Lutz.

Apesar dos obstáculos, o HRS desenvolve um trabalho fundamental na região do Salgado e procura sempre melhorar dentro das suas possibilidades. Para isso, mantém em funcionamento um Ouvidoria que escuta o usuário e avalia a qualidade dos atendimentos.

Contratualização – Para fortalecer os Hospitais Regionais sob gestão direta do Estado é que a Diretoria de Desenvolvimento de Redes Assistenciais (DDRA) da Sespa vem realizando reuniões com os diretores desses hospitais e suas equipes técnicas, sendo que a primeira reunião avaliativa aconteceu nos dias 12 e 13 de abril, em Salinópolis.  Entre os assuntos discutidos estavam “Faturamento”, “Regulação”, “Auditoria” e “Modelo de Planejamento de Meta”. Pois a Sespa precisa cumprir a Portaria 3.410 do Ministério, que estabelece as diretrizes para a contratualização de hospitais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) em consonância com a Política Nacional de Atenção Hospitalar (PNHOSP).

A contratualização tem a finalidade de formalizar a relação entre gestores públicos de saúde e hospitais integrantes do SUS por meio do estabelecimento de compromissos entre as partes que promovam a qualificação da assistência e da gestão hospitalar de acordo com as diretrizes estabelecidas na PNHOSP.

Texto: Roberta Vilanova