Sespa realiza curso de atualização em microbiologia

Fotos: José Pantoja – Ascom/Sespa

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) por meio da coordenação estadual de Controle de Infecção Hospitalar realizou nesta terça-feira (03), no auditório do Belém Hall, o primeiro Curso de Atualização em Microbiologia Clínica Aplicada as Infecções Relacionadas a Assistência à Saúde (IRAS). O curso reuniu representantes das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar dos Hospitais do Estado (CCIH) e dos laboratórios de microbiologia para atualização e integração. Cerca de 80 profissionais estiveram presentes.

Fotos: José Pantoja – Ascom/Sespa

“A coordenação estadual sempre elabora dois encontros anuais com as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar, principalmente dos hospitais com leitos de UTI, que são nossa prioridade. Mas esse evento é excepcional, pois reuniu todos os serviços de microbiologia. O curso é voltado para todos os profissionais de saúde que dão apoio na parte do diagnóstico das infecções relacionadas assistência à saúde”, explicou Graça Guerreiro, coordenadora estadual de Controle de Infecção Hospitalar.

No evento, foram discutidos assuntos sobre diagnóstico microbiológico, desafios no tratamento das infecções, novos testes automatizados rápidos para o diagnóstico microbiológico, casos clínicos desafiadores, desafios do controle de infecção em UTI’S, em traumato-ortopedia e urgência e emergência, entre outros assuntos.

“A microbiologia é uma especialização da área de biomedicina e de farmácia bioquímica, que faz as análises e identificação dos microrganismos. E o desafio hoje é estudar os mecanismos de resistência desses microrganismos que se manifestam nas infecções hospitalares”, explicou Graça Guerreiro.

Fotos: José Pantoja – Ascom/Sespa

A cada ano, cerca de 100 mil pessoas morrem de infecção hospitalar no Brasil, segundo dados da Associação Nacional de Biossegurança (ANBio). O Ministério da Saúde aponta as infecções hospitalares como um risco significativo à saúde. Em casos mais graves, as consequências podem ser fatais, a prevenção e o controle envolvem medidas de qualificação de assistência hospitalar, da vigilância sanitária e outras, tomadas no âmbito do estado, do município e de cada hospital.

“O maior desafio, no atendimento SUS, assim como a resistência bacteriana, é também o advento das doenças infecciosas, como a tuberculose, que necessita de isolamento respiratório”, acrescentou a infectologista, Gerusa Ninos, que participou da mesa redonda.

A Divisão de Controle de Infecção Hospitalar da Sespa investe na educação permanente com a realização de simpósios estaduais de prevenção e controle de Iras, cursos e encontros com os serviços de diálise.