Prêmio Pará Mulher reconhece atuação de municípios no combate ao câncer

Foto: José Pantoja – Ascom/Sespa

 Representantes dos municípios de Barcarena, Paragominas, Altamira, Brasil Novo e São Francisco do Pará receberam nesta quarta-feira, 31, o Prêmio Pará Mulher, por terem alcançado as metas pactuadas no combate ao câncer de colo de útero e de mama previstas no regulamento da edição do concurso. Alusiva à campanha “Outubro Rosa”, esta é a quarta edição do Prêmio – uma iniciativa do Núcleo de Apoio à Gestão na Atenção à Mulher (Nagam), da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), em parceria com o Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC). A cerimônia aconteceu no auditório da governadoria da Casa Civil em Belém.

Participaram do evento o secretário estadual de Saúde, Vitor Mateus (também homenageado); o secretário adjunto de Saúde, Arthur Lobo; a secretária adjunta de Gestão Administrativa da SespaMaria do Céu Guimarães; a diretora geral do Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC), Daniele Khayat; além de diretorias da Sespa e dos representantes dos municípios premiados e homenageados. Também esteve presente a médica cardiologista e Deputada Estadual eleita, Heloísa Guimarães, uma das grandes incentivadoras das ações de prevenção e combate aos cânceres de útero e de mama.

Foto: José Pantoja – Ascom/Sespa

 “Este é dia especial para todos os envolvidos neste processo. É a soma de muitas lutas desse governo na defesa de uma causa nobre – a saúde da mulher é uma de nossas prioridades. O Prêmio Pará Mulher é uma iniciativa louvável digna de muito reconhecimento e respeito. Parabéns à equipe e a todos que trabalham incansavelmente pela promoção, prevenção e proteção da saúde da mulher”, afirmou Vitor Mateus.

Foto: José Pantoja – Ascom/Sespa

 Segundo a coordenadora do Nagam, Nazaré Falcão, a premiação selecionou cinco municípios que conseguiram as duas metas dos indicadores de câncer de colo do útero e mama simultaneamente, a partir do que é pactuado com o Ministério da Saúde por meio do Sistema de Acompanhamento e Monitoramento da Execução de Políticas Públicas do Ministério da Saúde (Sispacto). “Com isso, é possível traçar um diagnóstico a partir das regiões de saúde, estados, municípios e Distrito Federal, além de possibilitar ao gestor desenhar ou redefinir planos e estratégias adequadas às necessidades da população a partir da leitura das estatísticas disponíveis”, ressaltou a coordenadora.

A organização do concurso explica que a avaliação levou em conta a razão de exames cipatológicos do colo de útero em mulheres de 25 a 64 anos – com meta de 0,40 ou mais – e a razão entre exames de mamografias de rastreamento em mulheres de 50 a 69 anos, com meta de 0,10 ou mais. Os municípios destaque receberam uma estatueta comemorativa, um certificado de participação, além de Mobiliário para uma Sala de PCCU (mesa ginecológica, armário vitrine, escadinha, foco móvel, mesa auxiliar, banqueta giratória); 3.000Kits de PCCU para realizar exames e 01 Kit Multimídia, (computador, impressora e nobreak).

Também foram homenageados os municípios de Curuá, Faro, Belterra, Conceição do Araguaia e Santarém Novo pelo indicador de colo do útero. Na categoria indicador de mama foram homenageados os municípios de Ananindeua, Marituba, Bragança, Nova Ipixuna e Pau D’Arco.

Foto: José Pantoja – Ascom/Sespa

 Para Daniele Khayat, a integração com a Sespa nesta quarta edição do Prêmio sela a parceria com o NAC, que tem como principal função articular importantes ações de interesse da cidadania. “Na área da saúde não é diferente, pois a iniciativa serve de incentivo para a melhoria dos indicadores que podem diminuir e tratar o câncer de mama”, concluiu.

Dados: O câncer de mama tem um prognóstico relativamente bom a partir do diagnóstico precoce e tratamento adequado, com uma sobrevida aproximada de 80%. É uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. O Inca estima 59.700 casos novos até o final de 2018 no Brasil. No Pará, até o final do ano são estimados 740 casos da doença, sendo 360 na capital. Em 2017, o Ophir Loyola recebeu 613 casos novos e 423 até o mês de setembro deste ano.

Das 1803 mulheres em tratamento contra o câncer no Hospital Ophir Loyola, 507 tem câncer de mama (28,1%) enquanto 461 apresentam a doença no colo do útero (25,6%). Mais de 30% já chega ao hospital no estágio II da doença, quando já está localmente avançada com comprometimento do sistema linfático ou espalhada por mais de um tecido. Do total de 507 casos, o hospital conseguiu estabilizar ao final do primeiro tratamento, 355 (70,02%) casos, ou seja, doentes de câncer fora do risco de óbito.

 

Texto: Edna Lima – Ascom/Sespa

Fotos: José Pantoja – Ascom/Sespa