Campanha Março Lilás é encerrada com caminhada no Utinga

Caminhada reúne pessoas de todas as idades no Parque do Utinga (Foto: Jader Paes/Secom)

A Campanha “Março Lilás por todo o Pará”, que chamou a atenção das mulheres sobre o câncer de mama, foi encerrada, neste sábado (30), com uma caminhada no Parque Estadual do Utinga, organizada pela Sespa, em parceria com a Seel e Ideflor-Bio. A finalidade da caminhada foi incentivar as mulheres à prática de atividade física como medida preventiva de doenças e a melhorar a sua qualidade de vida.

Sâmia Borges, diretora de Políticas de Atenção Integral à Saúde da Sespa

A abertura da programação, no estacionamento do Iderflor-Bio, foi feita pelo diretor técnico de Esporte e Lazer da Seel, Erivelto Pastana, que falou da importância da atividade física para se ter uma melhor qualidade de vida; e pela diretora de Políticas de Atenção Integral à Saúde da Sespa, Sâmia Borges, que ressaltou que os cuidados com a saúde da mulher devem acontecer o ano inteiro e que é fundamental a realização de ações integradas abrangendo diversas políticas públicas.

Em seguida, os participantes fizeram alguns minutos de alongamento e ginástica sob orientação da educadora física do Projeto Vida Ativa da Seel, Daniela Negrão, e partiram para a caminhada de quatro quilômetros.

Francisca Gonçalves de Souza e Maria do Carmo Silva de Almeida

As aposentadas Maria do Carmo Silva de Almeida, de 75 anos, e sua amiga Francisca Gonçalves de Souza, de 70 anos, são exemplos que deve ser seguidos por todas as mulheres. Elas participam do Projeto Vida Ativa da Seel, na Tuna, onde praticam diversas atividades físicas, como ginástica e hidroginástica. Elas garantem que as dores sumiram e que se sentem com mais disposição para tudo.

Aferição de pressão arterial

Outras ações – Durante toda a programação, a Sespa disponibilizou aferição de pressão arterial e consultas com clínico e ginecologista na unidade móvel e os participantes também puderam visitar a Feira da Árvore, organizada pelo Ideflor-Bio, no Centro de Acolhimento do Utinga, com a venda de produtos oriundos de árvores.

Ivete Vaz, secretária adjunta da Sespa

Apesar da alta incidência de câncer de colo do útero no Pará, a secretária adjunta da Sespa, Ivete Vaz, espera que a sensibilização das mulheres durante a campanha deste ano contribua realmente para a mudança da realidade. “Espero que na abertura da Campanha Março Lilás em 2020, o número de casos desse tipo de câncer tenha diminuído. E que as mulheres do Pará procurem as unidades de saúde no seu município para fazer o exame preventivo, só assim podemos evitar que mais mulheres morram de câncer de colo de útero”. Ela também parabenizou a equipe técnica da Sespa por todas as atividades realizadas no mês de março.

Segundo a médica ginecologista Valéria Pontes, o exame preventivo do câncer de colo do útero pode ser feito durante o ano inteiro nas unidades básicas de saúde. “A mulher que tiver dois resultados consecutivos negativos pode fazer o exame a cada três anos, mas é importante não deixar de fazer porque é esse exame que permite o diagnóstico precoce da doença”, alertou a médica.

Superação – A programação foi encerrada com uma homenagem às mulheres que tiveram câncer uterino e conseguiram superar a doença, representadas na ocasião, pela senhora Rosineide Oliveira Aires, que recebeu uma orquídea das mãos da coordenadora estadual de Atenção Oncológica, Patrícia Martins.

Rosineide, de 49 anos de idade, só descobriu que estava com câncer de colo de útero em 2014 porque o médico solicitou biópsia do material que retirou durante uma cirurgia de mioma. Com a confirmação, ela iniciou o tratamento no Hospital Ophir Loyola (HOL) e hoje está curada. “Graças a Deus, fiz o tratamento, que não é nada fácil, e hoje estou aqui, para dizer para as mães que têm filhas novas, que levem suas filhas para tomar a vacina contra o HPV, que é muito importante para prevenir da doença. Também digo às minhas amigas que façam anualmente o seu preventivo e se cuidem, para não passarem pelo o que passei”, alertou Rosineide. Ela informou, ainda, que o primeiro alerta de que algo estava errado foi um sangramento durante o último exame preventivo que havia feito. Então, ela procurou logo saber o que estava acontecendo e assim descobriu o mioma e logo em seguida o câncer.

A meta deste ano é realizar cerca de 250 mil exames preventivos do câncer do colo do útero, visando ao alcance de 40% do indicador de saúde 11, que é a razão de exames citopatológicos do colo de útero em mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos, pois em 2018, mais de 100 mil exames deixaram de ser realizados.

Texto e fotos: Roberta Vilanova

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