Grupo de Trabalho sobre espectro Autista realiza visita técnica as instalações do CIIR

Na manhã desta quinta-feira (11) membros do Grupo de Trabalho e Estudos de Ações Relacionadas ao Transtorno do Espectro Autista, criado em junho passado pelo governador Helder Barbalho, conheceram as estruturas do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), do Governo do Estado do Pará, que oferece, em um único complexo, atendimento para pessoas com deficiência física, auditiva, visual e intelectual para todas as faixas etárias, destinadas 100% aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

A visita iniciou com uma reunião, onde as ações do grupo de trabalho foram apresentadas. O objetivo foi conhecer de perto o trabalho realizado no CIIR. O próximo passo será o planejamento de ações de implementação do Centro Especializado de Atenção ao Transtorno do Espectro Autista (CETEA).

Para o ouvidor geral do Estado, Arthur Houat, convergir a politica pública pensada pelo Grupo de Trabalho com o trabalho já realizado pelo CIIR é muito importante. “Integrar a politica pública que está sendo pensada pelo Grupo com o trabalho que o CIIR já desenvolve em atenção ao espectro do autismo é muito importante, principalmente para que o governo do Estado possa trabalhar com uma política pública de ação integrada. Se estamos pensando em ampliar o serviço e criar uma clínica especializada em autismo, ela tem que convergir com outros organismos que já atuam nesta área, neste contexto”, disse.

O Ouvidor Geral do Estado falou ainda sobre a expectativa do Grupo de Trabalho com ações futuras, visando ampliar este conceito de politicas públicas idealizado pelo Grupo de Trabalho para todo o interior do Pará. De acordo com Arthu Houat, o objetivo é fomentar e incentivar ações das prefeituras para que elas também possam realizar este serviço. “No caso, um dos princípios que estamos querendo percorrer é a profissionalização dos servidores, dentro dos municípios, dentro deste polo criado pelo Grupo de Trabalho, se somando a profissionalização que já ocorre por outras instituições, com a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), que já promove essa capacitação com foco no autismo” afirmou.

Para Arthur Houat, a intenção é que o governo do Estado possa levar essa profissionalização para o interior e servir como modelo a ser seguido pelas prefeituras. “Queremos que as prefeituras repliquem, mas tem ainda um outro ponto que é importante ser lembrado, pois existe um limite de competência do governo e da competência municipal, então devemos deixar claro que a competência do município também vai ser cobrada, para que ele permaneça com este atendimento na ponta” finalizou.

Felipe Linhares, coordenador de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação, que também participou da visita, destacou a importância deste trabalho integrado entre as secretarias. “O trabalho do grupo é fazer uma ação integrada e para isso é importante conhecer os serviços que já são oferecidos, como é o caso do CIIR. Nós falamos sobre a temática de ação integrada entre os órgãos, sejam eles da área da saúde, educação, da assistência ou da cidadania, mas voltado para serviços de atendimento a pessoa com autismo, e essa visita nos ajuda em estreitar este contato, alinhar as falas, os projetos e os objetivos que serão traçados” comentou Felipe.

A servidora da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon), Nayara Barbalho, que também é mãe de uma criança autista e integrante do grupo de trabalho, falou sobre a política macro de governo. “Neste momento a CETEA vem agregar ao serviço oferecido pelo CIIR. Podemos especificar o papel de cada um para o atendimento da pessoa com autismo. É muito importante que possamos trabalhar juntos, para construir esse projeto tão importante para o Estado” disse.

Já Flávia Marçal, professora da UFRA e mãe de uma criança autista, destacou como uma das funções do grupo as visitas técnicas com objetivo de fazer um levantamento de todas as politicas públicas estaduais, voltadas para a pessoa com deficiência e para a pessoa com autismo. “É um trabalho importante, destacando o objetivo da legislação e do próprio grupo é ter uma visão intersetorial sobre estes projetos. Sobre a atuação do governo do Estado na intersetoridade das ações de políticas públicas”.

Flávia destacou ainda o processo inclusivo realizado pelo governo do Pará. “Estamos vendo um governo muito dedicado com este processo inclusivo, que toma a frente e institui um grupo de trabalho realmente pautado dentro da legislação, o que é muito importante, pois já existem legislações que estabelecem diretrizes sobre o atendimento da pessoa com deficiência, e o governo do estado do Pará, se apropriando desta legislação, dá cumprimento a legislação com a participação da sociedade civil”, disse.

Fotos de José Pantoja (Ascom/Sespa)

Para o diretor executivo do CIIR, o administrador José Neto, este intercambio, com o intuito de somar forças e esforços para criar uma metodologia para tratar estes pacientes da melhor forma e mais segura possível, atinge todos os níveis do autismo. “Essa é uma iniciativa brilhante. Criar um grupo técnico que discuta e trabalhe o transtorno do espectro autista, sem dúvida, é algo muito importante para a inclusão destes pacientes na rede” afirmou Neto.

Os membros do Grupo de Trabalho participaram ainda da abertura oficial da IV Exposição Fotográfica “Contando Histórias”. A exposição iniciou no último dia 3 e se estenderá até o dia 23 deste mês, e tem como o principal objetivo retratar histórias de vida inspiradoras de pessoas que são público alvo da educação especial.

Serviço: O CIIR funciona na Rodovia Arthur Bernardes, 1.000. Outras informações: 4042-2157/58/59.

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