Sespa realizará 10ª Avaliação do Programa de Controle da Malária

Cláudio Cardoso, coordenador estadual de Controle da Malária

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) realizará, nesta terça (27) e quarta-feira (28), no Hotel Beira Rio, a 10ª Avaliação do Programa de Controle da Malária no Estado do Pará, visando à melhoria das ações de controle da doença no estado.

O evento contará com a participação dos diretores de Centros Regionais de Saúde, técnicos da Coordenação Estadual do Programa de Controle da Malária e da Coordenação do Programa Nacional de Controle da Malária, do Ministério da Saúde; e dos secretários e técnicos dos municípios de Afuá, Anajás, Ananindeua, Bagre, Baião, Belém, Breves, Cachoeira do Piriá, Chaves, Cametá, Curralinho, Limoeiro do Ajuru Melgaço, Mocajuba. Moju, Muaná, Mova Esperança do Piriá, Novo Repartimento, Oeiras do Pará, Ourilândia do Norte, Paragominas, Ponta de Pedras, Portel, São Sebastião da Boa Vista e Tucuruí.

Segundo o coordenador estadual de Controle da Malária, Cláudio Cardoso, a finalidade é avaliar e medir as ações realizadas pelos municípios prioritários, e pactuar algumas ações conjuntas para aqueles que têm dificuldades em realizá-las. “Também mostrar o que deu certo em alguns municípios, que e que não deram em outros e divulgar o Plano de Eliminação da Malária nas Américas, instituído pelo Ministério da Saúde”, acrescentou o coordenador.

Ele informou que neste ano de 2019, de janeiro a julho, o Pará tem confirmados 17.182, representando uma redução até agora de 37% em relação ao mesmo período de 2018, tendo a maioria dos casos sido registrada nas Regiões do Baixo Tocantins, Região do Marajó II e Região do Tapajós.

Para Cláudio, “o cenário atual significa um avanço importante, haja vista que tivemos dois anos consecutivos de aumento de casos de malária sendo que no final do ano passado conseguimos conter o avanço e este ano continuamos em queda”.

Histórico – Cláudio Cardoso lembrou que no período de 2011 a 2015, o Pará alcançou um excelente resultado reduzindo o número de casos de malária de 136.467 em 2010 para apenas 9.584 casos no ano de 2015. “Essa mudança no cenário epidemiológico da malária no Pará deveu-se à incontestável atuação do governo do Estado na execução das ações de controle nos municípios com maior incidência de casos, tanto disponibilizando recursos humanos como doando ou cedendo materiais, insumos químicos para laboratórios, combustíveis, inseticidas, equipamentos e transportes, para serem usados nas ações de controle da doença”, explicou o coordenador.

Ele ressaltou que naquele período, a estratégia de controle teve relevante importância tanto na prevenção como no controle vetorial, principalmente por meio da distribuição e instalação de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração (MILD), nas localidades com maior ocorrência de transmissão da malária nos municípios.

No entanto, em 2016, conforme o coordenador estadual, em decorrência da crise financeira no país e consequentemente à contenção de despesas pelo estado e municípios, houve um acréscimo no número de casos de malária, principalmente em função da desestruturação das equipes que faziam a vigilância epidemiológica nos municípios historicamente prevalentes. “Essa situação permitiu que em 2017 houvesse um aumento de 151% no número de casos da doença em comparação ao ano de 2016, levando o governo do Estado, por meio da Sespa, a deslanchar o Plano de Contingência de Combate à Malária em 2018, em parceria com o Ministério da Saúde que entrou com o aporte financeiro de R$ 3.560.767,14 para custeio da intensificação das ações de controle da malária para 17 municípios prioritários conforme Portaria nº 1.958 de 28/06/2018”, detalhou Cláudio.

O Plano previa apoio operacional nas atividades de busca ativa de casos, tratamento imediato dos casos positivos, aplicação de inseticidas em nebulização e termonebulização, distribuição e instalação de mosquiteiros impregnados com inseticidas e educação em saúde. Assim em parceria com os municípios, o Pará conseguiu dar uma freada no ritmo de transmissão da malária, resultando num aumento de apenas 23% no número de casos em 2018 (45.631) em relação a 2017 (37.103).

Texto: Roberta Vilanova

Foto: José Pantoja

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