Sespa orienta sobre fluxo de atendimento a diabéticos

Testes de glicemia são essenciais para a verificação de possíveis ocorrências de diabetes

Em função do Dia Mundial de Combate ao Diabetes, lembrado no dia 14 de novembro, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informa que a ocasião reforça o alerta para que as pessoas procurem as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS) a fim de verificar a possível ocorrência da doença e à necessidade de adesão ao tratamento gratuito associado às mudanças de hábito e estilo de vida.

A população pode procurar as Unidades, que oferecem orientações capazes de reduzir as complicações do diabetes associadas a outros fatores de risco, como tabagismo, inatividade física, alimentação inadequada e sobrepeso e obesidade. Por se tratar de uma doença progressiva e se não for tratada adequadamente, pode ocasionar complicações como doenças cardiovasculares, insuficiência renal, perda de visão e até amputação de membros.

O atendimento possibilita a geração de informações para aquisição, dispensação e distribuição de medicamentos gratuitos de forma regular e sistemática a todos os pacientes cadastrados. Para ter acesso, é preciso que o paciente passe por consulta com médico clínico na UBS.

Pelas estimativas do Sistema do Departamento de Informática do Ministério da Saúde (DataSUS), 60% dos pacientes cadastrados para tratamento de diabetes no Pará são do sexo feminino. Todas as faixas etárias são atingidas, especialmente mulheres entre 55 e 59 anos e homens na faixa de 60 e 64 anos.

As estatísticas também mostram que o quantitativo de internações por diabetes no Pará, entre primeiro de janeiro e 30 de setembro deste ano, foi de 4.474, o que representou uma redução de 5% de casos em relação ao mesmo período do ano passado. Das internações realizadas nos nove primeiros meses deste ano, as mulheres corresponderam ao percentual de 55%.

Complicações do diabetes

Para orientar e capacitar os profissionais de saúde que atendem nas Unidades Básicas sobre o fluxo de atendimento a pacientes com diabetes, a equipe da Coordenação de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (CDCNT) da Sespa realizou entre janeiro e outubro deste ano 30 ações entre Belém e o interior do Estado, que também incluíram apoio às atividades realizadas por Secretarias Municipais de Saúde.

“São atividades que tratam da gravidade da doença associada a outros fatores de risco, como a hipertensão e o tabagismo, que geram impactos econômicos e sociais. Assim, torna-se necessária e permanente a articulação de estratégias de intervenção para prevenção, diagnóstico precoce e controle de diabetes”, explica Sílvia Corrêa, coordenadora da CDCNT da Sespa, ao lembrar que as ações também orientam para o incentivo à promoção de saúde, à adoção de uma alimentação saudável e balanceada e à prática de atividades físicas, por meio de capacitações sobre o Guia Alimentar para a População Brasileira e o Programa Academia da Saúde,  que são de iniciativa do governo federal, mas orientados e monitorados pelo Estado e executados pelas prefeituras.

Segundo Sílvia, durante as capacitações, é sempre esclarecido o fluxo de atendimento para o paciente diabético, que começa na UBS, que desenvolve, gratuitamente, ações de prevenção, detecção, controle e tratamento medicamentoso, inclusive com insulinas, de acordo com protocolo do SUS.

Se o paciente apresentar intercorrências nessa fase do tratamento e dependendo do diagnóstico, pode ser referenciado para dois hospitais públicos do Pará que mantém atendimento de referência em Endocrinologia: o Hospital Jean Bitar (HJB), do governo do Estado, e o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), vinculado à Universidade Federal do Pará (UFPA).

O Hospital Jean Bitar faz o acompanhamento ambulatorial dos pacientes diabéticos, por meio da sua equipe de endocrinologistas, e realiza também internações e procedimentos cirúrgicos aos usuários do SUS, provenientes de todos os municípios paraenses.

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