Sespa promove oficina sobre práticas para evitar morte materna por hemorragia

Para reduzir no Pará os índices de Mortalidade Materna, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), lançou no último dia 19 de setembro o Pacto pela Redução da Mortalidade Materna. Em 2017, o Pará alcançou o índice de 88,30 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos, enquanto o aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de até 35 mortes de mulheres nessa condição, por 100 mil nascimentos. A adesão maciça dos municípios paraenses (143, entre os 144) é o primeiro grande resultado do Pacto, que pode salvar mais de 70 mulheres por ano no Estado.

Nesta terça-feira (3), o Pacto iniciou a “Oficina Estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia”, tendo em vista o cenário atual nos municípios com maior incidência de morte materna por hemorragia.

Participaram da abertura da oficina a primeira-dama do Estado e madrinha do Pacto, Daniela Barbalho; o titular da Sespa, Alberto Beltrame; a secretária adjunta da Sespa, Ivete Vaz; a diretora de Política de Atenção Integral à Saúde da Sespa, Sâmia Borges; a diretora do Centro Latino-Americano de Perinatologia, Saúde da Mulher e Reprodutiva, Suzanne Serruya, e a coordenadora de Família, Gênero e Curso de Vida, Haydée Padilha, representante oficial da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS).

A oficina marca o começo das estratégias teóricas e práticas promovidas pelo governo, destinadas a médicos e enfermeiros que atuam na assistência obstétrica. A hemorragia pós-parto é a principal causa do falecimento de mães no Pará. Por isso, a ênfase dessa primeira ação é possibilitar que agentes de atenção hospitalar tenham noções práticas de procedimentos que evitem o sangramento com risco de morte, como uso do balão de tamponamento intrauterino, inserção de traje antichoque não pneumático e realização de suturas hemostáticas no útero.

Para o secretário de Estado de Saúde Pública, Alberto Beltrame, o Pacto pela Redução da Mortalidade Materna é um compromisso com a civilização. “Uma sociedade deve garantir direitos aos cidadãos. E não há nada mais básico que assegurar o direito de uma mulher ficar grávida, atravessar o período de gestação e realizar o parto com segurança, para ela e seu filho. Não é apenas uma atividade de governo; é um comprometimento da sociedade com seu futuro”, ressaltou. O secretário disse ainda que a redução no número de falecimentos de parturientes vai possibilitar a diminuição da mortalidade neonatal e perinatal.

Compromisso – Haydeé Padilha destacou que a oficina faz parte de um projeto maior. “Estamos construindo um novo modelo de pensamento, onde o objetivo é que nenhuma mulher morra de parto. Não temos que ser correr esse risco por ser gestantes. E quando encontramos autoridades com essa consciência e comprometimento, temos que aproveitar ao máximo essa oportunidade. São programas que unem decisão política, capacidade clínica e recursos materiais. Precisamos de projetos assim em todo o Brasil”, enfatizou.

A importância da transmissão do conhecimento e do incentivo ao compromisso com a saúde da gestante e da criança foi destacada por Daniela Barbalho. “É com imensa alegria que temos a participação de 143 municípios do Pará nesta iniciativa. Precisamos que o aprendizado realizado aqui alcance todo o nosso território. São técnicas simples, mas que podem mudar a realidade de uma família no interior. Por isso, devemos ser multiplicadores desse trabalho, compartilhar nossas experiências em diferentes lugares”, ressaltou a primeira-dama.

A Oficina de Capacitação Zero Morte Materna por Hemorragia ocorre de 3 a 5 de dezembro, no edifício Belém Hall Eventos (Rua Antônio Barreto, 1176, bairro do Umarizal). As práticas são ministradas por técnicos capacitados dentro dos parâmetros específicos para o combate e a erradicação de morte materna por hemorragia, com a finalidade de capacitar, por meio de treinamentos com simulação realística, médicos e enfermeiros que atuam nas maternidades, no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e hospitais gerais dos municípios com os maiores índices de mortalidade.

Iniciativa – O governador Helder Barbalho lançou o Pacto pela Redução da Mortalidade Materna, na mesma ocasião em que assinou o Decreto 310, que instituiu o cofinanciamento estadual para a APS, no valor de R$ 24 milhões para aporte aos municípios.

O secretário Alberto Beltrame também assinou a Portaria 680, que regulamenta o Decreto 310, cujo objetivo é fortalecer as ações destinadas a melhorar a qualidade da atenção às gestantes, às puérperas (que estão no período de resguardo) e às mulheres em risco reprodutivo, com vistas à redução da mortalidade materna em todo o Pará. Já a Portaria estabelece os critérios para acesso aos recursos e às metas que os municípios precisam alcançar para a manutenção do recebimento do recurso. (Colaboração da Ascom/Sespa).

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