Pará tem queda no número de internações por diabetes e hipertensão arterial

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Redução do percentual de adultos maiores de 18 anos fumantes ativos, queda no número de internações por diabetes e por hipertensão arterial são alguns dos resultados positivos alcançados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) em 2019, por meio das ações desenvolvidas pela Coordenação Estadual de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (CDCNT) junto aos municípios, no sentido de incentivar a população paraense a mudar seus hábitos e a cultivar uma vida mais saudável.

Segundo a coordenadora estadual de DCNT, Sílvia Corrêa, o percentual de adultos maiores de 18 anos fumantes ativos caiu de 7,6% para 4,9%, conforme pesquisa do Vigitel /MS; houve aumento do número de municípios ofertando o tratamento do tabagismo de 72 para 81; houve aumento do número de unidades de saúde ofertando o tratamento do tabagismo de 126 para 151; e também houve aumento do número de pacientes fumantes que buscaram tratamento de 3.458 para 3.774.

Geanne Miranda, Sílvia Corrêa, Alessandra Amaral e Marilda Braga

“Podemos comemorar, ainda, a redução de internações por diabetes no período de outubro de 2018 a setembro de 2019 (5.989 internações) em relação ao período de outubro de 2017 a setembro de 2018 (6.182 internações); a redução de internações por hipertensão arterial no período de outubro de 2018 a setembro de 2019 (3.355 internações) em relação ao período de outubro de 2017 a setembro de 2018 (3.828 internações)”, informou Sílvia Corrêa.

Integrada à Diretoria de Políticas de Atenção Integral à Saúde, a CDCNT trabalha na implantação e a implementação do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), dos Programas Academia da Saúde, do Controle do Tabagismo e do Saber Saúde junto aos municípios e instituições públicas e privadas, oferecendo apoio institucional e assessoria técnica.

Dessa forma, as ações voltadas para promoção e prevenção das DCNT e fatores de risco vêm contribuindo para a formação de indivíduos responsáveis e críticos, capazes de decidir sobre a adoção de estilos de vida saudáveis, com responsabilidade social sobre o meio ambiente, em uma concepção mais ampla de saúde. ´

Sílvia Corrêa disse que com essas ações que competem à Atenção Primária, a Sespa pretende contribuir para a redução da mortalidade prematura (de 30 a 69 anos) por doenças crônicas não transmissíveis, como doenças do aparelho circulatório, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas no Pará.

Ela também apontou como avanços alcançados pela DCNT o aumento do número de municípios com Polos de Academia de Saúde, que passou de 95 para 97 municípios (2019); aumento do número de Polos de Academias da Saúde habilitados, passando de 146 para 153 polos; e aumento do percentual de adultos maiores de 18 anos que praticam atividade física no tempo livre de 41,3 para 42,7, conforme pesquisa do Vigitel/MS.

Capacitação de profissionais no município de Primavera

No que tange às ações junto aos municípios, a CDCNT realizou em 2019 25 Oficinas de Qualificação de Profissionais para Implantação/Implementação do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento de DCNT, sendo 23 para o tratamento de cessação do tabagismo atendendo 17 municípios das Regiões de Integração Guajará, Rio Caeté, Rio Capim, Guamá e Tocantins, qualificando um total de 690 profissionais da Atenção Primária em Saúde (APS) para atuação no programa; uma Oficina sobre o Plano de Enfrentamento das DCNT em Altamira (Xingu), qualificando 24 profissionais de Altamira, Pacajá, Porto de Moz e Vitória do Xingu; e uma Oficina sobre o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) em Belém, qualificando 43 profissionais.

Também foram realizados 60 assessoramentos técnicos em 43 municípios de do 4º, 7º, 8º, 9º, 10º, 11º e 13º Centros Regionais de Saúde, contemplando as Regiões de Integração do Guajará, Guamá, Rio Capim, Tocantins, Rio Caeté, Marajó, Carajás, Araguaia, Lago de Tucuruí, Xingu, Baixo Amazonas e Tapajós, e ainda nove monitoramentos, sendo quatro do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, abrangendo 81 municípios das Regiões de Integração Guajará, Guamá, Rio Capim, Tocantins, Rio Caeté, Carajás, Araguaia, Lago de Tucuruí, Xingu, Baixo Amazonas e Tapajós e cinco do Programa Academia da Saúde abrangendo 97 municípios das Regiões de Integração; Guajará, Guamá, Rio Capim, Tocantins, Rio Caeté, Carajás, Araguaia, Lago de Tucuruí, Xingu, Baixo Amazonas, Marajó e Tapajós.

Capacitação de profissionais no município de Dom Eliseu

Análise e desafios futuros – Conforme Sílvia Corrêa, em 2019 a Coordenação de DCNT obteve um resultado positivo do desempenho de suas ações de acordo com a realização da meta física programada e o impacto dessas ações sobre os avanços alcançados. “Pois foram programadas 80 ações estratégicas para enfrentamento das DCNT, no entanto, foram realizadas 94 ações, o que corresponde a 117,5 % da meta física programada para o período. Isso se deve ao fato de esta coordenação também ter atendido a outras demandas vindas dos municípios, entidades parceiras e da própria gestão estadual”, comemorou a coordenadora estadual.

Falando sobre 2020, Sílvia Corrêa disse que os principais desafios é ampliar o número de municípios com equipes qualificadas para oferta do tratamento do tabagismo na Atenção Primária em Saúde; ampliar a oferta do tratamento do tabagismo para a atenção especializada nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps); fomentar a intersetorialidade na execução das ações programadas para intensificar as estratégias de promoção de saúde e prevenção dos fatores de risco para as DCNT como a alimentação inadequada, a inatividade física e o tabagismo, em parceria com a Coordenação de Nutrição e Saúde do Adolescente e Jovem e outras com atividades afins.

“Nesta perspectiva, no que compete a Atenção Primária em Saúde, esperamos contribuir para a redução da prevalência da obesidade, da inatividade física e do tabagismo, por consequência, cooperar para a redução da Mortalidade Prematura (de 30 a 69 anos) por DCNT, uma vez correspondem aos principais fatores de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares, endócrinas, respiratórias crônicas e neoplasias”, concluiu a coordenadora estadual.

Texto: Roberta Vilanova

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