Sespa fortalece a prevenção e o combate ao câncer no Estado

O Ophir Loyola (HOL) é um dos hospitais que os pacientes são encaminhados para tratamento com cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Foto: Rodolfo Oliveira (Arquivo Agência Pará).

No Dia Mundial do Câncer, comemorado nesta terça-feira (04), a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) reafirma o seu compromisso de trabalhar a prevenção e ampliar o acesso dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) aos serviços de diagnóstico e tratamento da doença em todas as regiões do Pará.

A data, criada no ano 2000, numa iniciativa da União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), tem o objetivo de ampliar a conscientização e a educação mundial sobre a doença, além de influenciar governos e indivíduos para que se mobilizem pelo controle do câncer evitando, dessa forma, 7,6 milhões de mortes anualmente em decorrência da doença, maioria na faixa etária de 30 a 69 anos.

De acordo com dados ainda parciais do Painel da Oncologia, do Departamento de Informática do SUS (DataSUS), em 2019, o Pará registrou 596 casos de câncer de mama, 395 casos de câncer de colo do útero, 225 de câncer de próstata e 141 de câncer de estômago.

Para reduzir esses números, além de desenvolver campanhas educativas tais como Março Lilás, Outubro Rosa e Novembro Azul, que alertam para a prevenção e diagnóstico precoce dos cânceres de colo do útero, de mama e próstata respectivamente, a Sespa, por meio da Diretoria de Políticas de Atenção Integral à Saúde e Coordenação Estadual de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (CDCNT) vem atuando junto aos municípios para incentivar a população paraense a mudar seus hábitos e a cultivar uma vida mais saudável.

Outra ação importante é o combate ao tabagismo, um dos principais fatores de risco do câncer. Além do atendimento oferecido pelo Centro de Tratamento do Fumante, na Unidade de Referência Especializada Presidente Vargas, a Sespa pretende ampliar o número de municípios com equipes qualificadas para oferta do tratamento do tabagismo na Atenção Primária em Saúde; ampliar a oferta do tratamento do tabagismo para a atenção especializada nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps); fomentar a intersetorialidade na execução das ações programadas para intensificar as estratégias de promoção de saúde e prevenção dos fatores de risco para as doenças crônicas não transmissíveis como a alimentação inadequada, a inatividade física e o tabagismo, em parceria com a Coordenação de Nutrição e Saúde do Adolescente e Jovem e outras com atividades afins.

Segundo a coordenadora estadual de DCNT, Sílvia Corrêa, alguns resultados positivos foram alcançados em 2019.

“O percentual de adultos maiores de 18 anos fumantes ativos caiu de 7,6% para 4,9%, conforme pesquisa do Vigitel /MS; aumentou o número de municípios ofertando o tratamento do tabagismo de 72 para 81; cresceu o número de unidades de saúde ofertando o tratamento do tabagismo de 126 para 151; e também aumentou o número de pacientes fumantes que buscaram tratamento de 3.458 para 3.774”, informou a coordenadora.

Considerando que a prática de atividade física é um hábito saudável que combate o sedentarismo e a obesidade, que são fatores de risco para o câncer, Sílvia Corrêa também comemora os avanços em relação aos Polos de Academia de Saúde. “Agora, são 87 municípios que dispõem de Academia de Saúde; aumentou o número de Polos de Academias da Saúde habilitados de 146 para 153 polos; e aumentou o percentual de adultos maiores de 18 anos que praticam atividade física no tempo livre de 41,3 para 42,7, conforme pesquisa do Vigitel/MS”.

No que tange ao diagnóstico e tratamento do câncer, a Sespa tem trabalhado para descentralizar o atendimento em todas as regiões do Pará. Atualmente, o atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) inicia nas unidades da Atenção Primária de Saúde, com a oferta de serviços nos municípios e, podendo, conforme necessidade, ser encaminhados para tratamento com cirurgia, radioterapia ou quimioterapia no Hospital Ophir Loyola (HOL), Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo e nas Unidades de Alta Complexidade em Oncologia do Hospital Universitário João de Barros Barreto, Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) e Hospital Regional de Tucuruí (HRT).

Texto escrito por Roberta Vilanova.

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