Hospital Regional Abelardo Santos é exemplo de humanização hospitalar

É um consenso de todos que um tratamento baseado na humanização contribui para a melhoria do quadro de pacientes e diminuição da sensação de medo. Em tempos de pandemia, isso se tornou mais que fundamental para profissionais de saúde, pacientes e familiares que estão na linha de frente do enfrentamento à Covid-19.

De acordo com Alessandra Amaral, coordenadora de atendimento do Hospital Regional Abelardo Santos, a partir desta premissa que se baseiam todas as etapas de atendimento do HRAS, hoje, exclusivo para pacientes com coronavírus.

“Quando as pessoas chegam no Abelardo elas já são triadas de forma humanizada. As equipes da Sespa e do Parapaz levam essas pessoas até uma tenda onde é verificada a oxigenação do sangue e feita a triagem dos quadros (se é de baixa ou média complexidade). Neste momento, a gente já serve a sopa e distribui máscaras novas para substituir as usadas ou proteger quem não tem.  Este sopão é fornecido pela Seduc, de manhã e à tarde. E todos os elogios que recebemos são registrados a partir deste acolhimento”, disse Alessandra, que ainda lembra as doações de água e EPIs que são feitas para o hospital pela Ouvidoria-Geral do Estado.

A coordenadora informa ainda que a média diária de atendimento no Abelardo Santos é de 1.800 pessoas. Portanto, ainda no estacionamento do Hospital, onde ocorre essa triagem, foram instaladas mais 3 unidades móveis de saúde que integram as ações do Terpaz/Sespa. O objetivo é agilizar e garantir um melhor atendimento. Muito além de medicamentos, os pacientes recebem carinho, atenção e segurança. A humanização hospitalar propicia uma satisfação maior para todos os envolvidos.

“Das oito da manhã às oito da noite, médicos, enfermeiros e técnicos se revezam para tranquilizar os pacientes e garantir o melhor tratamento. Estamos ali com todo o amor do mundo, pensando que todas essas pessoas querem salvar suas vidas ou de um ente querido que é o amor da sua vida. Não tem como não tratar com carinho, com respeito e dedicação”, frisou a coordenadora que comemora o êxito desse tipo de atendimento.

Isso quer dizer que desde o momento que o paciente entra na unidade até sua alta, tem acesso a um serviço com sensibilidade, simpatia, cuidado e atenção, ultrapassando assim o foco da doença. Pois, numa situação de vulnerabilidade, a empatia se torna um remédio natural que se soma ao tratamento terapêutico.

“Atendemos ali pacientes do SUS e quem tem plano de saúde e não conseguiu atendimento particular. Todos têm falado muito bem do nosso atendimento, nunca teve tumulto, aglomeração, nunca teve reclamação”, reitera.

Texto: Jacie Carrera/Secom

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