Sespa já doou 69 mil máscaras e 2.300 litros de álcool para comunidades quilombolas

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) entregou 10 mil máscaras e 400 litros de álcool 70% a comunidades quilombolas da região do Baixo Moju, como parte das estratégias do governo do Estado de prevenção ao contágio pelo coronavírus.

O quarto repasse de material de proteção a quilombolas do Pará ocorreu nesta terça (28) e quarta (29), por meio da equipe da Coordenação Estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais (Cesipt) da Sespa, durante ação itinerante ocorrida na região.

No primeiro dia, a atividade se concentrou na comunidade África, na escola Bento Lima, onde foram realizados 104 atendimentos médicos, 104 verificações de pressão arterial, oximetria e verificação de temperatura, 04 exames RT-PCR e 60 testes rápidos para Covid-19.

No segundo dia, 29, os atendimentos se concentraram na sede da Igreja Assembléia de Deus, localizada na comunidade Moju Miri. Na ocasião, foram realizados 141 atendimentos médicos, 141 verificações de pressão arterial, oximetria e verificação de temperatura, 18 exames RT-PCR e 75 testes rápidos para Covid-19.

Durante esse período, a ação contou ainda com o apoio da Coordenação de Saúde Bucal da Sespa, que disponibilizou 800 kits de higiene bucal, e de técnicos da Secretaria de Saúde de Moju. As atividades beneficiaram aproximadamente mil famílias das comunidades África, Laranjituba, Caeté, Samaúma, Cacoal, Espírito Santo, Fazenda, São Jorge, Cinco Réis e Moju Miri.

Em benefício à população quilombola do Pará, as entregas de material de EPIs já somaram, até agora, 69 mil máscaras descartáveis e 2.300 litros de álcool 70º feitas pela Sespa a 36 comunidades.

Tatiany Peralta, coordenadora da Coordenação Estadual de Saúde Indígena e Populações Tradicionais (Cesipt), diz que a Sespa repassa materiais para as medidas preventivas, orienta e capacita profissionais e gestores municipais de saúde quanto às notas técnicas, protocolos e fluxos estabelecidos para a assistência aos pacientes confirmados ou com suspeita de Covid-19 em comunidades quilombolas.

A Cesipt também tem monitorado, com apoio dos Centros Regionais de Saúde e secretarias municipais de Saúde, os casos suspeitos e/ou confirmados, descartados, recuperados e de óbitos, por Covid-19, principalmente em municípios onde há comunidades quilombolas.

“Com essas ações pontuais, nosso objetivo é fortalecer os serviços de saúde para a detecção, notificação, investigação e monitoramento de prováveis casos suspeitos, com a identificação dos indígenas e quilombolas, conforme as orientações do Ministério da Saúde”, ressaltou Tatiany. 

Para intensificar o enfrentamento da pandemia de Covid-19, nessas comunidades também foi criado um grupo de trabalho entre Sespa, Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Coordenação Malungo e líderes quilombolas.

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