Campanha de vacinação contra gripe segue no Pará

FOTO: RENAN VIANA / ASCOM UEPA
BELÉM – PARÁ

A 19ª Campanha de Vacinação contra a Influenza iniciou no dia 17 de abril e prossegue até 26 de maio no Pará. Segundo informe técnico da Divisão de Imunizações da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), o Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde enviou ao Estado 1.863.160 milhão de doses da vacina, que já foram distribuídas pela Sespa aos 13 Centros Regionais de Saúde, os quais repassaram as doses aos municípios – que são, na prática, executores da ação.

Até o fim do prazo da campanha devem ser vacinadas 1.491.529 milhão de pessoas, o que equivale a 90% do público alvo. Até às 10 horas desta segunda-feira, 15/05, foram vacinadas 439.759 pessoas, segundo dados constantemente atualizados pelo vacinômetrodo Ministério da Saúde, disponível para consulta pública pelo link (http://sipni.datasus.gov.br/si-pni-web/faces/relatorio/consolidado/vacinometroInfluenza.jsf). No chamado vacinômetro, o internauta pode consultar o número de pessoas vacinadas e classificadas entre os grupos prioritários. Pelos dados, quase 30% da meta foi atingida no Pará. Em nível nacional, a campanha já atingiu 50%. Somente no sábado, 13, por ocasião do Dia D da vacinação, foram vacinadas no Estado 213.122 pessoas. O número pode ser maior na medida em que os municípios forem lançando as doses no sistema on line mantido pelo PNI.

A recomendação do Ministério é que devem ser imunizados os que estiverem nos grupos mais vulneráveis às gripes, como as grávidas em qualquer período gestacional, crianças com idade entre seis meses e menores de 5 anos, trabalhadores de saúde das áreas pública e privada, pessoas com mais de 60 anos, povos indígenas aldeados, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas e detentos, além de funcionários do sistema penitenciário.

Também devem ser vacinadas as mulheres que tiveram bebês até 45 dias, as denominadas puérperas, e os que possuem comorbidades comprovadas por laudo médico, como doenças crônicas respiratórias, do coração, com baixa imunidade, entre outras.  A novidade da campanha de 2017 inclui a vacinação dos professores, tanto da rede pública e privada, dos níveis fundamental, médio e superior. “Esta ação tem como objetivo reduzir o risco da influenza para outras pessoas na escola”, recomenda a nota técnica da Sespa.

Como ocorre em toda campanha, os municípios são responsáveis pela aplicação das vacinas, ou seja, cada Secretaria Municipal de Saúde tem livre arbítrio para executar a estratégia de vacinação para o público indicado a receber a dose. De um modo geral, as doses estarão disponíveis em qualquer Unidade Básica de Saúde, nas salas das Estratégias de Saúde da Família e em outros locais definidos pelas gestões municipais.

Conforme explica a nota técnica, a vacina em questão é importante porque evita algumas complicações causadas pelo vírus influenza, como pneumonia e doenças cardíacas. Assim, ao tomar a vacina, a pessoa não se protege apenas contra a gripe, mas evita quadros mais graves relacionados com hospitalização e morte.

O informe também lembra que a vacina só é contraindicada para pessoas com histórico de reação anafilática prévia em doses anteriores ou que tenham alergia grave a ovo de galinha e seus derivados. Outra recomendação importante do Ministério da Saúde: as  pessoas que tomaram vacina no ano passado, devem repetir o esquema esse ano, pois a ação da vacina contra a gripe leva duas semanas para funcionar e dura cerca de 9 meses. A reaplicação é necessária porque a vacinaoferecida em 2017 é diferente e resguarda o organismo contra outras mutações do vírus.

Orientadora da campanha no Pará, a Sespa recomenda que os profissionais das secretarias municipais de Saúde se empenhem em convencer a população a aderir à vacinação. No Estado são 2.300 postos de vacinação fixos, além de 340 volantes e 75 fluviais, com 20.350 pessoas envolvidas, incluindo 2.010 equipes de vacinação. A campanha tem envolvido 550 carros, 25 barcos, 12 voadeiras e 25 motocicletas.

A coordenadora da Divisão de Imunizações da Sespa, Jaíra Ataíde. 
FOTO: JOSÉ PANTOJA/ SESPA

Práticas de higiene

Além da vacinação, durante a campanha os órgãos de saúde intensificarão as orientações sobre práticas de higiene que devem ser mantidas pela população, para melhor prevenção das síndromes respiratórias, como manter janelas abertas e ambientes arejados e lavar bem as mãos – já que a transmissão dos vírus Influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos e nariz).

Os sintomas da gripe são febre, tosse ou dor na garganta, além de dores na cabeça, musculares e nas articulações. O agravamento pode ser identificado quando a pessoa tem falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração. O mais indicado, nesse quadro, é procurar um serviço de saúde o mais rápido possível.

Casos de gripe

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informa, por meio do Departamento de Epidemiologia, que o Pará no ano de 2015 apresentou um total de 186 casos de Síndrome Respiratória Gripal Grave (SRAG). Destes, 12 casos foram ocasionados por Influenza A H1N1. Ainda em 2015, o Estado apresentou um total de 19 óbitos, tendo como causa básica a SRAG e somente um foi por Influenza-H1N1.

Em 2016, ocorreram 179 casos confirmados de Influenza-H1N1 no Pará inteiro, com 27 óbitos. “Isso mostra que a vacina é essencial para que a população esteja prevenida desses tipos de gripe”, recomenda Jaíra Ataíde.

Este ano, entre os tipos de SRAG, já foram confirmados até o momento no Pará 27 casos de Influenza do tipo B e 14 do tipo A, sendo que evoluíram para óbito três pacientes confirmados para Influenza B e outros três que haviam sido diagnosticados para Influenza A.

 

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