Coordenação Estadual de DST/Aids
Sua presença é muito importante.
Conheça mais sobre o Cartão Nacional de Saúde e saiba como o Ministério da Saúde e a SESPA estão trabalhando para coletar de uma série de informações que irão auxiliar o cidadão nos atendimentos prestados pelo Sistema único de Saúde.
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Prorrogadas inscrições para pós em Enfermagem em Terapia Intensiva

A Faculdade de Enfermagem do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Pará (UFPA) informa que prossegue até o dia 26 de novembro as inscrições para o curso de especialização em Enfermagem em Terapia Intensiva.

Ao todo, 40 vagas estão sendo ofertadas para graduados em Enfermagem, sendo 12 gratuitas, das quais seis disponíveis para servidores efetivos do cargo de enfermeiros lotados na UFPA, Fundação Santa Casa de Misericórdia, Hospital Ophir Loyola, Hospital das Clínicas Gaspar Viana e Hospital Metropolitano. As outras seis vagas gratuitas estão disponíveis para a disputa de recém-formados.

As inscrições, a princípio, eram até 21 de novembro, mas foram prorrogadas até o dia 26 deste mês, podendo ser efetuadas na Secretaria de Pós-Graduação do ICS/UFPA, situado na rua Generalíssimo Deodoro, N.º 01, Umarizal, CEP 66.050-160, Belém-PA.

Maiores informações pelo telefone (91) 3201-6821 ou 6843 ou no site www.ufpa.br ou www.ufpa.br/ics. Taxa de inscrição: R$ 100,00 (cem reais), a ser arrecadada, conforme procedimento de inscrição on line, por meio do site da Fadesp no link http://cursos.fadesp.org.br/.

21 nov 2014

Sespa orienta sobre rede de atendimento aos portadores de diabetes

Dia Mundial Diabetes 016Em função do Dia Mundial de Combate ao Diabetes ocorrer nesta sexta-feira, 14, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informa que a ocasião serve de alerta para que as pessoas procurem as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS) ou mesmo um médico generalista de confiança para verificar a possível ocorrência da doença, tida como silenciosa e cuja taxa de glicose pode estar alta sem que haja um indicativo mínimo de mal estar.

A população pode procurar as Unidades que oferecem o programa Hiperdia, que tem como objetivo reduzir os fatores de riscos e a morbi-mortalidade por Hipertensão Arterial, Diabetes e suas complicações, como o Acidente Vascular Cerebral e falência dos rins, priorizando a promoção de hábitos saudáveis de vida, prevenção e tratamento com ênfase na atenção básica. Considerado a porta de entrada para o tratamento contínuo da hipertensão, o programa existe em 1.898 Unidades Básicas de Saúde espalhadas pelos 144 municípios paraenses, além de 919 estratégias do Programa Saúde da Família (PSF). Para tanto, basta ter em mãos um documento de identidade com foto e comprovante de residência.

No Pará estão cadastrados 63.081 diabéticos no Sistema do Programa Hiperdia, o Sishiperdia. Em 2012, 225 novos diabéticos iniciaram tratamento no programa no Estado, além de outros 491 que foram diagnosticados com hipertensão. No ano seguinte, os números saltaram para 287 novos pacientes e demais 553 com pressão arterial alterada.

Em todas as estatísticas do Sistema, notou-se que, em média, 60% dos cadastrados no Pará são do sexo feminino, o que corresponde a 35 mil pacientes. Todas as faixas etárias são atingidas, especialmente mulheres entre 55 e 59 anos e homens na faixa de 60 e 64 anos. Importante frisar que o Sishiperdia alerta para a subnotificação de casos, uma vez que muitos jovens sequer sabem que são diabéticos, além de que podem existir milhares de pessoas que optaram pelo tratamento na rede privada.

No País, atualmente, 12 milhões de pessoas são portadoras da doença. A Federação Internacional de Diabetes estima que, em 2030, serão 552 milhões de pessoas com diabetes, e que a expectativa de mortes em decorrência da doença chegue a 3,8 milhões/ano em todo o mundo – cerca de 6% da taxa de mortalidade mundial.

Sequelas perigosas

Em dezenas de ocasiões, a exemplo de entrevistas e aberturas de conferências e seminários, o secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, sempre enfoca os inúmeros problemas causados pelo diabetes e exalta a capacidade do ser humano em se informar sobre o assunto, por meio da utilização responsável da internet a partir da leitura do que é difundido pelas diversas correntes em favor da prevenção, incluindo fan pages e imprensa. “Muitos têm contato com a doença, mas não sabem diferenciar os tipos ou como tratá-la”, explica.

O secretário de Saúde reitera, ainda, que se o diabetes não for controlado adequadamente, pode acarretar complicações graves como retinopatia diabética (que pode causar perda visual definitiva), catarata precoce, alteração da função renal (que pode levar o paciente para a hemodiálise), alterações neurológicas (que podem ocasionar dores em membros inferiores e atrofias musculares) e complicações cardiovasculares (que pode levar a infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral).

Segundo ele, a chegada de um paciente ao hospital com os rins doentes, em metade dos casos, revela um diabetes até então desconhecido, mas em estágio avançado e em situação de descontrole. “Noventa e sete por cento dos pacientes que fazem hemodiálise têm hipertensão e diabetes não controlado. Esse estágio indica a falta de tratamento adequado. Mas também é preciso lembrar que nada disto ocorrerá se o tratamento for efetivo e contínuo”, complementa.

Hoje o Estado possui 1785 leitos com 328 máquinas do SUS com gerência estadual para dar retarguarda para este tipo de intercorrência. O número é considerado suficiente se atenção primária funcionar de forma adequada, uma vez que cerca de 80% dos casos do diabetes tipo I, que é o mais comum, poderão ser tratados exclusivamente na rede básica. Somente casos mais graves e complexos do diabetes tipo I e tipo II serão de referência aos centros de especialidades: em Belém funcionam na Unidades de Referência da Presidente Vargas, mantida pela Sespa, e no Hospital Universitário João de Barros Barreto, que oferece assistência hospitalar aos pacientes que apresentam descontrole e agravamento da doença. No interior, o encaminhamento é feito para os hospitais regionais.

Atualmente, o paciente diabético no Brasil pode receber medicação de graça por meio do Programa “Saúde tem não preço”, instituído pelo governo federal em 2011. As medicações podem retiradas nas farmácias com o selo da Farmácia Popular do Brasil. Para pegar o remédio, a pessoa só tem que levar a identidade, o CPF e, lógico, uma receita médica que tenha sido aviada no máximo em 120 dias, independente de ter sido prescrita por um médico da rede pública ou por médico particular. Idosos ou pessoas com dificuldade de locomoção podem ser representados por um responsável com procuração.

13 nov 2014

Sespa descentraliza campanha “Novembro Azul” para o interior do Estado

Dia Nacional do Homem 022Com o objetivo de incentivar gestores e profissionais de saúde dos municípios a promover mais ações de prevenção para doenças masculinas, a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Saúde do Homem, descentralizará este ano para o interior do Estado a programação da campanha “Novembro Azul”, criada para convencer os homens sobre os perigos da evolução do câncer, sobretudo o de próstata.

Nos dias 11 e 12 deste mês, técnicos da Coordenação Estadual de Saúde do Homem estarão em Altamira para conduzir uma oficina direcionada as profissionais da Região de Saúde do Xingu, cujo conteúdo inclui detalhes sobre a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, estimulada pelo Ministério da Saúde, e palestras sobre câncer de próstata, câncer de pênis, HPV, hipertensão arterial e diabetes.

A ação pretende aproximar a população masculina dos serviços de saúde, criando um vínculo com quem em geral apresenta forte resistência antes de procurar assistência médica. “Para os profissionais de saúde, tentar mudar esse comportamento conscientizando os homens sobre a importância da prevenção e do tratamento adequado é um verdadeiro desafio”, explica o odontólogo Andrei Porpino, um dos técnicos da Coordenação Estadual de Saúde do Homem.

O coordenador de Saúde do Homem, Marcelo Dias, disse que a Política de Saúde do Homem ainda é recente e que as unidades de saúde do interior ainda estão se preparando para receber a população masculina da mesma forma que sempre receberam mulheres e crianças. “Os profissionais ainda não sabem como abordar o paciente masculino e perceber seus problemas”, explicou, “Então, a política veio para orientar e prevenir”, acrescenta.

Desde que foi criada, em 2010, por recomendação do Ministério da Saúde a todos os Estados, a Coordenação tem atuado com campanhas de prevenção com foco nos municípios, dentro do possível, sobretudo com palestras e capacitação de profissionais das unidades básicas de saúde. Um dos resultados disso é que em Belém, especificamente, o programa de Saúde do Homem foi implantado em maio de 2013 pela Secretaria de Saúde do município (Sesma) para funcionar na Unidade Municipal de Saúde da Tavares Bastos, no bairro da Marambaia.

Em si, a campanha “Novembro Azul” é um resgate desse conjunto de esforços que acontece ao longo do ano, com enfoque na mudança do estilo de vida, contra o sedentarismo e a obesidade. Dieta balanceada, exercícios físicos e exames periódicos são formas de prevenção. O teste PSA (antígeno prostático específico, na sigla em inglês) pode identificar o aumento de uma proteína produzida pela próstata. O toque retal, no entanto, ainda é o exame mais comum e dura menos de 15 segundos.

Pelas estatísticas da Sespa, os homens morrem mais cedo que as mulheres por falta de cuidado, sendo as maiores vítimas de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes e de causas externas como violência no trânsito. Só em 2013 o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) atendeu mais de duas mil vítimas de acidente de moto, a maioria homens.

Segundo a Coordenação Estadual de Oncologia, o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer que mais acomete homens no Pará, perdendo apenas para o câncer de estômago. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa é de 68.800 novos casos de câncer de próstata no Brasil em 2014. No Pará, estima-se 1.000 (25,09%) casos, sendo 330 (48,30%) só em Belém.

Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) apontam 1.319 mortes por câncer de próstata no Pará, no período de 2009 a 2013. Neste mesmo período, o Hospital Ophir Loyola atendeu 1.590 pacientes com câncer de próstata: 335 em 2009, 339 em 2010, 297 em 2011, 329 em 2012 e 290 em 2013.

Além de Altamira, a agenda da campanha “Novembro Azul” cumprirá ciclos de palestras no dia 12, às 18h30, para funcionários do jornal O Liberal; no dia 20 para servidores do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará (Igeprev) e no dia 28 para os servidores da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa).

A agenda de consolidações da Política de Atenção Integral à Saúde do Homem prossegue no dia 17, de 8 às 18 horas, com uma oficina na Região de Saúde Metropolitana III, em Castanhal. Com a mesma carga horária, no dia 19 será a vez de Paragominas e, nos dias 25 e 26, a atividade acontece em Marabá.

Texto: Mozart Lira

10 nov 2014

Paralisia infantil e sarampo são alvos da nova Campanha de Vacinação

20141106_104100 No período de 8 a 28 de novembro, pais e responsáveis por crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade estão convocados a levá-las até ao posto de saúde a fim de serem vacinadas durante a Campanha Nacional de Vacinação. No Pará, a meta é vacinar 639.783 crianças contra a paralisia infantil e outras 574.331 contra o sarampo, o que corresponde à meta de 95% do público-alvo.

Segundo informações do Ministério da Saúde (MS), o Pará recebeu da União 1,6 milhão de doses de vacinas, que já foram distribuídas pela Divisão de Imunizações da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) aos 13 Centros Regionais de Saúde (CRS’s), que por sua vez já encaminharam as doses aos municípios de abrangência.

Ao todo são 718 salas de vacinação das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e das Unidades do Programa Saúde da Família (PSF) em todo o Estado disponíveis, como de costume, de segunda a sexta-feira. Nos dois sábados, 8 e 22, quando serão intensificadas as mobilizações em torno da campanha em função do chamado “Dia D”, funcionarão 2.500 postos fixos e outros 1.808 volantes.

O secretário de Estado de Saúde Pública, Helio Franco, reforça que a vacinação é a melhor forma de prevenir doenças, sobretudo em função do Brasil estar em evidência no cenário internacional por ter sediado a Copa do Mundo, em 2014, e por receber, em 2016, os jogos olímpicos. “Isso demanda uma atenção especial às doenças devido ao aumento de circulação de pessoas, que estão viajando mais. Nesse caso, as crianças precisam estar com o esquema de vacinação em dia e é necessário que os pais e responsáveis estejam em alerta”, recomenda.

Especificações

Recomendada para crianças de seis meses a menores de cinco anos, a vacina contra a poliomielite – responsável pela paralisia infantil – será aplicada em gotas. No entanto, pode haver a necessidade de ser administrada a versão injetável para as crianças acima de seis meses que estão com esquema vacinal atrasado.

A coordenadora estadual da Divisão de Imunizações da Sespa, Jaíra Ataíde (foto), explica que a campanha tem como objetivo “manter elevada a cobertura vacinal contra a poliomielite de forma homogênea em todos os municípios, visando evitar a reintrodução do vírus selvagem da poliomielite no país”. Para isso, ela recomenda que a população alvo deve ser vacinada indiscriminadamente.

Segundo informações do MS, desde 1990, quando deixou de registrar casos, é que o Brasil está livre da poliomielite e, 1994, o país recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem em seu território. Porém a continuidade das campanhas tem sido essencial porque dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram que, entre 2013 e 2014, 10 países registraram casos da doença e três deles, Paquistão, Nigéria e Afeganistão, são endêmicos para esse agravo de ordem infectocontagiosa, por via oral. Na maioria dos casos, a vítima não morre quando infectada, mas desenvolve lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia irreversível, principalmente nos membros inferiores.

Com relação à Campanha de Seguimento contra o Sarampo, Jaíra explica que a vacina é indicada não só para quem está com o calendário vacinal atrasado, mas como um reforço para quem já tomou, pois muitas vezes o indivíduo não criou imunidade. O público-alvo da vacinação da chamada Tríplice Viral – que também protege contra rubéola e caxumba – são crianças de 1 a 5 anos incompletos.

Segundo informe do Ministério da Saúde, os últimos casos de contágio autóctone de sarampo no Brasil ocorreram em 2000 e, desde então, os casos registrados foram importados ou relacionados à importação. Em 2013 e 2014, foram registrados casos importados no país, com concentração em Pernambuco e Ceará. No mundo, em 2014, foram registrados 160 mil casos da doença e com o fluxo de turismo e comércio entre os países o risco de contaminação se eleva.

Em relação ao cumprimento de metas, o MS tem orientado as secretarias de Saúde para que, no intuito de que sejam realizadas todas as fases da imunização, “as vacinas contra a poliomielite, o sarampo, rubéola e caxumba continuam disponíveis durante todo o ano nos postos de saúde do Sistema Único de Saúde”.

Na capital paraense, a campanha será lançada oficialmente pela Secretaria de Saúde de Belém (Sesma) neste sábado, 8, a partir das 8 horas, numa mobilização que acontecerá na praça Batista Campos com apoio da Sespa. (Com informações do Ministério da Saúde).

06 nov 2014