Após 30 dias internado com Covid-19, paciente recebe alta no Hospital de Campanha do Hangar

Mauro José Souza da Silva celebra a alta hospitalar junto aos profissionais de saúde que cuidarem dele

O Hospital de Campanha do Hangar, em Belém, maior unidade hospitalar criada pelo Governo do Estado no atendimento de pacientes com a Covid-19, foi marcada na quinta-feira, 22, por um momento muito emocionante para todos os profissionais de saúde.

Mauro José Souza da Silva, auxiliar de serviços gerais, de 54 anos, recebeu alta médica após 30 dias internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hangar. Emocionado por poder voltar para a família, o sentimento de Mauro era de renascimento.

“Renasci. Não sei mensurar o que estou vivendo. Foram dias difíceis, mas hoje retorno para a minha casa e esposa. Agradeço infinitamente a essas pessoas que cuidaram de mim aqui dentro, porque em muitas vezes eu achei que não sairia vivo. Sou só gratidão”, disse.

A esposa Regiane Borges Santiago, após dar um longo abraço no marido, disse que o período de distanciamento foi difícil, mas o medo deu lugar à esperança e certeza de que ele voltaria para casa. “Eu nunca desacreditei. É só eu e ele em casa, então foram dias muito difíceis, eu tive medo de perder o meu marido e vivia em oração durante essas várias madrugadas pedindo a intercessão e cura não só dele, mas de outras pessoas. É preciso ter fé. Só Deus em nossas vidas!”, afirma.

Feliz, a equipe de profissionais que cuidou de Mauro José durante esses 30 dias estava em festa e comemorou a alta. Thiago da Silva Gomes, médico que atua na UTI do Hospital de Campanha, explica que o processo de internação foi delicado, mas, com o cuidado dos profissionais, os resultados satisfatórios impediram uma intubação.

“Com um tratamento instituído, tanto medicamentoso como fisioterapêutico, o Mauro teve uma melhora clínica. Aos poucos a gente conseguiu reduzir a necessidade de oxigênio que ele tinha no início, até que ele conseguiu ficar somente em cateter”, explica.

O profissional também comenta a emoção de um paciente recuperado. “O sentimento que eu tenho é de dever cumprido por poder possibilitar isso para esses pacientes, que eles resgatem a confiança em si e entendam que eles também fazem parte desse processo de recuperação”, afirma o médico.

Rede de cuidado – O Hospital de Campanha do Hangar é uma unidade do Governo do Pará que opera, atualmente, com 150 leitos de UTI e 270 leitos de enfermaria.

Neste momento, são atendidos 263 pacientes e a taxa de ocupação é de 62%. Mais de 5 mil pessoas já foram atendidas na unidade. O grande número de atendimentos e recuperações anda lado a lado com a humanização.

“Os nossos protocolos são baseados em processos mais humanizados, de inclusão e afeto. Atuamos para que todos os pacientes que precisam, venham, tratem e se recuperem dessa doença que é tão grave. É para isso que os nossos esforços estão voltados”, afirma a diretora técnica da unidade, Bárbara Freire.

Mais humanização – A alta hospitalar de Mauro José foi motivo de comemoração para a equipe que o acompanhou durante os dias de internação no Hospital de Campanha do Hangar. Com escudos de super-heróis, placas motivacionais e música, a saída do paciente deu início ao projeto Herói de Alguém, que comemorará as vitórias alcançadas, tanto dos pacientes quanto dos profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate à doença na unidade hospitalar.

“O nosso objetivo é agregar com ainda mais esperança para que essas pessoas, aqui dentro do hospital, se sintam respeitadas e cuidadas. Essa festa se repetirá em muitas outras altas tão especiais quanto a do seu Mauro José e homenagearemos pacientes e profissionais que estão aqui dentro dia e noite para restaurar vidas”, diz a assistente de humanização do Hospital de Campanha do Hangar, Elizabeth Cabeça.

Para o secretário de saúde do Pará, Romulo Rodovalho, toda alta de um paciente infectado pela Covid-19 é uma vitória de todos os profissionais de saúde envolvidos na linha de frente e também da gestão estadual. “É de tamanha importância destacar o trabalho desses profissionais, que naturalmente possuem uma forma de contato mais delicada, por lidarem com tantos pacientes em seu cotidiano”, pontua o titular da Sespa.

Texto: Alberto Dergan/HCH

Fotos: Divulgação

Você pode gostar...