Após 36 dias internadas, gêmeas recebem alta médica da UTI Neonatal do Hospital Abelardo Santos, no Dia das Crianças

Após 36 dias internadas, gêmeas recebem alta médica da UTI Neonatal do Hospital Abelardo Santos, no Dia das Crianças

13 de outubro de 2021 Off Por Roberta Vilanova

Raissa Kelly de Souza com as suas filhas gêmeas Heloá e Heloísa

O dia 12 de outubro de 2021 marcou para sempre a história da dona de casa Raissa Kelly de Souza e de toda sua família. Mãe de primeira viagem, sua gestação foi marcada por diversas surpresas até dar à luz às gêmeas Heloá e Heloísa Pantoja de Oliveira, que se anteciparam e chegaram ao mundo aos sete meses.

Vindas às pressas do município de Parauapebas, no sudeste do Estado, as bebês chegaram a Belém e foram encaminhadas ao Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, na capital paraense, para serem internadas e terem suas vidas salvas. A hospitalização demorou longos 36 dias.

Nascidas com baixo peso e diversas patologias, as gêmeas precisaram ficar hospitalizadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal para o restabelecimento da saúde, até a alta, em pleno Dia das Crianças, comemorado na última terça-feira (12). “É uma extrema felicidade estar saindo do hospital, voltando para casa e ainda nesta data e com as minhas filhas nos braços”, disse a mãe.

As bebês chegaram ao mundo no dia 23 de agosto e ficaram hospitalizadas por conta do diagnóstico de prematuridade, infecção de corrente sanguínea, tamanho considerado pequeno para idade gestacional, síndrome do desconforto respiratório, hiponatremia persistente e anemia da prematuridade. Além dessas anormalidades em um recém-nascido, elas apresentaram falha de extubação e alergia à proteína de vaca.

Profissionais de saúde de despedem com alegria das pequenas pacientes

Reconhecimento– Durante o período de internação das gêmeas, mantendo os moldes tradicionais, uma carta deixada pela avó das prematuras, emocionou a equipe da UTI Neonatal. Com um texto de despedida e agradecimento, a dona de casa, Cintia de Souza emocionou os profissionais de saúde que atuam no setor.

“É uma forma de dizer muito obrigada. Apenas as palavras ditas não vão marcar essas pessoas que doam suas vidas pelas outras, por isso, escrevi essa cartinha. Desde os profissionais de limpeza, os técnicos, os médicos e os enfermeiros deste hospital foram incansáveis na recuperação das minhas netas”, comentou a avó das crianças.

Com um sentimento de gratidão, a enfermeira supervisora da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica e do complexo Neonatal, Leyla Lopes, fala da emoção sentida por ela e por toda equipe. “Lidamos com um dos momentos mais difíceis das famílias, que é o desespero de ver seus bebês lutando pela vida em uma UTI. E quando somos agraciados com um muito obrigado, é sinal que estamos fazendo o nosso melhor trabalho”, disse a profissional.

Serviço– UTI Neonatal é um ambiente de alta complexidade onde ocorre o tratamento dos recém-nascidos graves. A unidade tem por finalidade a manutenção e restauração das condições da vitalidade de prematuros, a prevenção de infecções e a diminuição da morbimortalidade. “O HRAS é uma unidade porta aberta da obstetrícia e atende mulheres de várias regiões do Pará, sobretudo, na Região Metropolitana de Belém. Por mês, são, em média, 390 partos realizados entre cesárias e o parto normal. Além disso, temos uma estrutura completa para atender os prematuros, que nascem aqui ou são trazidos à unidade de outras maternidades. Além da equipe médica e de enfermagem, o serviço neonatal conta uma série de profissionais: fisioterapeutas, assistentes sociais, fonoaudiólogos e nutricionistas”, explicou Marcos Silveira, diretor executivo do Regional Abelardo Santos.

“O objetivo da gestão do Instituto Mais Saúde, organização social que administra a unidade, é prestar um atendimento que respeite o direito dos usuários e os atenda de forma humanizada. O setor neonatal é destinado para o acolhimento humanizado às mães e familiares dos recém-nascidos prematuros, através da supervisão e orientação dos profissionais de saúde da linha materno infantil do hospital”, destacou o gestor.

Texto: Roberta Paraense/HRAS

Fotos: Divulgação