Após alta de 14 pacientes do Amazonas, Hospital de Campanha receberá mais 15

Pará tem articulado órgãos estaduais num esforço coletivo para salvar a vida dos pacientes do Amazonas com Covid-19

Dos 26 pacientes transferidos do Estado do Amazonas para o Hospital de Campanha de Belém, instalado no Hangar, para tratamento da Covid-19, 14 já receberam alta. A unidade prevê a chegada de mais 15 pacientes nesta quinta-feira (04). No local, 8 pacientes seguem internados em tratamento.

“É importante a medida que foi alinhada entre o Estado do Pará e o governo do Amazonas, a fim de darmos suporte aos irmãos amazônicos. Então hoje nós temos capacidade de receber esses pacientes e já nos preparamos com toda a logística e continuaremos na missão de salvar vidas”, reforçou Rômulo Rodovalho, secretário de Saúde do Pará.

O Governo do Pará disponibilizou 30 leitos para esses pacientes, 10 dos quais de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 20 para leitos clínicos. O Hospital de Campanha está funcionando com 190 leitos, dos quais 80 de UTI e 110 de enfermaria. A taxa de ocupação neste momento é de 42% em UTI e 50% em enfermaria.

A unidade funciona desde abril do ano passado no Hangar – Centro de Convenções – com a  capacidade inicial para abrigar até 420 leitos. Os hospitais de campanha não são prontos-socorros, por isso as pessoas não devem procurá-los diretamente em busca de atendimento. Os leitos são geridos pela Central de Regulação do Estado.

VIDEOCHAMADAS – Com o objetivo de reduzir a distância entre os pacientes e familiares, o hospital realiza o serviço de videochamdas e telefonemas. Todos os internados recebem boletim diariamente, cerca de 80% via telefone e 10% presencial.

“É justamente nos momentos de maior dificuldade que podemos perceber o quanto somos mais fortes se atuarmos em união. Essa parceria entre o Pará e o Amazonas exerce um papel fundamental para salvar a vida dos pacientes com Covid-19. Aqui no Hospital de Campanha do Hangar seguimos recebendo nossos vizinhos e buscamos sempre oferecer, além da assistência médica de qualidade, um acolhimento humanizado para essas pessoas que estão tão longe de suas famílias. Muitos já receberam alta e voltaram para suas casas recuperados, mas a luta continua”, acrescentou Alba Muniz, diretora do Hospital de Campanha de Belém.

Texto: Bruna Brabo/Secom

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