Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR) orienta sobre saúde vocal

Paciente em consulta com o fonoaudiólogo do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), Nelson Furtado, em Belém

No Dia Mundial da Voz, nesta sexta-feira (16), o fonoaudiólogo do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), Nelson Furtado, observa a importância de a população entender que, assim como as pessoas cuidam do corpo, com a prática de exercícios, e cuidam da alimentação, consumindo alimentos saudáveis, a voz também precisa de cuidados, e a falha ou ausência dela causa danos na comunicação, e pode comprometer a interação e o convívio social, interferindo no trabalho e até mesmo na questão emocional de quem tem problemas com a voz.

“É importante também atentar em evitar o tabagismo, manter-se hidratado sempre com água ou suco próximo à temperatura ambiente; procurar manter uma postura adequada sempre que for utilizar a voz de maneira mais intensa, articulando bem as palavras; manter uma alimentação saudável; estabelecer uma rotina de exercícios físicos, como por exemplo, caminhadas regulares; evitar gritos ou pigarros, e sempre que possível aquecer a voz antes de usá-la intensamente, e desaquecer ao final. Isso tudo ajuda a manter a saúde vocal, evitando problemas futuros”, acrescenta o fonoaudiólogo.

De acordo com o profissional, a maioria dos problemas com a voz está ligada aos excessos cometidos; os mais comuns, são os relacionados ao uso de cigarro, considerado o vilão da voz. “A fumaça em temperatura elevada aquece a mucosa vocal causando queimaduras e ressecamento, além de conter componentes tóxicos que levam à formação de edemas como o de reinke, que é o processo inflamatório crônico da laringe assim como câncer, causando transtornos mais sérios e irreversíveis, além de uso de bebidas alcoólicas, bebidas muito geladas ou muito quentes, utilização da voz de maneira indevida com golpes glóticos (que são os gritos), entre outros”, destaca o fonoaudiólogo.

Nos casos citados, o profissional orienta que o médico otorrinolaringologista deve ser procurado nos primeiros sintomas, tais como rouquidão frequentes, afonias (que é a ausência de voz), dores cervicais quando a voz é utilizada de maneira prolongada ou mesmo desconforto durante conversas do dia a dia.

Sobre alterações vocais, o fonoaudiólogo do CIIR relata a disfonia como o principal sintoma de distúrbio da comunicação oral, e destaca que o uso excessivo da voz como instrumento de trabalho, que é o caso de cantores e professores. Ele salientou que professores devem redobrar os cuidados com a saúde vocal.

“A classe profissional, geralmente mais atingida, é a de professores devido pouca informação relacionada aos cuidados com a voz e à própria demanda de trabalho. Os distúrbios da voz podem manifestar-se além de um quadro disfônico, como a astenia, que é a dificuldade em manter a voz, rouquidão, apresentando variação de frequência vocal, falta de volume e projeção vocal, bem como o cansaço ao falar, perda da eficiência vocal e pouca resistência ao articular a voz.

Quando isso acontece, de acordo com o profissional, é aconselhável procurar ajuda profissional com fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista, e seguir todas as orientações feitas por esses profissionais. “A voz é um cartão postal; então, cuide desse bem tão precioso. Seja amigo da sua voz”, aconselha o fonoaudiólogo.

Atendimento – Os usuários podem ter acesso aos serviços por meio de encaminhamento das Unidades de Saúde, via Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminhará à regulação Estadual, onde o pedido será analisado conforme o perfil do usuário, através do Sistema de Regulação -SisReg.

SERVIÇO: O CIIR fica na Rodovia Arthur Bernardes, 1000, em Belém, e os atendimentos exigem encaminhamentos prévios da rede pública de saúde. Mais informações: 4042-2157 / 58 / 59.

Texto: Joelza Silva

Foto: Thalita Garcia/Ascom-CIIR

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