Em um ano, Programa Pré-Operatório Rápido da Metropolitana alcança a marca de quase 20 mil procedimentos

Em um ano, Programa Pré-Operatório Rápido da Metropolitana alcança a marca de quase 20 mil procedimentos

7 de outubro de 2021 Off Por Roberta Vilanova

A autônoma Vanessa Lima, de 49 anos, convive há anos com dificuldades para enxergar. Por indicação de um oftalmologista, ela vai precisar passar por uma intervenção cirúrgica para retirar o pterígio, conhecido, popularmente, como “carne crescida”, nos olhos esquerdo e direito. Com a sua saída do emprego, ela ficou sem plano de saúde e não pôde dar continuidade ao tratamento. “Uma amiga me disse desse programa e fiquei desacreditada. Mas, como estou com a indicação de cirurgia e com cada vez mais dificuldade para enxergar, resolvi fazer pelo SUS”, contou.

Após a marcação da consulta pelo canal de WhatsApp, em um único dia, Vanessa realizou todos os procedimentos, que levou seis meses para fazê-los. “Até para quem tem plano de saúde, é difícil marcar com cardiologista e fazer os exames. Fiquei impressionada da forma como foi rápido e eficiente o acolhimento que tive na Policlínica. Atendimento maravilhoso”, disse a usuária.

Com um ano de criação, o Programa ‘Pré-Operatório Rápido’, exclusivo da Policlínica Metropolitana do Pará, localizada em Belém, já alcançou a marca de 9.593 consultas médicas dentro das especialidades médias de anestesiologia e cardiologia, específicas apenas para o Programa. Ao total, 6.279 adultos e crianças foram alcançados com a iniciativa lançada em outubro do ano passado, como estratégia do Governo do Estado para reduzir o tempo de espera por exames e consultas para qualquer modalidade cirúrgica, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

O objetivo da Secretaria é acelerar os procedimentos e zerar as filas de espera em todo o Pará. Dentro do Programa Pré-Operatório Rápido, em um ano, a unidade também já registrou 110.168 exames, entre os quais, o eletrocardiograma, o ecocardiograma, o Raio-X, endoscopia, espirometria e os laboratoriais. Para o secretário Estadual de Saúde, Rômulo Rodovalho, a iniciativa vem garantir o acesso ao atendimento de saúde de qualidade.

“A avaliação do risco cirúrgico ocorre no mesmo dia, dando agilidade para cirurgias eletivas na rede hospitalar estadual. As principais demandas são as intervenções gerais. Além da rapidez, o Governo do Estado preza pela eficiência e qualidade em seus serviços, e isso é garantido na Poli Metropolitana. O Programa foi lançado em meio de uma pandemia, e desafogou a demanda de outras unidades que estavam atendendo apenas o Covid-19 ou ultrapassando a capacidade instalada, dando fluidez ao tratamento de outras doenças”, destacou o titular da pasta.

No total, 6.279 adultos e crianças foram beneficiados pelo programa

Programa – A diretora executiva da Poli Metropolitana, Liliam Gomes, explica que a unidade é estruturada para que o Programa Pré-operatório possa ocorrer rapidamente. “A Poli foi criada para ser um Centro de Diagnóstico, que atende aos pacientes da capital e do interior do Estado de forma resoluta. A estrutura consegue mobilizar a equipe geral para atender o usuário em um único dia, com exames e consultas. Em um ano, alcançamos números expressivos de atendimentos, os quais mostram a fluidez do serviço”, frisou a gestora.

Vazão – Quem fez uso do Programa e está satisfeita com o atendimento é Rosa Alves, 38 anos, que deve fazer uma cirurgia pélvica nos próximos meses. A autônoma, moradora do município de Ananindeua, na Região Metropolitana, ficou sabendo da iniciativa e agendou a consulta. “Em 20 dias consegui agendar. Está sendo tudo muito bom, nada a reclamar. Esse programa de fato atende as necessidades da população”, disse.

Para o médico Felipe Pacheco, coordenador da cardiologia da Poli Metropolitana, destaca o fluxo e os benefícios do Programa. “O paciente logo será atendido por um dos médicos cardiologistas e, se houver necessidade, por médico anestesiologista para receber o risco cirúrgico. Quem precisar de exames mais específicos sairá da unidade com eles já marcados. O atendimento é feito por demanda espontânea com a Autorização de Internação Hospitalar (AIH), que deve ser apresentada pelo próprio paciente”, disse.

Agendamento – Para marcar os exames, o paciente não precisa ir à unidade. O atendimento é feito pelo WhatsApp, pelo telefone (91) 98521-5110, sendo que o agendamento é feito de segunda a sexta-feira, de 7h às 19h. É necessária a solicitação médica para o risco cirúrgico e o formulário de AIH, além do RG, CPF, Cartão SUS e comprovante atualizado de residência.

Texto: Roberta Paraense/Policlínica Metropolitana

Fotos: Alex Ribeiro/Ag. Pará