Governo do Pará comemora um mês de funcionamento do Hospital Regional de Castanhal

Iolanda Pinho foi uma das primeiras pacientes a ser internada na unidade de saúde

Ao acompanhar pelos noticiários o andamento das obras do Hospital Regional Público de Castanhal (HRPC), a professora Iolanda Pinho, 42 anos, não imaginava que seria uma das primeiras pacientes a ficar internada na unidade, que completa um mês de funcionamento nesta sexta-feira (3). Moradora de Ipixuna do Pará, ela foi encaminhada após o agravamento dos sintomas da Covid-19 e recebeu atendimento no hospital de retaguarda, referência para casos de média complexidade para 49 municípios do nordeste paraense.

De uma família de seis pessoas – todas acometidas pela Covid-19 – Iolanda apresentou os sintomas mais intensos. “Comecei com febre, dor no corpo, não sentia cheiro e perdi o paladar. Eu estava muito fraca, cansada, cada dia me sentia pior. A pressão (arterial) ficava oscilando o tempo todo e me encaminharam para o Regional. Fiquei assustada, quis rejeitar, mas um vizinho nosso faleceu um dia antes, conversei com a médica e a minha família, e achamos melhor por vir”, lembra a professora.

Iolanda elogiou o atendimento recebido no hospital

Ao chegar no HRPC, ela foi logo submetida à tomografia de tórax para avaliação da necessidade de ventilação mecânica. “Tinha 11 profissionais comigo. Depois de toda a avaliação e tomografia, me encaminharam para parte clínica, sem precisar ir para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A todo momento fui muito bem assistida, os fisioterapeutas viam a saturação, os medicamentos. Estava de início e não tenho do que reclamar do atendimento, só agradecer”, frisou Iolanda.

De acordo com a gerente assistencial Adalgisa Ribeiro, o HRPC é uma unidade de porta-fechada, ou seja o paciente precisa ser encaminhado por meio da Central de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

“Ao ser aceito dentro do hospital, o paciente é recebido por uma equipe multiprofissional da clínica ou UTI, formada por enfermeiros, psicólogo, fisioterapeuta e serviço social. É feita uma abordagem com esse paciente e com o familiar, onde informamos a respeito de normas e rotinas do hospital, onde infelizmente não temos visitas e as informações sobre estado de saúde são dadas em boletim médico presencial, por ligações diárias ou até videochamadas” – Adalgisa Ribeiro, gerente assistencial.

Regional de Castanhal funciona como hospital de retaguarda, referência para casos de média complexidade para 49 municípios do nordeste paraense (Foto: Voirdrone) 

Antecipação – A entrega do Regional de Castanhal ocorreu em uma união de esforços de órgãos do Governo do Pará para a conclusão das obras e antecipação de seis meses do prazo para a abertura. Com 100 leitos clínicos e 20 de UTI, no primeiro mês, foram registradas 73 internações de pacientes, dos quais 22 receberam alta médica, 31 permanecem internados, 4 transferências e 16 óbitos.

“Estamos com um perfil humanizado e voltado para atender às necessidades dos 48 municípios circunvizinhos para quem somos referência, além de Castanhal. Nosso médico regulador e o enfermeiro entram em contato com as cidades disponibilizando nossos serviços, onde se faz uma discussão sobre a aceitação do paciente. Esse tipo de ação foi tomada no intuito de agilizarmos cada vez mais o traslado, a vinda do paciente para HRPC, evitando desperdiçar tempo, seja com exames ou condutas”, acrescentou Adalgisa.

A abertura antecipada do HRPC ocorreu em virtude da demanda da população durante a pandemia do novo coronavírus. Além dos três andares já entregues, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop) também concluiu a construção de 74 ambientes localizados no térreo. Os serviços prosseguem de acordo com o cronograma estabelecido pelo governador Helder Barbalho e a previsão de conclusão dos trabalhos é no início de outubro.

Texto: Dayane Baía/Secom

Você pode gostar...