Governo do Pará já atendeu mais de 20 mil com a Policlínica Itinerante pelo interior do Estado

Em menos de um mês de funcionamento da Policlínica Itinerante, já foram registrados 20 mil atendimentos em pessoas com suspeita e confirmadas com a Covid-19. A modalidade móvel da Policlínica Metropolitana realiza triagem de enfermagem, consultas, exames e entrega dos medicamentos necessários à população quando são indicados e prescritos pelos médicos que Desde o dia 14 de maio, 20 municípios, principalmente os mais populosos, já receberam a estrutura.

Ter acesso a tratamento enquanto há tempo é crucial na luta contra a Covid-19. Em um Estado com extensão territorial de mais de 1 milhão de km², agir de forma precisa e rápida é um dos desafios do Governo do Pará no combate ao avanço do novo coronavírus. A Policlínica Itinerante é um dos serviços estratégicos que oferta assistência, chegando tanto pela água, pelo ar e também pela terra. Atendimento que tem se destacado nacionalmente como boa prática na pandemia.

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, mencionou as medidas adotadas pelo governador Helder Barbalho e pelo secretário de Estado de Saúde Pública, Alberto Beltrame, durante audiência na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta terça-feira (09).

“Hoje você ficou com sintomas, acha que pode ser Covid-19, você tem que procurar os postos de triagem, o atendimento básico, as policlínicas que estão focadas em tratamento de Covid. Com essa medida, muitos estados, municípios e capitais já reverteram o quadro. Eu uso aqui um exemplo de Belém, peço autorização ao governador Helder e ao Beltrame para usar o Pará como exemplo. Em Belém, no momento em que a curva estava muito alta, foi inaugurada lá a Policlínica que é o PTRIG deles, o posto de triagem. E imediatamente, três dias depois começou a cair”, destacou Pazuello.

“Estamos muito felizes com a estratégia que nós implantamos junto ao Governo do Estado no dia 21 de abril e que está alcançando bons resultados e, inclusive, está sendo indicada como exemplo para o Brasil inteiro após a visita do ministro interino da saúde. Ele entendeu que as estratégias de descentralização do serviço são o foco para que consigamos diminuir o número de internações e de casos graves”, comemorou Sipriano Ferraz, coordenador de Contingência da Policlínica Metropolitana.

A dinâmica do serviço ocorre com vários pontos de atendimento para casos de baixa e média complexidade, com consulta médica, exames laboratoriais, tomografia computadorizada de tórax, e a oferta de medicação quando indicada prescrita, considerando a melhor conduta conforme o estado geral do paciente. “Desafogamos as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e os prontos-socorros para que eles estejam livres para atender os casos mais graves”, complementou Sipriano.

A estratégia deu certo na Região Metropolitana de Belém e foi ampliada para os municípios por meio de unidades móveis. Equipes se deslocam de barco, vans, carretas e unidades montadas dentro de escolas para superar os desafios logísticos do Estado e chegar ao maior número de pessoas no menor intervalo de tempo possível.

No mesmo dia em que a declaração do ministro foi pronunciada, a Policlínica Itinerante alcançou a marca de 20 mil atendimentos. A estrutura ficou dois dias em Dom Eliseu, na região Rio Capim, e completou 750 atendimentos. Simultaneamente, está em Marabá, Bagre, Belém e Ananindeua. Na segunda-feira (08), o navio da Policlínica Itinerante partiu com destino a dez cidades da Ilha do Marajó. Na próxima semana, outra expedição está programada para atender todos os municípios da região.

“Esse vírus vai causando danos maiores e agindo diferentemente no organismo, podendo agravar.  Levando esses serviços nos bairros, para próximo das pessoas, conseguimos evitar que elas agravem. Vamos aos bairros mais populosos, onde tem feiras, comércio e maior índice de aglomerações.  A Estação das Docas, como exemplo, tem sido um local estratégico em Belém, de maior procura por ribeirinhos e por quem trabalha no comércio. Quem nos procura tem saído satisfeito”, pontuou Alessandra Leal, coordenadora da Policlínica Itinerante.

A coordenadora enfatiza ainda a importância do tratamento humanizado para esse público, com oferta de sopa no momento da espera, entrega e substituição de máscaras de proteção. “O tratamento com respeito e dignidade já cura 70% da angústia do paciente que chega debilitado psicologicamente também. A cada dia que a gente vem tratando desses pacientes, a gente consegue sim tem um resultado é positivo do nosso Estado e, se Deus quiser, vamos conseguir o mais rápido possível vencer essa doença”, desejou Alessandra.

Texto: Dayane Baía/Secom

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