Grávidas com suspeita de Covid-19 recebem atendimento especializado na Santa Casa

Durante março e agosto de 2020, a maternidade realizou 1.376 atendimentos nessa área

Este ano a Santa Casa do Pará foi definida pela Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) e pelo Ministério da Saúde como referência para a Covid-19. A Urgência e Emergência Obstétrica do hospital começou a atender mulheres grávidas com suspeita da Covid-19, a partir do dia 21 de março deste ano. Durante esses meses (março a agosto/2020), a maternidade realizou 1.376 atendimentos nessa área. As maiores demandas foram nos meses de abril e maio.

O presidente da Fundação Santa Casa, Bruno Carmona, diz que o atendimento segue determinações relacionadas ao perfil de atendimento do hospital, na área materno-infantil. “Por um alinhamento feito entre Sespa e Santa Casa, a instituição ficou responsável por atender a demanda de obstetrícia das demais unidades do estado e naturalmente preparados para atender a Covid-19”, informou.

Fluxo diferenciado foi criado na Santa Casa para atendimento dessas pacientes

“Dividimos o fluxo de atendimento desde a porta de entrada do hospital até a internação, com procedimento leito-enfermaria e UTI para obstetrícia e a alta do paciente. Isso proporcionou um atendimento adequado em toda a nossa população de gestante e agora que a pandemia diminuiu, estamos retornando às atividades normais, mesmo assim mantendo um mínimo de atendimento voltado ainda para a Covid-19”, diz o gestor.

Segundo a direção do hospital, as pacientes sempre passarão por avaliação e serão internadas (quando necessário) dentro de um fluxo que prioriza a segurança dos pacientes e demais usuários dos serviços da instituição.

“A Santa Casa tem uma porta de entrada de urgência que é exclusivamente obstétrica. Nós criamos um fluxo diferenciado para que essas pacientes suspeitas da Covid-19 fossem avaliadas e diagnosticadas ou não. E sempre seguindo um protocolo que as demais pessoas só sejam admitidas quando regulados pela central de Leitos”, diz a diretora técnica assistencial da Santa Casa, Norma Assunção.

As maiores demandas foram nos meses de abril e maio

As pacientes suspeitas de contaminação do novo coronavírus, apresentavam sintomas respiratórios como tosse, febre, dor de garganta e dificuldade para respirar. A Santa Casa funciona como portas abertas para receber diretamente na maternidade mulheres grávidas ou que necessitam de outros atendimentos obstétricos.

Bruno Carmona ressalta ainda que a participação de todos os servidores da Santa Casa foi fundamental para que se obtivesse êxito nas ações propostas pela gestão hospitalar.

Texto: Samuel Mota/Santa Casa

Fotos: Pedro Guerreiro e Alex Ribeiro/Ag. Pará

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