Há dois anos, Hospital Regional dos Caetés é referência para 16 municípios do nordeste paraense

Há dois anos, Hospital Regional dos Caetés é referência para 16 municípios do nordeste paraense

3 de novembro de 2021 Off Por Roberta Vilanova

Com ampla estrutura e nova gestão, o Hospital dos Caetés é uma referência de atendimento de qualidade na região

Na próxima sexta-feira (05), junto com o aniversário de 111 anos do município de Capanema, no nordeste paraense, será celebrado o segundo ano de funcionamento do Hospital Regional Público dos Caetés (HRPC) “Dr. Jorge Netto da Costa”, entregue pelo Governo do Pará em 2019. O complexo hospitalar, que conta com dezenas de especialidades, representa um avanço significativo na promoção do atendimento médico de qualidade para todos os 16 municípios da região, com incremento de diversos serviços nos últimos seis meses, desde que passou a ser administrado em parceria pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH) e pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Samara Lima, enfermeira e gerente Assistencial do HRPC, confirma que a unidade oferta especialidades que antes não estavam disponíveis na região. “A necessidade de ortopedia, cirurgia geral e neurocirurgia, por exemplo, fazia pacientes irem à capital buscar atendimento. Mas hoje conseguimos dar conta de boa parte das demandas aqui mesmo”, garante.

A partir de abril deste ano, quando o INDSH assumiu a parceria para administrar o Hospital Regional dos Caetés, uma série de avanços vem ocorrendo, como a oferta de mais dez leitos e de emergência traumato/ortopédica 24 h; recorde de cirurgias desde o início do funcionamento; aumento de consultas ambulatoriais, com inserção de consultas para cardiologia, gastroenterologia e mastologia, bem como do número de exames ambulatoriais, incluindo colonoscopia, tomografia com contraste e ultrassonografia com doppler; implantação de engenharia clínica e de manutenção geral 24 h; início do atendimento de fonoaudiologia para pacientes internados e implantação de protocolos de atendimento.

Samara Lima, enfermeira e gerente Assistencial do HRPC

“Fomos observando as necessidades para além do que já havia. De seis meses para cá, quando entrou o Instituto, a gente conseguiu implementar a colonoscopia, serviço muito demandado na região, ultrassom com doppler, tomografia com contraste, incrementamos o ambulatório incluindo mastologia, gastro, fora a abertura da porta da ortopedia, que antes só atendia pacientes que vinham do sistema de regulação – o que, por sua vez, motivou a abertura de mais dez leitos cirúrgicos”, detalha Samara Lima.

Retomada – O início da pandemia de Covid-19 fez com que o HRPC atendesse exclusivamente pacientes com a doença por três meses, período em que todos os leitos foram transformados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), inclusive no ambiente do centro cirúrgico. “Foi um trabalho de grande adaptação, e à medida que íamos dando alta médica aos pacientes, fomos retomando, no início de agosto do ano passado, com as consultas, atendimentos ambulatoriais e internações nas especialidades”, reforça a gerente.

O lavrador Cleonildo da Silva Santos, 45 anos, sofreu um acidente de motocicleta há 22 dias, tempo que está internado por conta de um corte profundo em uma das pernas. Ele, que nunca havia precisado do HRPC, aprova o atendimento recebido. “O serviço aqui é muito bom. A equipe de atendimento nos trata bem; são atenciosos, não tenho o que reclamar. Precisava demais de um hospital desses aqui. Uma vez meu irmão sofreu um acidente, fomos para Viseu atrás de leito e não tinha. Acabamos em uma cidade do Maranhão, tudo de barco, tudo bem mais caro”, conta o paciente.

Um acidente de trabalho fez com que o pedreiro Iremar dos Santos Rocha, 48 anos, fosse transferido de Castanhal, há nove dias, para ser internado no Hospital em Capanema. “Tinha certeza que a estrutura era boa. Falavam bem. Então, eu vim mais tranquilo. As equipes, os médicos, enfermeiros, auxiliares, zeladores, cozinha, todos nos tratam muito bem. Acho que isso é um hospital de qualidade, aquele que o paciente sai falando bem”, afirma Iremar.

Ambulatório do HRPC recebe usuários de todos os municípios da região Nordeste

Referência – “O Hospital Regional dos Caetés é uma unidade fundamental na saúde pública da região, atendendo casos de média e alta complexidade em Capanema e municípios próximos. Além da especialidade médica em traumatologia e cirurgia geral, a unidade também foi importante no trabalho para conter a pandemia de Covid-19 na região e, em breve, vai ter como anexo a Policlínica do município, para que a população tenha ainda mais serviços disponíveis no espaço”, antecipa o titular da Sespa, Rômulo Rodovalho.

Estruturado com especialidades em traumatologia e cirurgia geral, o HRPC é referência em assistência de média e alta complexidade, beneficiando a segunda região mais populosa do Estado – atrás apenas da Região Metropolitana de Belém.

A unidade beneficia uma população superior a 480 mil habitantes, de 16 municípios – Augusto Corrêa, Bonito, Bragança, Cachoeira do Piriá, Capanema, Nova Timboteua, Ourém, Peixe-Boi, Primavera, Quatipuru, Salinópolis, Santa Luzia do Pará, Santarém Novo, São João de Pirabas, Tracuateua e Viseu.

Novas especialidades estão disponíveis à população

Policlínica – Espaço pensado para complementar e aumentar os serviços já ofertados à população da Região de Integração Rio Caeté, a Policlínica “Francisco de Freitas Filho” deve agregar ainda os serviços de Terapia Renal Substitutiva – Hemodiálise (TRS), atendimento ambulatorial, fisioterapia e aumento da capacidade de internação.

“Na hemodiálise temos uma oferta de serviço que inicia com 20 poltronas na sala de ‘diálise branca’, e duas poltronas para sala de ‘diálise amarela’. Os serviços ambulatoriais contam com mais oito consultórios, sendo um diferenciado, uma sala para exame de endoscopia e salas para reabilitação (sinésio e mecanoterapia, além de terapia ocupacional e fonoaudiólogo)”, explica informa o engenheiro da Sespa, Gustavo Lobato.

No pavimento superior da Policlínica há espaço para ampliar o número de leitos, com 16 enfermarias de três macas cada, totalizando 48 leitos de internação e dois de isolamento, totalizando uma ampliação de mais 50 leitos para o Hospital Regional dos Caetés. A obra foi executada pela empresa Círculo Engenharia, e entregue à Sespa em outubro de 2021.

Texto: Carol Menezes/Secom
Fotos: Marcelo Seabra/Ag. Pará