Hanseníase é tema de videoconferência para os agentes comunitários de saúde

Encerrando a programação alusiva ao Janeiro Roxo, que chama atenção para o diagnóstico precoce e tratamento da hanseníase, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) realizará, nesta quinta-feira (04), mais uma Videoconferência com o tema “Hanseníase: Conhecer para Não Discriminar”. Desta vez, o público alvo são os agentes comunitários de saúde (ACSs) dos 144 municípios paraenses, porém, qualquer profissional de saúde que tenha interesse poderá acessar o link e participar do evento.

A videoconferência terá como palestrantes o coordenador estadual de Controle da Hanseníase, Luiz Augusto Oliveira, que falará sobre “Epidemiologia”; a técnica da Coordenação Estadual de Controle da Hanseníase(CEPCH), enfermeira Jovina Malcher, que abordará o subtema “Hanseníase X Características/Acompanhamentos/Autocuidados”; e a assistente social Josetti Lopes também da CEPCH, que falará sobre “Hanseníase X Sociedade (adaptação funcional/reinserção social); e o coordenador do Núcleo de Marituba do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), Ademilson Picanço, que falará sobre “Estigma e Discriminação”.

Para a realização do evento, Sespa conta com o apoio do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), que disponibilizou toda a infraestrutura necessária para a transmissão da videoconferência para todo o Pará.

Jovina Malcher lembrou que, neste ano, o objetivo do Janeiro Roxo é combater o estigma, a discriminação, o preconceito e a exclusão social contra as pessoas acometidas pela hanseníase. “A campanha também tem a finalidade de informar a população sobre os sinais e sintomas, diagnóstico e tratamento da doença que tem cura”, acrescentou

Mas o principal foco da campanha é levar informação e conhecimento sobre a doença, enfatizando que nem toda pessoa que adoece de hanseníase, desenvolve o dano físico, que é o que mais provoca o preconceito e estigma contra os pacientes, levando ao isolamento. “Existe tratamento e cura, basta a pessoa procurar a unidade básica de saúde logo que surgirem os primeiros sinais ou sintomas da hanseníase para confirmar o diagnóstico precocemente e evitar as incapacidades físicas”, ressaltou.

Jovina Malcher, enfermeira técnica da Coordenação Estadual de Controle da Hanseníase

Sobre os destinatários da videoconferência, Jovina Malcher disse que os agentes comunitários de saúde são fundamentais para disseminação dessas informações e na identificação de possíveis casos suspeitos da doença, uma vez que são eles que circulam pela comunidade e visitam as famílias, podendo orientá-las a procurar a unidade básica de saúde ou recomendar que recebam a visita de uma equipe de Saúde da Família para melhor avaliação.

JovinaMalcher destacou, por fim, que é importante a Sespa e as Secretarias Municipais de Saúde atuarem em conjunto com o Morhan nesse trabalho educativo junto à população paraense no combate ao preconceito e discriminação contra os pacientes e suas famílias.

Serviço: para participar da videoconferência basta o interessado acessar o link a seguir: Videoconferência-Hanseníase

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