Hospitais do Estado seguem rigorosos padrões para garantir a segurança do paciente

A qualidade do atendimento em unidades hospitalares é relacionada principalmente à segurança do paciente, aspecto cuja conscientização é lembrada mundialmente nesta quinta-feira (17). Protocolos orientam medidas simples que diminuem a ocorrência de incidentes com danos a quem está justamente à procura de melhoria de saúde. Durante toda a semana, hospitais do Pará desenvolvem atividades para reforçar a importância do tema.

João Garcia Bezerra Neto, 23 anos, que ficou paraplégico, acabou sofrendo uma queda em que cortou o pulso direito durante a locomoção para a cadeira de rodas, lesionando também os ligamentos. Ele se recupera de uma cirurgia no Hospital Público Estadual Galileu, em Belém. Por estar acamado, a equipe multiprofissional da unidade tomou precauções para evitar lesões por pressão, como a aplicação de um protetor para o calcanhar e um colchão piramidal (em formato de cuba de ovo). “É para proteger. Como eu não sinto, é para não abrir feridas. É um atendimento ótimo aqui, gostei muito, parece até que é hospital particular”, elogia.

Outro paciente, Manoel Maria Soares Pantoja, 52 anos, saiu de Vila dos Cabanos, em Barcarena, na região Tocantins. Fazendo tratamento há dois anos e meio após ter fratura externa na perna direita, ele está internado para fazer um procedimento. A pulseira de identificação indica que é um paciente com risco de queda. “Fomos orientados a não usar muleta ao ir ao banheiro, por exemplo. Além disso, os profissionais fazem higiene das mãos o tempo todo. Mostram o medicamento que vamos tomar”, conta.

Padronização – O que os pacientes percebem na prática tem como base seis metas internacionais de segurança criadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS): identificação correta dos pacientes; comunicação efetiva; melhoria da segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos; cirurgia segura; redução do risco de infecções associadas aos cuidados em saúde; e redução do risco de quedas e lesão por pressão.

A coordenadora de Qualidade do hospital, Laís Taketa, informa que desde a admissão do paciente são passadas as informações sobre a linha de cuidado até a alta médica. “A comunicação precisa ser bem clara sobre o plano terapêutico, envolvendo-o como responsável, assim como o acompanhante. A equipe assistencial tem os treinamentos relacionados a toda a rotina com os pacientes visando uma assistência mais segura e humanizada ao nosso paciente”, explica.

Os cuidados estão ainda mais reforçados em tempos de pandemia. A higienização das mãos é um dos itens fundamentais para a redução dos riscos de infecções no ambiente hospitalar. Entre as ações da campanha deste ano, a equipe desenvolveu uma atividade para demonstrar por meio de um gel fluorescente que – em presença de lanterna de luz ultravioleta – indica sujidades invisíveis a olho nu.

O diretor geral do Hospital Galileu, Rodrigo Fault, explica que a missão do hospital é cuidar de vidas e que a segurança dos usuários é fundamental. “Envolve várias rotinas e práticas que ajudam na tomada de decisão. Temos uma cultura de segurança no hospital. O Galileu está inserido na política estadual que objetiva dar assistência à população de forma segura e humanizada”, afirma.

Gestão – A prática se estende a outras unidades hospitalares, como o Hospital Regional Público do Leste (HRPL), em Paragominas, na região Rio Capim. O diretor executivo da instituição, Marcelo Azevedo, diz que a qualidade na gestão é ferramenta fundamental para auxiliar na avaliação de processos e identificar melhorias para garantir a segurança do paciente.

“Vai desde o atendimento do porteiro até a recepção do paciente no pronto-atendimento, a prescrição de medicação, o prontuário eletrônico, os cuidados, os protocolos. É uma gama de processos engrenados entre si visando justamente a segurança do paciente. A gestão da qualidade é fundamental para o hospital garantir a segurança do paciente de forma perfeita”, assevera.

Já na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, em Belém, a Assessoria de Gestão da Qualidade e Segurança preparou, entre as ações, o “Show das Metas de Segurança”, abordando os servidores sobre o que prevê cada uma das seis metas. Uma dinâmica de “caça ao tesouro” também procurou verificar de forma lúdica como os profissionais de saúde estão atendendo às orientações de cuidados previstas nas metas de segurança do pacientes.

A paciente Gilvanise Kawgoe foi fazer fazer sua consulta de pré-natal na Santa Casa e se deparou com a ação. Ao ser questionada sobre o uso da pulseira de identificação, ela mostrou que foi bem orientada pela equipe e que sabe a importância da identificação do paciente.

“É muito importante para nossa segurança, pois pela pulseira dá para saber quem entra no hospital e para onde vai. Há uns dias, vim fazer um exame e tentei sair pela outra portaria do hospital, mas quando cheguei lá viram a cor da minha pulseira e me explicaram que eu não poderia sair por aquela área, então voltei, pois vi que o servidor estava certo em me orientar e que é preciso manter esse controle para nossa própria segurança. Vou ter o meu bebê aqui e é bom saber que, além do bom atendimento, que já estou recebendo, também vou estar segura com o meu filho”, acredita a paciente.

Texto: Dayane Baía/Secom

Foto: Ascom/HMIB

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