Hospitais paraenses participam de live sobre saúde mental na pandemia

Ansiedade, tristeza, pânico e depressão têm afetado pessoas de todas as idades neste período de pandemia. Por conta da gravidade do assunto, profissionais que atuam em três hospitais paraenses participaram de uma live na tarde desta quarta-feira (19), que abordou temas relacionados à saúde mental da população e dos profissionais que atuam no restabelecimento de pacientes.

Com o tema “Histórias de Luta e Superação – A vivência da Enfermagem na pandemia e seu legado assistencial de Norte a Sul do Brasil”, foram apresentados na transmissão projetos e estratégias criadas com o objetivo de prestar acolhimento físico e mental, além usar o momento para a busca de novas práticas para a mente.

De acordo com Marcos Willian, gerente de Enfermagem do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, um dos setores mais afetados neste período pandêmico foi o da saúde. Durante a transmissão da live, ele explicou que é essencial uma gestão hospitalar eficiente para superar os efeitos que a Covid-19 tem deixado.

“Com o surgimento de novos desafios e necessidade de rápida adaptação para atender os pacientes, mostramos durante a live, estratégias capazes de superar cada ponto de dificuldade e que impactam diretamente na melhoria da saúde, e até mesmo de vida, das pessoas”, explicou.

De acordo com uma pesquisa realizada por uma equipe de médicos e enfermeiros, a Síndrome de Burnout já atingiu mais de 85% dos profissionais de saúde em todo o Brasil. Só a ansiedade atinge 18,6 milhões de brasileiros e, com a pandemia, esse número pode ter dobrado.

Para Sandra Miziara, gerente corporativa dos hospitais participantes da live, o objetivo das palestras foi a de compartilhar experiências e estratégias criadas pelo hospitais diante da pandemia, a fim de promover mais conhecimento”, concluiu.

Estratégias 

Representantes do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém, apresentaram dois projetos de acolhimento físico e mental.

O primeiro é o projeto “Vidas Que Importam”, criado com o intuito de promover acolhimento e prestar assistência aos trabalhadores que apresentarem os primeiros sintomas da Covid-19. Ao todo, cerca de 150 colaboradores receberam atendimentos de forma presencial e/ou telemedicina, além de exames laboratoriais e de imagem e apoio psicológico.

Foi apresentado também o “AcolhePsi”, idealizado com a intenção de prevenir a Síndrome de Burnout nos profissionais. “As iniciativas visam prestar atendimento aos colaboradores, com o intuito de proporcionar bem-estar psicológico e emocional aos profissionais”, destacou Carlena Alho, psicóloga do HMUE.

Outro momento importante foi uma conversa com a enfermeira Luciane Ramos, diretora assistencial do Hospital Regional Público da Transamazônica, em Altamira. As profissionais falaram sobre os pilares do autocuidado, que envolve ter bons hábitos, praticar atividade física, evitar a automedicação, evitar consumo de álcool e/ou tabaco, buscar informações confiáveis, cuidar da alimentação e ficar atento ao corpo e observar sinais estranhos.

“É comum sentir preocupação, tristeza e angústia nesse momento, mas existem sim vários outros meios e comportamentos que podem contribuir para preservar a saúde mental. O autocuidado é a palavra da vez!”, informou Luciane Ramos.

Texto: Diego Monteiro/HMUE

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