Hospital Abelardo Santos terá uma semana de programação voltada ao combate de câncer de mama

Hospital Abelardo Santos terá uma semana de programação voltada ao combate de câncer de mama

21 de outubro de 2021 Off Por Roberta Vilanova

‘Autocuidado: todos juntos pela conscientização do câncer de mama’ é o tema da campanha

Com a intenção de alertar a sociedade sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama, durante uma semana, profissionais do Hospital Regional Dr. Abelardo Santos – HRAS, em Icoaraci, distrito de Belém, estarão engajados em uma mobilização que deve atingir colaboradores, pacientes, usuários, estudantes e acompanhantes. A ação do Outubro Rosa, ocorre a partir desta quinta-feira (21), e segue até o dia 27 de outubro.

Ao longo desse período, serão realizadas gincanas, palestras, entrega de materiais informativos e orientações individualizadas sobre a importância de um rastreamento precoce para o combate à doença precocemente. Para o encerramento, está programado um grande evento com a participação da Coordenadora estadual de Oncologia do Pará.

A campanha interna está no rol da programação da Secretaria Estadual de Saúde Pública- Sespa, que tem como tema: ‘Autocuidado: todos juntos pela conscientização do câncer de mama’. “O Abelardo Santos vem acompanhando os projetos da Sespa, como forma de fortalecer a assistência à saúde e a qualidade de vida dos paraenses. Nesta campanha específica do Outubro Rosa, estamos sensibilizando toda nossa sociedade hospitalar, sobretudo, a população feminina, quanto aos exames de prevenção e rastreio dessas neoplasias malignas de forma precoce”, explicou Marcos Silveira, diretor executivo do Abelardo Santos.

Durante a semana, todos os setores da unidade, estarão focados na abordagem do tema para encorajar mulheres a realizarem seus exames, visto que nos estágios iniciais, a doença é assintomática. “Por mês, o Abelardo Santos disponibiliza 300 consultas com a mastologia e 600 exames de mamografias. A demanda é através da Rede Estadual de Regulação. Neste mês, a ideia é de que a enfermagem, o serviço social, o ambulatório, a humanização, os médicos, a equipe multiprofissional, o Serviço de Atendimento ao Usuário e o Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP) se juntem pela causa”, detalhou a supervisora do ambulatório, Arlene Pessoa.

Incidência – Segundo dados da Sespa, no Pará, o câncer de mama tem registrado ligeira queda: em 2019, foram 677 casos e desceu para 646 ocorrências em 2020. Neste ano, até o momento, já são 299 casos. Por faixas etárias, a incidência da doença tem sido maior entre mulheres de 50 a 59 anos (28%), seguidas por 40 a 49 anos (27%) e 60 a 69 anos (21%), levando em conta os casos ocorridos entre 2019 e 2020.

A secretaria ainda aponta que, em relação à mortalidade, 315 mulheres foram a óbito em 2019, seguidas de mais 330 no ano passado. Em 2021, 216 já perderam a vida para a doença. “No Estado, o SUS disponibiliza 27 serviços de mamografia em todas as regiões de saúde. Mas, a principal problemática continua sendo a dificuldade do acesso às localidades”, destacou Patrícia Martins, coordenadora estadual de Oncologia da Sespa. Para Patrícia, o momento de pandemia é também outro desafio, já que o receio do contágio da covid-19 afastou muitas mulheres das consultas e das medidas de prevenção contra o câncer de mama.

Alerta – Conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 80% dos tumores de mama são descobertos pelas próprias mulheres. A recomendação é que cada uma conheça detalhadamente as suas mamas, o que facilita a percepção de qualquer alteração. “A mulher deve começar seus exames de rastreamento, a partir dos 40 anos de idade, se não tiver histórico familiar. Caso ela tenha, essa idade reduz, conforme a avaliação e a indicação do seu mastologista. O câncer de mama tem cura, principalmente, com ele é detectado precocemente, ela é de 95%”, observou a mastologista do Abelardo Santos, Mary Helly Valente.

Outubro Rosa é uma mobilização nacional e anual que visa à disseminação de dados preventivos e ressalta a importância de olhar com atenção para a saúde, além de lutar por direitos como o atendimento médico e o suporte emocional, garantindo um tratamento de qualidade.

Texto: Roberta Paraense/HRAS

Foto: Divulgação