Hospital de Campanha de Belém registra mais de 4 mil atendimentos a pacientes de Covid-19

Os gestos de agradecimento de pacientes e familiares se multiplicam. Já são mais de 2.700 vidas salvas.

Após 10 meses de funcionamento, o Hospital de Campanha de Belém, instalado no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia, um dos principais instrumentos do Governo do Pará no enfrentamento da pandemia, registra, até este sábado (20), 4 mil atendimentos a pacientes de Covid-19, com 2.737 altas hospitalares. No momento, a taxa de ocupação é de 53%, com 132 pacientes internados, sendo 61 em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Para a Secretaria de Estado de Saúde Púbica (Sespa), a unidade é referência no enfrentamento da doença. “O Hospital de Campanha, no Hangar, se tornou desde o início da pandemia na principal unidade referenciada para tratamento de Covid, seja para pacientes que precisam de leito clínico, seja para pacientes que necessitam de leitos de UTI e crianças acometidas com Covid-19. É um importante equipamento que foi colocado à disposição da população paraense e, posteriormente, também foram colocados alguns leitos à disposição dos nossos vizinhos do Amazonas, prestando a retaguarda para todo o Estado”, ressaltou o titular da Sespa, Rômulo Rodovalho.

O Hospital de Campanha de Belém já recebeu 41 pacientes do Amazonas. Até hoje (20), dois pacientes continuam internados na UTI, 30 receberam alta e nove faleceram.

De acordo com a Sespa, a unidade, fundamental na crise sanitária, não tem previsão para ser desativada. “Possivelmente, só deve ser desativada quando nós conseguirmos vencer a Covid-19 e voltarmos ao novo normal”, disse Rômulo Rodovalho.

Além da unidade na capital, o governo reabriu o Hospital de Campanha de Santarém (no Oeste) na última quinta-feira (18), devido ao avanço da Covid-19 em municípios da região, que faz divisa com o Estado do Amazonas.

Em 10 meses de funcionamento, o Hospital de Campanha de Belém tem sido fundamental na retaguarda a pacientes com a Covid-19

Humanização – A boa evolução do quadro de saúde dos internados ocorre com o acompanhamento da família, por meio de videochamadas. Paralelamente, os profissionais de saúde realizam ações que visam oferecer mais conforto aos pacientes.

“A partir dessa sensibilização, começamos a trabalhar iniciativas que visem à redução desse desconforto, dessa solidão, desse medo. Sço iniciativas simples, como música ambiente, redução de ruídos e da luminosidade, melhores condições de repouso aos pacientes, medidas cada vez mais humanas de contato e contato dos pacientes internados com o meio externo – seja a própria família ou outras pessoas que possam dar mensagem de motivação, esperança e fé”, disse a diretora da unidade, Alba Diniz.

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Texto: Bruna Brabo/Secom

Fotos: Ricardo Amanajás e Alex Ribeiro/Ag.Pará

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