Hospital Jean Bitar informa sobre lúpus, fibromialgia e Alzheimer

As palestras foram realizadas na sala de espera dos usuários

Informar usuários do Hospital Jean Bitar, em Belém, sobre sintomas e tratamentos de lúpus, fibromialgia e Alzheimer. Com esse objetivo, o Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) da unidade de saúde da rede pública promoveu, no final da manhã desta terça-feira (23), evento alusivo à campanha educativa Fevereiro Roxo, com palestras ministradas por acadêmicos e residentes do curso de Medicina da Universidade do Estado do Pará (Uepa), que fazem estágios no HJB, para usuários que aguardavam consultas, internações e exames.

Segundo uma das palestrantes, a acadêmica de Medicina Isis Sousa, no ambiente hospitalar, ainda mais se este for referência em determinadas doenças, como é o caso do HJB que oferece assistência aos usuários com lúpus, é importante informar e conscientizar sobre os sintomas, prevenção e outras orientações, para que os usuários saibam onde há tratamento disponível e repassem essas informações.

A acadêmica de Medicina Isis Sousa, da Uepa, mostrando aos usuários os sintomas das doenças

“Esse tipo de abordagem auxilia na questão da identificação de sintomas, não só em quem recebeu as orientações, mas, de repente, um amigo, um conhecido, um familiar, para que a informação seja disseminada. O nosso intuito é que as pessoas possam, a partir do que informamos e orientamos hoje, caso acreditem que tenham algum desses sintomas, busquem orientação médica, mas que também repassem essas informações para outras pessoas. No caso do lúpus, identificar precocemente os sintomas é primordial, por ser uma doença que, se não tratada logo no início, pode vir a ser muito limitante e incapacitante”, ressaltou a acadêmica.

Conforme Isis Sousa, quando as pessoas procuram ajuda médica em busca de diagnóstico, a fim de iniciar o tratamento regular o mais rápido possível, as chances de o paciente ter uma vida normal são maiores. “Conhecer os sintomas e procurar ajuda médica para diagnosticar a doença o quanto antes é muito importante para evitar o agravamento do lúpus”, acrescentou.

A programação foi promovida pelo Grupo de Trabalho de Humanização do Hospital Jean Bitar

Diagnóstico precoce – Fevereiro é o mês escolhido para ampliar o alerta sobre Alzheimer, fibromialgia e lúpus, doenças de difícil controle, que afetam em muito o bem-estar das pessoas. A campanha Fevereiro Roxo reforça a importância do diagnóstico precoce para manter a qualidade de vida dos pacientes.

Segundo o Ministério da Saúde, o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica pouco frequente, que atinge principalmente mulheres jovens. Caracteriza-se por acometer múltiplos órgãos e apresentar alterações da resposta imunológica, com presença de anticorpos dirigidos contra proteínas do próprio organismo. Embora a causa do LES não seja conhecida, especialistas acreditam que a interação de fatores genéticos, hormonais e ambientais influenciem o desencadeamento da doença. Conhecer os sintomas e procurar ajuda médica para diagnosticar a doença o quanto antes é essencial para evitar o agravamento.

Quanto ao Alzheimer, ainda de acordo com o Ministério, provoca restrições cognitivas, perda de memória e até demência, em alguns casos. É mais frequente em idosos e evolui gradativamente, causando prejuízos ao cérebro. Já a fibromialgia é uma doença reumática, que atinge cerca de 3% da população brasileira, especialmente as mulheres, tem entre os sintomas fadiga e alterações de sono, memória e humor.

Importância do conhecimento – Para o acadêmico Danilo Kadosaki, as palestras visaram conscientizar os usuários, aproveitando que fevereiro é o mês em que as unidades e os profissionais de saúde reforçam o debate e a oferta de informações sobre as três doenças. “Fizemos questão de repassar essas informações aos usuários do Hospital Jean Bitar como forma de contribuir com a campanha Fevereiro Roxo, pois sabemos que muitas vezes as pessoas não procuram o auxílio médico por desconhecer os sintomas. Então, é muito importante falar sobre isso, assim como é importante orientar as pessoas a procurarem a Unidade Básica de Saúde (UBS), que por sua vez irá encaminhá-las ao especialista que trata dessa doença, no caso o reumatologista”, ressaltou o palestrante.

Maria da Piedade Rodrigues Sousa dos Santos (d) destaca como o diagnóstico precoce foi importante para a saúde da sua filha

“É muito bom que as pessoas saibam sobre esses sintomas do lúpus. Digo isso por ter uma filha que tem lúpus há 7 anos. O médico me disse que, se eu não tivesse procurado logo um médico pra saber os motivos das dores e dos inchaços, a vida dela não seria normal, igual é hoje em dia. Minha filha está bem e já me deu três netos. Hoje sou eu que estou sentindo dores, e estou aqui pra saber o que tenho”, disse a usuária Maria da Piedade Rodrigues Sousa dos Santos, moradora do município de Goianésia do Pará (no Sudeste), enquanto aguardava sua primeira consulta com uma das reumatologistas do HJB.

Texto: Joelza Silva/HJB

Fotos: Ascom/HJB

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