Hospital Metropolitano, em Ananindeua, instala ponto fixo para coleta de óleo de cozinha usado

Hospital Metropolitano, em Ananindeua, instala ponto fixo para coleta de óleo de cozinha usado

11 de agosto de 2021 Off Por Roberta Vilanova

Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, cria ponto fixo para o descarte de óleo de cozinha usado

O óleo de cozinha é usado para fritar diversos alimentos, tanto em casa, como em estabelecimentos comerciais. O problema é que muitos brasileiros descartam o produto de forma incorreta, podendo provocar contaminação dos rios e lagos, além de comprometer o abastecimento de água da população.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), um litro de óleo de cozinha usado é capaz de poluir um milhão de litros de água. A Abiove acredita ainda que, por ano, mais de 700 milhões de litros do produto são lançados no meio ambiente sem o devido cuidado e controle.

Preocupado com estes dados, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (RMB), vem trabalhando para conscientizar colaboradores, pacientes e acompanhantes quanto à destinação correta do óleo usado.

Desde 2018, a unidade já destinou mais de 800 litros do produto para a reciclagem. Grande parte deste volume veio do refeitório do hospital, que produz por dia cerca de 2,5 mil refeições. Outra parte veio da casa de colaboradores e pacientes.

“Evitamos, com esse trabalho, a poluição de 800 milhões de litros de água dos nossos rios. Isso representa, por exemplo, 40% do Lago Bolonha, responsável pelo abastecimento da população da Região Metropolitana de Belém”, explicou a analista de sustentabilidade do HMUE, Bruna Furtado.

Além de problemas no consumo, ao chegar nos rios, o óleo causa a diminuição do oxigênio das águas, provocando a morte de peixes, desequilíbrio ambiental e perdas econômicas para as pessoas que dependem da pesca.

No caso dos encanamentos, o descarte na pia pode provocar entupimento da rede. “Para resolver esse problema é iniciado um processo trabalhoso de limpeza e que dependendo do acúmulo de gordura, pode durar dias e custar caro”, ressalta Benedito Martins, oficial de manutenção do Metropolitano.

Este tipo de ação faz parte de um dos valores da Pró-Saúde, instituição que gerencia o Hospital Metropolitano desde 2012. O objetivo é estimular a adoção de práticas sociais, econômicas e ambientais para assegurar a perenidade organizacional.

“É com essas ações que temos a oportunidade de desafiar a sociedade no sentido de criar atitudes para benefício para o planeta e consequentemente para as próximas gerações. São ações a longo prazo e que todos saem ganhando”, concluiu a diretora hospitalar, Alba Muniz.

Como descartar corretamente:

A orientação, segundo a analista de sustentabilidade, é que após o uso, o óleo seja armazenado em uma garrafa PET e guardado em um local seguro, longe da curiosidade de crianças e animais domésticos, para que em seguida possa ser enviado para uma empresa de reciclagem.

Bruna Furtado enfatiza que é possível criar outros produtos com o óleo velho. “O óleo de cozinha pode se transformar em massa de vidraceiro, biodiesel, sabão, farinha básica para ração animal, tintas, lubrificantes, entre outras coisas”, concluiu.

Após o processo de armazenagem, o descarte pode ser feito de 9h às 17h, na portaria do próprio Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, no bairro da Guanabara, em Ananindeua.

Texto: Diego Monteiro/HMUE

Foto: Divulgação