Mais de 1.800 pessoas já foram atendidas no primeiro mês do programa “Pré-Operatório Rápido”

Sede da Policlínica Metropolitana, em Belém

Lançado pelo governo do Pará, desenvolvido há pouco mais de um mês pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e executado pela Policlínica Metropolitana, em Belém, o programa “Pré-Operatório Rápido” já beneficiou 1.896 pessoas que estão em trâmite de indicação cirúrgica. Uma delas é a cabeleireira Rejane Paixão, que se prepara para uma cirurgia de catarata.

“Tentei uma consulta pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no início do ano, mas a pandemia atrapalhou todo o processo. Retomei essa procura quando soube desse programa e fiquei surpresa pela rapidez. Num só dia, farei todos os exames pré-operatórios e de graça. Muito bom esse serviço. Já devo sair daqui com tudo encaminhado para fazer a cirurgia”, afirmou Rejane, que agendou sua ida à Policlínica pelo telefone e uma semana depois foi convocada para ser submetida presencialmente a exames, como o de sangue e de Raio-X.

A cabeleireira Rejane Paixão, que se prepara para uma cirurgia de catarata

O programa “Pré-Operatório Rápido” tem reduzido o tempo de espera de exames e consultas necessárias para a realização de qualquer modalidade cirúrgica. E isso abrange também pacientes de todo o Pará, como é o caso do aposentado Francisco de Souza, encaminhado pela Secretaria de Saúde de Capanema para a realização de uma intervenção no intestino. Para ele, esperar menos se tornou menos cansativo. “Saber que posso voltar hoje pra casa, após realizar os exames, é muito bom. O serviço aqui é organizado e as pessoas aqui são atenciosas, educadas, olham nos olhos da gente. Depois é esperar pelo dia da cirurgia”, comentou.

Até esta sexta-feira, 27, o programa já havia realizado 1.826 consultas; 1.700 eletrocardiogramas; 1.721 exames por Raio-X e 31.086 exames laboratoriais.

Ambientação da sala de espera da Policlínica Metropolitana, onde são atendidos também pacientes de outros programas, além do pré-operatório

Para participar, o agendamento prévio é feito por ligação, pelo número (91) 4005-0510, ou pelo whatsApp, através dos telefones (91) 98526-9319, 98564-7638 e 98521-5110. Por esses números, será atendido por uma equipe de call Center. O paciente deve ter em mãos, nessa ocasião, documentos como o Cartão Nacional do SUS, RG, CPF e comprovante de residência, além de informar que tipo de cirurgia tem indicação.

Quando for convocado para estar na Policlínica Metropolitana com chegada atencipada de 40 minutos, o paciente será submetido a exames laboratoriais, eletrocardiograma e raios-X. Em seguida, é atendido por um dos médicos cardiologistas e, se houver necessidade, por médico anestesiologista para receber o risco cirúrgico. Quem precisar de exames mais específicos sairá da unidade com eles já marcados. O atendimento é feito por demanda espontânea com a Autorização de Internação Hospitalar (AIH), que deve ser apresentada pelo próprio paciente.

O procedimento eletrocardiograma, que avalia o ritmo dos batimentos cardíacos em repouso

Para o secretário de Saúde do Pará, Romulo Rodovalho Gomes, o dinamismo estabelecido no fluxo de atendimento na Policlínica indica o principal objetivo do governo estadual nesse projeto: o de acelerar os procedimentos a fim de que os pacientes mantenham os exames atualizados a tempo de serem submetidos a cirurgia de acordo com os protocolos médicos. “Isso também vai amenizar as filas de espera até serem zeradas. Essa é uma das metas do programa”, afirma.

A Policlínica atende de segunda a sexta-feira, de 7 às 19 horas. “Já estamos alcançando a meta de 80% do quantitativo diário, ou seja, cada vez mais pacientes estão levando menos tempo para conseguir realizar todos os procedimentos necessários e receber toda a documentação exigida para realizar a cirurgia”, explica o coordenador do serviço de Cardiologia, Felipe Pacheco, ao lembrar que a prioridade do programa é que o paciente seja submetido a todos os exames e consultas necessárias em um dia.

O exame de sangue é um dos requisitos do programa “Pré-Operatório”, executado pela Policlínica Metropolitana.
FOTOS: JOSÉ PANTOJA (ASCOM/SESPA).

Em casos de cirurgias mais complexas, que necessitam de exames complementares específicos, conforme avaliação médica, para otimizar o tempo dos pacientes, os procedimentos são marcados para a data mais próxima possível. “Trabalhamos para que, pelo menos, 80% dos pacientes concluam todos os procedimentos no prazo de 12 horas. Trata-se de uma iniciativa de sucesso neste governo, que tem proporcionado uma agilidade no fluxo de atendimento pelo SUS”, afirma Luiz Fausto da Silva, diretor técnico da Policlínica Metropolitana.

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