Pará já recebe pacientes do Amazonas para tratamento de Covid-19

Chegada das pacientes do Amazonas ao Hospital de Campanha, no Hangar, na capital paraense

Dos oito pacientes com a Covid-19 em estado grave transferidos para Belém pelo Governo do Estado do Amazonas, que enfrenta problemas no abastecimento de oxigênio na rede hospitalar, dois já ocupam leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital de Campanha, instalado no Hangar, em Belém. Duas mulheres, com uma acompanhante de cada família, chegaram à capital paraense no final da tarde desta segunda-feira (18), vindas do município de Parintins, no leste amazonense, em voo providenciado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Outros seis pacientes devem chegar a Belém na manhã desta terça-feira (19), para serem tratados na mesma unidade.

Sipriano Ferraz, secretário adjunto de Estado de Saúde Pública, informa que, de acordo com o monitoramento diário de casos e internações, a situação da pandemia na Região Metropolitana de Belém (RMB) é confortável, e a retaguarda de leitos no Hangar permitiu o auxílio aos doentes do Estado vizinho.

Chegada das pacientes do Amazonas ao Hospital de Campanha, no Hangar, na capital paraense

Solidariedade – Atualmente, o Pará oferece 20 leitos clínicos e dez de terapia intensiva no Hospital de Campanha, e outros dez de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Neonatal na Santa Casa do Pará. Havendo necessidade, o Governo do Pará pode avaliar a possibilidade de ampliar essa oferta.

“O governo do Estado se solidariza com o Amazonas, a fim de prestar socorro e auxiliar para que possam sair dessa grave crise assistencial. As oito transferências solicitadas até agora se destinam ao Hangar, onde há uma ala criada para esses pacientes que vêm de lá”, explica Sipriano Ferraz.

No último dia 14 de janeiro, em redes sociais, o governador Helder Barbalho anunciou ter feito contato com o governador do Amazonas, Wilson Lima, para oferecer ajuda diante do colapso no sistema de saúde devido ao crescimento de casos da Covid-19. Naquele dia, a média móvel de mortes havia aumentado em 187%. Por conta disso, os hospitais de Manaus estão lotados e sem oxigênio para todos os pacientes internados com a doença.

Texto: Carol Menezes/Secom

Fotos: Alex Ribeiro/Ag. Pará

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