Pará registra mais de 51 mil recuperados de Covid-19

Pacientes recuperados no Hospital Abelardo Santos comemoram a superação da doença, após internação e intenso tratamento

O aposentado Emanuel Rezende de Oliveira precisou de 17 dias de internação, sob os cuidados da equipe médica e de enfermagem da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna, em Belém, para superar a Covid-19. Em casa desde o último dia 22 de maio, ele comemora o fato de nunca mais ter sentido nenhum dos sintomas que o levaram a buscar ajuda no início daquele mês. Ele é um dos 51.652 paraenses que já conseguiram vencer as consequências do contágio pelo novo coronavírus.

“No dia 6 de maio eu tinha falta de ar, febre e tosse, e procurei o Hospital de Clínicas por causa das suspeitas. Dias depois de ter feito o exame veio o resultado positivo. Precisei ficar sob os cuidados de toda a equipe, e sou muito grato à equipe de enfermagem, de zeladores, de todos os que prestaram algum tipo de suporte”, disse o aposentado nesta quinta-feira (11).

Hoje, o Pará tem 64.126 casos confirmados da doença, e 4.030 óbitos relacionados ao novo coronavírus. E foi com o objetivo de evitar tantas perdas irreparáveis que o Governo do Estado, ainda em janeiro deste ano, quando não havia casos confirmados no Brasil, começou a montar um plano de contingência para combater a doença, que se tornou uma pandemia. A execução das ações constantes do plano explica a atual tendência de queda na Região Metropolitana de Belém, tanto de novos casos quanto de ocupação de leitos hospitalares.

Atendimento itinerante é uma das estratégias de saúde adotadas pelo Governo do Pará

Medidas decisivas – Em poucos dias, assim que foi constatado o colapso da rede de saúde municipal na RMB, o governador Helder Barbalho determinou duas medidas decisivas para o processo de redução de doentes na região mais afetada pela doença no Estado. Antes funcionando de forma eletiva e com mais de 40 especialidades, a Policlínica Metropolitana, na capital, tornou-se uma porta aberta para o atendimento diário de pessoas com sintomas respiratórios leves e moderados a partir de 21 de abril, das 7 às 19 h.

A Policlínica oferta exames laboratoriais e de imagem, ajudando a desafogar o atendimento nas unidades municipais e na rede privada de saúde da RMB com o tratamento precoce da doença, impedindo uma futura internação. De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), hoje a procura por atendimento na Policlínica é 24% menor do que na última semana de maio.

Exames de imagem também são oferecidos na Policlínica Metropolitana

No dia 30 de abril passado o Estado ampliou o atendimento imediato para casos graves. O Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), no distrito de Icoaraci, também em Belém, passou a funcionar com perfil de urgência e emergência, como pronto-socorro, para que pessoas com sintomas de contágio pelo novo coronavírus pudessem receber ajuda mais especializada, sem necessidade de encaminhamento de outras unidades. Até ontem (10 de junho), a unidade referenciada registrava a marca de 33.210 atendimentos desde sua mudança temporária de perfil. No “Abelardo Santos” os números também estão em queda – 30% menor demanda se comparado com o movimento na última semana do mês anterior.

O tratamento logo no início dos sintomas da Covid-19 ajuda na recuperação

Serviço itinerante – O êxito do atendimento prévio ofertado pela Poli Metropolitana levou o Governo do Estado a criar uma versão “móvel”. A Policlínica Itinerante começou a funcionar em 14 de maio e já realizou mais de 20 mil atendimentos, beneficiando moradores de 20 municípios. A modalidade oferece triagem com profissionais de enfermagem, consultas, exames e entrega de medicamentos necessários à população, prescritos pelos médicos.

Moradora de Irituia, município do nordeste paraense, a costureira Maria do Socorro da Rocha, 53 anos, também precisou de internação. Passou 16 dias no Hospital Abelardo Santos, porém sem necessidade de permanência em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela também teve febre, tosse e cansaço. Ao buscar atendimento no Hospital Municipal de Irituia, foi constatada a necessidade de transferência para a capital.

A alta médica ocorreu na quarta-feira (10), para felicidade da família. “Foi maravilhoso voltar para casa, ficar com a família. O atendimento no hospital foi maravilhoso. Cuidaram de mim. Toda a equipe me deu carinho. A gente fica longe dos familiares, mas é tratado com muito amor”, disse Maria do Socorro.

Texto: Carol Menezes/Secom

Fotos: Marcelo Seabra/Jader Paes/Alex Ribeiro//Ag. Pará

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