Penúltima paciente Amazonense deixa o Hospital de Campanha de Belém, no Hangar

Adeilza Azevedo Almeida, de 57 anos, veio do município de Parintins, no Amazonas e, após dois meses internada no Hospital de Campanha de Belém, no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia, recebeu alta nesta quarta-feira (03). Ela faz parte do grupo de 41 pacientes que vieram transferidos do estado vizinho para receber tratamento contra a Covid-19 na rede de saúde publica do Pará.

Apesar das dificuldades enfrentadas em decorrência da contaminação pelo Coronavirus, a paciente é só gratidão. “Eu queria agradecer muito aos médicos que me trataram, as enfermeiras que foram ótimas comigo e, graças a eles, hoje estou bem. Deus em primeiro lugar”.

De acordo com informações da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), apenas um paciente do Amazonas segue internado na enfermaria do Hospital de campanha. Dos 41 que chegaram à unidade de saúde, 31 já receberam alta e nove faleceram. Embora as perdas, o resultado do tratamento desses infectados pela nova doença é considerado positivo pela diretora técnica do Hospital, que também compartilha do mesmo sentimento da amazonense que venceu a Covid-19. “Para nós é só gratidão poder receber esses pacientes, tratar, saber que tivemos condições de fazer um bom tratamento, dando suporte médico, fisioterapia, assistência social e, ainda, enfrentando a distância do familiar”, explica Bárbara Freire.

Além do procedimento médico, o Hospital também oferece aparato emocional e psicológico tanto ao paciente quanto aos familiares, que vivem dias de angústia até a saída do ente. “É muito emocionante, eu não sei nem explicar o que eu sinto. Esse é o momento que eu esperava todos os dias da minha vida desde o dia que ela veio pra cá”, relata com emoção Franciane Almeida, filha de Adeilza.

“A Covid tem essa particularidade né, é uma doença que acaba afetando ainda mais os aspectos emocionais e psicológicos do paciente por conta de diversos fatores, o que tem um peso maior é o distanciamento da família imposto pela doença, e aí a gente acolhe tanto o paciente quanto o familiar, por isso a gente tenta, com todo cuidado, viabilizar a comunicação com os parentes desses pacientes através da vídeo chamada, para tentar minimizar os efeitos da saudade”, conta a psicóloga do Hospital de Campanha, Joyce Moreira, sobre a humanização do tratamento ao longo da internação.

Para quem consegue superar o coronavirus e sabe bem o quão difícil é enfrenta-lo, cabe ser exemplo e reforçar o que já vem sendo pedido desde o início da pandemia. “Tenham muito cuidado com essa doença, se cuidem, usem máscara e não fiquem aglomerados. Essa doença não é fácil. O que eu passei eu não quero que ninguém passe”. Aconselha Adeilza, paciente que venceu e agora volta pra casa.

Novos leitos – Como estratégia de prevenção no enfrentamento à Covid-19, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) tomou a iniciativa de abrir mais 50 leitos clínicos no Hospital de Campanha do Hangar, em Belém. Os leitos já estão disponíveis no sistema de regulação do Estado desde a manhã da segunda-feira (1).

O Hospital de Campanha do Hangar, que já contava com 250 leitos, sendo 150 leitos clínicos e 100 UTI (Unidade de Terapia Intensiva), a partir desse acréscimo de leitos, somando agora 300 leitos no total.

Hangar – No momento, 201 pessoas estão sendo atendidas no maior hospital de campanha do Estado, localizado na capital paraense. No total, 4.287 pacientes já foram atendidos, dos quais 258 foram transferidos, 2.859 receberam alta e 967 foram a óbito. A taxa de ocupação do hospital é de 67% já a ocupação da UTI é de 77%.

Texto: Raiana Coelho/Secom

 

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