Policlínica Itinerante encerra atividades com mais de 111 mil atendimentos

No último dia de atendimentos, bairros de Belém e região metropolitana receberam os serviços ofertados pelo governo

Ainda que em menor quantidade, a população buscou os serviços da Policlínica Itinerante neste domingo (30), último dia de atividades do projeto, após quatro meses, 89 municípios percorridos e mais de 111 mil atendimentos feitos. Durante o fim de semana, escolas nos bairros do Icuí-Guajará, Cabanagem e Jurunas, na Região Metropolitana de Belém, e também no município de Bragança, no nordeste paraense, ofereceram testes rápidos de Covid-19, PCR, HIV, Sífilis e hepatites B e C, além de consultas médicas.

O autônomo Márcio Arruda, morador de Ananindeua, buscou a Escola Maria de Nazaré Marques Rios, no Icuí, para fazer o teste e saber se o que teve há pouco tempo foi mesmo o novo coronavírus. “Meu concunhado me contou que estavam fazendo o teste rápido, e eu vim. Passei pela triagem e fui bem atendido”, contou. A serviços gerais Nete Souza aproveitou o dia de folga para também ser testada. “Não só eu, mas muitos moradores precisam fazer esse exame, e às vezes não tem como. Meu marido veio ontem, eu vim hoje e estou muito grata”, confirmou.

 

A diretora da Escola Marques Rios, Nazaré Teixeira, destacou a possibilidade de serem feitas outras testagens além da de Covid. “É um prazer receber um projeto de governo que é de saúde”, avaliou. Por conta da pandemia, a maior parte das ações do Programa Territórios pela Paz (TerPaz) acabaram suspensas no bairro. “Por isso, ter a Poli Itinerante aqui é muito bom, e muita gente procurou. Em um bairro carente como o Icuí, toda ação social é bem vinda”, reforça João Jorge Moscoso, que coordena o TerPaz na área.

Redução – Na Escola José Valente Ribeiro, na Cabanagem, o movimento foi tranquilo durante o domingo. De acordo com Cristiana Huhn, que coordenou as atividades da Poli Itinerante no local, a procura vem diminuindo já há semanas. “A gente oferece consultas com médicos a pacientes com sintomas leves e moderados, além dos testes rápidos. Temos recebido poucos pacientes e a maioria assintomáticos. Acreditamos que já diminuiu bastante o contágio na RMB”, justifica.

A coordenadora do projeto Policlínica Itinerante, Alessandra Amaral, explica que o encerramento das atividades não significa que os cuidados devem ser deixados de lado, tampouco que o Estado não continuará firme no combate à doença. “O governo cumpriu com a missão de salvar vidas. Saímos com a sensação de dever cumprido. Tratamos com medicamento e sobretudo de forma humanizada, todas as equipes se empenharam muito nisso”, reconhece.

“Já vínhamos estudando há mais de 15 dias esse cenário de diminuição, e estamos parando no momento certo, mas os cuidados precisam continuar: máscara, álcool em gel, lavar as mãos com frequência, cuidar da higiene bucal. E o Estado vai continuar no apoio”, conclui Alessandra.

Texto: Carol Menezes/Secom

Fotos: Ricardo Amanajás/Ag. Pará

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