Secretário de Saúde enfatiza importância do trabalho dos médicos cubanos durante a pandemia

O secretário de Estado de Saúde Pública, Alberto Beltrame, voltou ao trabalho nesta sexta-feira (24), após se recuperar da Covid-19. Umas das suas primeiras ações foi visitar o Hospital de Campanha montado no Hangar – Centro de Convenções da Amazônia, em Belém, e se reunir com médicos cubanos contratados pelo governo do Estado para atuação no atendimento a pacientes com o novo Coronavírus. Na ocasião, o secretário também conversou com a imprensa e anunciou a parceria com os Hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês, ambos em São Paulo (SP), na Telemedicina e utilização de tablets para visitas virtuais de familiares aos pacientes internados.O Secretário Alberto Beltrame durante a reunião com os médicos cubanos, em Belém (Foto: Marcelo Seabra/Ag. Pará)

O Pará conta com 46 médicos cubanos contratados para atuar no Hospital de Campanha em Belém. Ao todo, são 86 médicos que ficaram no Estado após o encerramento do Programa Mais Médicos, do governo federal. São médicos que já trabalharam no Brasil, mas com o fim do programa estavam impedidos de exercer a medicina em território brasileiro. Para o secretário Alberto Beltrame, a colaboração deles neste momento é um gesto de solidariedade e soma de esforços.

O secretário Alberto Beltrame ressaltou o respeito à categoria, mas frisou que o momento é de calamidade pública na área de saúde (Foto: Marcelo Seabra/Ag. Pará

“A presença dos médicos cubanos representa uma grande corrente de solidariedade entre os povos. O momento em que vivemos é de grave calamidade na saúde pública. O governo do Estado os contratou e os colocou na linha de frente para auxiliar a salvar vidas de mais paraenses. Quero deixar claro que respeitamos o Conselho Regional de Medicina (CRM), respeitamos os colegas médicos brasileiros, mas pedimos a compreensão de todos para o momento em que estamos vivendo. É um momento de solidariedade, de somar esforços no combate ao inimigo comum, que é o vírus. Independentemente da nacionalidade, de qualquer barreira, somos humanos, irmãos, e isso é o que importa, contar com todos para salvar vidas, que é o nosso bem maior”, enfatizou o secretário.

O médico cubano Pedro Eduardo Cadete é formado pela Universidade de Oriente, em Santiago de Cuba, e está no Brasil há três anos. Ele disse que ficou no País porque se casou. “Estou casado e gosto muito do Brasil. Moro em Jacundá (sudeste do Pará) e vim para Belém ajudar no atendimento aos pacientes com o novo Coronavírus. Essa é uma oportunidade para eu voltar a exercer a medicina. Desde que o Programa Mais Médicos acabou eu estava desempregado”, informou.

Telemedicina – Com o objetivo de melhorar, cada vez mais, a qualidade do atendimento aos pacientes contaminados pelo novo Coronavírus, o Governo do Pará fechou parcerias com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital do Coração (HCor), vinculado ao Hospital Sírio Libanês, para a realização de teleconsultorias.

Os médicos cubanos foram contratados pelo Estado para reforçar o atendimento a pacientes de Covid-19 (Foto: Marcelo Seabra/Ag. Pará)

“Nós teremos uma teleconsultoria com o Hospital Israelita Albert Einstein em todas as UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) do Estado que lidam com a Covid-19. É a possibilidade de interação entre os médicos dos Hospitais de Campanha e hospitais de referência para o novo Coronavírus para discutir com um médico de São Paulo, enviar exames de tomografia, exames de laboratório e discutir qual a melhor conduta, o melhor protocolo a seguir. É uma grande ferramenta, que certamente vai apoiar os médicos e garantir uma melhor qualidade de atendimento às pessoas”, garantiu o secretário.

A parceria com o HCor será voltada ao atendimento de urgência, e apoiará 15 unidades de pronto atendimento instaladas no Pará. “É uma forma de qualificar o atendimento, permitir que os médicos e profissionais que estão envolvidos nos atendimentos nas urgências possam trocar ideia com os profissionais lá de São Paulo, que tenham mais vivência no atendimento à Covid-19, e que possam discutir casos e encaminhar de uma forma mais adequada o atendimento aos pacientes”, acrescentou Alberto Beltrame.

Visitas virtuais – O Governo do Pará, por meio da Sespa, adotou a estratégia que melhora a comunicação entre pacientes que estão internados no Hospital de Campanha, em Belém, e seus familiares: a utilização de tablets para visitas virtuais.

Segundo o secretário Alberto Beltrame, o grande volume de pacientes criou alguns embaraços para a comunicação dos familiares com os pacientes internados. A utilização de tablets para a comunicação entre eles é uma alternativa para manter o elo com a família. “Nós somos solidários com as famílias que querem saber do estado de saúde dos seus entes queridos, e para isso montamos a estratégia com o uso de tablets. Vamos fazer uma visita virtual. Vai ter um tablet com o paciente e outro com a família, para aqueles em condições de conversar. Isso, certamente, vau ajudar a tranquilizar os familiares e na humanização do atendimento”, reiterou Alberto Beltrame.

Na próxima semana, a Sespa deve divulgar o planejamento das visitas virtuais, com datas e horários.

Texto: Melina Marcelino/HC

Fotos: Marcelo Seabra

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