Serviço aéreo médico do Estado já transferiu mais de 450 pacientes com Covid-19 da região oeste

Na Amazônia, onde as distâncias são percorridas de barco em dias, o serviço médico aéreo estadual ajuda a salvar vidas de pacientes com Covid-19, que precisam de remoção para unidades de saúde que atendem casos de alta complexidade. Da região oeste, a mais afetada com a segunda onda da pandemia, 452 já foram transferidas por meio da Central de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

Nesta quarta-feira (05), a paciente Isaura Lima Dias, 51 anos, foi transferida do município de Prainha para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém. Com o serviço médico aéreo o trajeto foi percorrido em menos de 30 minutos, considerando a distância entre as duas cidades de 152km em linha reta. Para fazer o mesmo percurso pelo rio Amazonas são necessárias 12 horas.

A redução do tempo de deslocamento acendeu as esperanças de recuperação da paciente para os familiares. “Já faz alguns dias que a minha mãe não estava bem. Ela teve febre, dor de cabeça, se sentiu mal e fizemos três testes. No terceiro, confirmou que era Covid. Minha mãe precisou ser transferida e eu tenho fé em Deus que ela vai sair bem dessa. Tenho certeza de que ela vai voltar bem para nós”, destaca Cleusa Lima Dias, filha de dona Isaura.

Entre os dias 18 de janeiro e 04 de maio deste ano, a Sespa já transferiu, por via aérea, 452 pacientes com Covid-19. O serviço é um reforço no combate à doença nos municípios da região Oeste do Estado, a mais afetada durante a segunda onda da pandemia. “Nosso trabalho nessas situações é dar assistência aos municípios que não conseguem realizar a transferência de seus pacientes e por isso nossas ações precisam ser rápidas e eficazes para salvar a vida dos pacientes”, comenta o Secretário de Saúde do Estado, Rômulo Rodovalho.

As remoções partiram de municípios do extremo Oeste, como Faro, Terra Santa, Oriximiná e Aveiro para o Hospital 9 de Abril na Providência de Deus, em Juruti, e para os hospitais públicos regionais do Baixo Amazonas, em Santarém, e do Tapajós, em Itaituba.

O Secretário Regional de Governo do Oeste do Estado, Henderson Pinto, destaca que o serviço tem sido importante para atender a população. “Essa iniciativa do Governo do Estado vem fazendo a diferença na vida dos pacientes, principalmente nas cidades menores onde o transporte é mais difícil. Desde o ano passado estamos descentralizando o atendimento de saúde e reforçando a rede de assistência regional”, detalhou o secretário.

Somente na cidade de Prainha, pelo menos 25 pacientes de Covid-19 foram transferidos por via aérea para Santarém. “Com a ajuda do Estado, esse serviço está muito bom. Estamos muito agradecidos. O serviço nos dá mais tranquilidade na hora de levar assistência aos pacientes”, avalia o secretário municipal de Saúde de Prainha, Abraão Nascimento.

Texto: Ronan Frias/Cohab

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