Servidores iniciam curso de aperfeiçoamento em Transtorno do Espectro Autista

Flávia Marçal é coordenadora do Projeto de Ensino sobre Transtorno do Espectro Autista

O Curso “Aperfeiçoamento em Políticas Públicas e Gerenciamento de Processos Inclusivos: Um olhar para o transtorno do espectro autista” foi iniciado nesta segunda-feira (09) com aula inaugural aberta ao público e transmitida pela internet. Mais de 1.300 pessoas assistiram à palestra sobre o tema “Capacitar para incluir: um olhar para o Autismo e as Práticas Baseadas em Evidências Científicas”.

A formação, realizada pela Escola de Governança Pública do Estado do Pará (EGPA) e a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo (Cepa), uma das ações de cumprimento do Programa de Capacitação em Autismo.

“A parceria entre a Cepa e a EGPA tem possibilitado uma dinâmica de importantes trocas formativas, trazendo a expertise técnica da equipe da Cepa e de seus parceiros, como a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), que se soma a todo o conhecimento técnico da EGPA na realização de formação de servidores. Assim, a intersetorialidade e a perspectiva multiprofissional deixam de ser apenas diretrizes legais nos processos inclusivos para acontecerem de fato, gerando políticas públicas e efetivas em prol de toda a sociedade”, afirmou a coordenadora estadual de Políticas para o Autismo, Nayara Barbalho.

Capacitar para incluir – Com o objetivo de atender demandas de qualificação na área em diversas regiões, nesta primeira fase foram inscritos servidores dos municípios de Altamira, Barcarena, Breves, Capanema, Conceição do Araguaia, Goianésia do Pará e Itaituba.

A servidora Tamires Muniz, uma das alunas inscritas no curso, atua na Universidade do Estado do Pará (Uepa), no município de Conceição do Araguaia, no sul do Pará, disse que se inscreveu por acreditar na relevância do tema para a sociedade. “Acredito que a formação me capacitará para trabalhar com um público diferente do qual estou habituada. Além do mais, como docente, não ignoro a necessidade de estar constantemente me atualizando”, frisou.

Para ela, o tema da palestra da aula inaugural reflete o que espera do curso. “Achei interessante. O tema é o que estamos buscando para nosso município: capacitar para incluir. Além disso, o palestrante é nacionalmente reconhecido na área”, ressaltou.

Professor Lucelmo Lacerda, doutor em Educação, ministrou a palestra na aula inaugural

A palestra da aula inaugural foi ministrada pelo professor Lucelmo Lacerda, doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), pós-doutorando em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), coordenador e professor da pós-graduação em ABA (sigla em inglês para Análise Comportamental Aplicada ao Autismo) e DI do CBI of Miami (Child Behavior Institute) e professor da Especialização em Autismo da Universidade Federal do Tocantins.

A servidora Tamires Muniz se inscreveu no curso por acreditar na relevância do tema para a sociedade

Formação EaD – “Queremos formar um grupo de referência multidisciplinar para colaborar com esta política pública tão importante. Elaboramos um curso de aperfeiçoamento, com uma carga horária significativa, para que ele seja completo para os profissionais que participarão da formação”, explicou a diretora-geral da Escola de Governança, Evanilza Marinho.

A EGPA investe cada vez mais nas qualificações realizadas na modalidade ensino a distância, neste caso a capacitação foi planejada para ser realizada por meio da plataforma EaD da EGPA, garantindo homogeneidade ao trabalho com os servidores dos sete municípios que receberão a formação. Estão programadas 180 horas de aula, com apenas dois encontros presenciais.

Todo o conteúdo foi programado para qualificar servidores da área da gestão pública com ênfase nas áreas jurídicas, saúde, educação, assistência social, cultura, esporte e lazer, e capacitá-los na gestão de políticas públicas de inclusão, atendendo às legislações vigentes sobre o tema, e também os habilitando para a construção de projetos e captação de recursos nessa área.

“Os alunos podem esperar um curso que lhes possibilitem atuar na elaboração, implementação, monitoramento, avaliação e conscientização sobre o tema da inclusão, e em especial da inclusão da pessoa com autismo e suas famílias. Nosso objetivo é formar servidores que façam a diferença em seus municípios através de conhecimento técnico de qualidade, como o ofertado nesse curso”, destacou Flávia Marçal, coordenadora pedagógica do curso e coordenadora do Projeto de Ensino TEA – Curso de Aperfeiçoamento em Transtorno do Espectro do Autismo: questões pedagógicas e gerenciamento de processos inclusivos, oferecido pela Ufra.

Texto: Isabela Quirino/EGPA

Fotos: Ascom/EGPA

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