Sespa alerta sobre cuidados no consumo de água em áreas alagadas

Sespa frisa a necessidade de se evitar contato com água de enchentes para serviços domésticos e de higiene pessoal

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) alerta à população sobre os perigos de se consumir água contaminada em enchentes e alagamentos, neste período de chuvas. Durante uma enchente ou em áreas de alagamentos, é possível que a água e os alimentos não estejam em condições adequadas para consumo, exigindo-se, desta forma, procedimentos básicos para garantir sua qualidade.

“Não consuma água que tenha tido contato com água de enchentes para lavar pratos, escovar os dentes, lavar e preparar alimentos ou fazer gelo. Sempre filtre e ferva a água antes de beber, caso não possa fervê-la, trate a água para consumo com hipoclorito de sódio (2,5%). Para cada litro de água que for beber, adicione duas gotas de hipoclorito e deixe repousar por 30 min para eliminar as bactérias”, orienta a coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental, Deborah Nobre.

A ingestão de água contaminada pode causar diarréias e doenças parasitárias. “A leptospirose é uma doença causada por uma bactéria presente na urina do rato que, normalmente, se espalha pela água suja da enchente, lama e esgoto. Outras doenças como hepatite A, hepatite E, doenças diarreicas e febre tifóide, podem também estar presentes nas águas em caso de enchentes e inundações”, explica a Deborah Nobre.

“Evite o contato com água ou lama de enchentes e esgotos. Evite nadar ou brincar nesses locais de alagamento, que podem estar contaminados e transmitir doenças graves”, reitera a coordenadora estadual da Vigilância em Saúde Ambiental.

Para não se contaminar com água de enchente ou lama no momento da limpeza, deve-se utilizar equipamentos de proteção individual (botas, luvas, máscara). As botas e luvas podem ser substituídas por sacos plásticos e a máscara por pano ou lenço limpo.

Mais orientações preventivas – A água para consumo humano deve ser filtrada (com filtro doméstico, coador de papel ou pano limpo), e, posteriormente, fervida. A fervura da água elimina bactérias, vírus e parasitas; por isso, é o método preferencial para tratamento da água de consumo humano.

Caso não seja possível ferver, deve-se obter água de uma fonte que não tenha sido contaminada por esgoto e realizar a filtração (com filtro doméstico, coador de papel ou pano limpo) e posterior tratamento com hipoclorito de sódio (2,5%).

A água para higiene dos recipientes de armazenamento de água, embalagens de alimentos e utensílios domésticos deve ser filtrada, com filtro doméstico, coador de papel ou pano limpo, e passar por um posterior tratamento com hipoclorito.

É importante também lavar o recipiente com água e sabão e enxaguar; misturar duas colheres de sopa de hipoclorito de sódio (2,5%) ou água sanitária (2,0 a 2,5%) com um (1) litro de água e jogar no recipiente; cobrir o recipiente e agitar a solução para que entre em contato com toda a superfície interna; deixar o recipiente coberto por 15 minutos; e enxaguar com a água para consumo humano.

A Sespa orienta, ainda, que frutas, verduras e legumes que entraram em contato com a água da enchente devem ser descartadas. As demais devem seguir as seguintes orientações: selecionar, retirando as folhas, parte e unidades deterioradas; lavar em água corrente os vegetais folhosos, folha a folha, e as frutas e legumes um a um; colocar de molho por 10 minutos em água clorada (uma colher das de sopa de hipoclorito de sódio (2,5%) ou água sanitária – 2,0 a 2,5% – para um (1) litro de água); enxaguar em água corrente os vegetais folhosos, folha a folha, as frutas e legumes um a um; deixar secar naturalmente.

Ainda sobre as orientações, após remover a lama e lavar e os pisos, paredes e bancadas que entraram em contato com a água da enchente, é preciso desinfetar a área; fazer uma solução com 20 litros de água com duas (2) xícaras das de chá de hipoclorito de sódio (2,5%) ou água sanitária (2,0 a 2,5%); deve-se umedecer panos nessa solução para limpar pisos, paredes e bancadas.

Texto: Melina Marcelino/ Sespa

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