Sespa capacita profissionais de saúde para manejo clínico da tuberculose

Médicos e enfermeiros que atuam na Atenção Básica de todo o Estado receberam nesta sexta, 23, e segunda-feira, 26, orientações sobre aspectos epidemiológicos, controle, vigilância e manejo clínico da tuberculose, com base no mais recente Manual de Recomendações para Controle da doença, publicado pelo Ministério da Saúde no final de 2018. Ocorridas na Escola de Governo do Pará (EGPA), as capacitações foram realizadas por técnicos da Coordenação do Programa de Controle da Tuberculose da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) com apoio técnico do Ministério da Saúde.

A coordenadora estadual do Programa de Controle da Tuberculose, Lúcia Monteiro, explica que a capacitação deve aumentar o número de diagnósticos precoces e aperfeiçoar o manejo com os pacientes. Durante o evento, foi apresentado o cenário epidemiológico da doença a nível mundial, nacional e regional, com ênfase no percentual de cura e de abandono do tratamento da doença, de acordo com as metas propostas pelo Ministério da Saúde. Foi também realizada com os mais de 100 profissionais inscritos uma atividade de análise de casos, onde foi possível apresentar e discutir as principais mudanças do Novo Manual de recomendações.

Ainda durante a capacitação, reforçou-se a importância da investigação de HIV em todo paciente com diagnóstico de Tuberculose e em todos os contatos de casos da doença em que acomete o pulmão e laríngea bacilífera. “Os programas de IST/AIDS/HIV e de controle de Tuberculose devem caminhar juntos, sempre buscando articulação e maior efetividade das ações”, afirma Lúcia.

A Tuberculose é uma doença que pode ser prevenida, curada e que o tratamento é disponibilizado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde, que adotam o Tratamento Diretamente Observado (TDO),  realizado por profissionais de saúde que devem observar e administrar o medicamento acompanhando o paciente todos os dias ou três dias na semana, evitando a entrega da medicação para ser utilizada em casa.

Fotos: José Pantoja (Ascom/Sespa)

No que se refere ao combate da doença no Pará, o papel da Sespa é de capacitar profissionais e prestar assessoria técnica aos municípios, que por sua vez são responsáveis pela execução das ações no corpo a corpo com a população.

Já a Atenção Básica tem o objetivo de consolidar as ações do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, oferecendo o tratamento nas unidades de saúde, incluindo a estratégia do Programa Saúde da Família (PSF) e Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). O principal objetivo é prevenir o adoecimento nos infectados e não infectados.

Até 2018, o Pará ocupava o sexto lugar no ranking brasileiro em incidência da tuberculose, segundo dados do Ministério da Saúde, ficando atrás do Amazonas, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo. Só este ano, já são 636 casos. Em 2018, o Estado registrou 4.121 casos de todas as formas da doença. Neste ano, já são 1.611 ocorrências confirmadas. O número de mortes pelo agravo também diminuiu: passou de 260 confirmadas em 2017 para 212 no ano seguinte.

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