Sespa comemora 10 anos da Unidade de Diagnóstico de Meningite

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) comemora, nesta quarta-feira (07), Dia Mundial da Saúde, os 10 anos da Unidade de Diagnóstico de Meningite (UDM), que funciona nas dependências do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HJBB), em Belém.

A UDM representa a principal unidade notificadora de casos de meningite do estado, sendo considerada, por isso, como de grande importância para a Saúde Pública, uma vez que suas ações impactam diretamente nos indicadores de vigilância e de qualidade do agravo meningite, consequentemente influenciando na redução do número casos e da mortalidade por esse agravo no Pará.

Com nove leitos, sendo quatro de isolamento e cinco de observação, sala de punção e três consultórios, a UDM oferece atendimento imediato a pacientes com suspeita de meningite, serviço que até dezembro de 2010, funcionava na Unidade de Saúde da Pedreira.

Parte da equipe de servidores que atuam na UDM (Foto feita antes da pandemia do novo coronavírus)

Dados – Como principal unidade notificadora de casos suspeitos de meningite do estado, a UDM foi responsável por 9.581 (82,10%) das 11.669 notificações realizadas de 2011 a 2019 no estado do Pará, pois os municípios de todas as Regiões de Saúde encaminham casos suspeitos para a Unidade, sendo a maioria proveniente da Região Metropolitana de Belém (RMB). Dos 9.581 casos notificados, 3.058 foram confirmados como meningite e na evolução de todos os casos notificados na UDM, 91,7% tiveram alta por cura.

Todo o trabalho da UDM tem relação direta com a Vigilância Epidemiológica Estadual, especificamente com o Grupo Técnico do Agravo Meningite do Departamento de Epidemiologia da Sespa, formado pelos enfermeiros e mestres em Epidemiologia Diana Lobato (coordenadora), Daniele Sardinha e José Coelho Júnior. E esse fortalecimento de relações potencializa a vigilância do agravo no estado.

Mais um grupo de servidores da UDM (Foto feita antes da pandemia do novo coronavírus)

Para a equipe técnica, a UDM é fundamental para o controle da meningite no estado, uma vez que possui equipe capacitada para a terapêutica e diagnóstico precoce da meningite, pois realiza manejo adequado, diagnóstico precoce e tratamento oportuno.

E neste dia do 10º aniversário da UDM, o Grupo Técnico destaca a importância do papel da Unidade no SUS, permitindo, hoje, que o Estado do Pará já observe uma redução na taxa de letalidade em razão do manejo no diagnóstico e tratamento precoce que são priorizados pelo serviço.

Daniele Sardinha, Diana Lobato e José Coelho Júnior compõem o Grupo Técnico do Agravo Menigite da Sespa

“Nós conseguimos observar também o encerramento oportuno do caso em função do exame laboratorial precoce da UDM, que vem atingindo níveis acima de 95%, sendo que a pactuação estadual é de 80%. Observamos, ainda, uma redução na mortalidade, mesmo que discreta por conta do serviço, pois além de fazer o diagnóstico, os casos graves contam com suporte hospitalar no Barros Barreto”, disse Diana Lobato.

Segundo Diana Lobato, as Vigilâncias Epidemiológicas Municipais precisam também entender que essa ação tem que ser assumida pelos municípios, principalmente na Região Metropolitana, uma vez que o diagnóstico é simples, fácil e nós temos o Laboratório Central do Estado (Lacen-PA) como apoio. Porém, ainda hoje, a UDM é fundamental para vigilância epidemiológica do agravo meningite e consequentemente para a melhoria dos indicadores do agravo.

O secretário de Estado de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, parabenizou todos os servidores da UDM pelos relevantes serviços prestados ao longo desses dez anos de atividade e também ao HUJBB pela retaguarda de internação, mas incentiva a descentralização desse serviço para os municípios.

Espero que os municípios paraenses sigam o modelo de trabalho da UDM, que é referência para o diagnóstico de meningite no estado, e comecem a implantar seus próprios serviços para que os usuários do SUS com suspeita da doença não precisem se deslocar até Belém para confirmar o diagnóstico e fazer o tratamento”, afirmou o secretário da Sespa.

Outro grupo de servidores que atuam na UDM (Foto feita antes da pandemia do novo coronavírus)

Saiba mais – A meningite é uma a inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, geralmente causada por uma infecção por vírus, bactéria ou fungo.

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, por via aérea (fala, tosse e espirro). Os principais sintomas são febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, dor e enrijecimento da nuca, e manchas pelo corpo.

Uma das medidas preventivas mais importantes é cumprir o calendário básico de vacinação preconizado para as crianças e adolescentes, que dispõe de cinco tipos de vacina.

Outras maneiras de proteção são lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel para evitar disseminação de vírus e bactérias; evitar o compartilhamento de alimentos, bebidas, pratos, copos e talheres; evitar mandar crianças com febre para a escola; e evitar ficar em ambientes fechados e sem circulação de ar, o que se sabe que é difícil nesse período chuvoso.

É importante que a população mantenha as medidas preventivas contra a meningite, principalmente nesse período de chuvas intensas, que levam as pessoas a ficarem aglomeradas em locais fechados, o que propicia a propagação de diversas doenças infecciosas.

SERVIÇO: Para o primeiro atendimento, os usuários do SUS devem procurar as Unidades Básicas de Saúde ou as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), de onde, se suspeitos da doença, serão encaminhados para a UDM, ou o próprio estabelecimento de saúde atende e trata o caso de meningite.

Texto: Roberta Vilanova/Sespa

Fotos: Divulgação

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