Sespa e Opas capacitam profissionais para lidar com doenças prevalentes na infância

Participantes do treinamento pelo Aidpi Criança, na UBS Marambaia, em Belém

No intuito de reduzir os índices de mortalidade infantil no Estado, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Coordenação Estadual de Saúde da Criança, concluiu nesta sexta-feira, 11, um treinamento sobre o programa de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI), módulo criança. Realizada em parceria com a Organização Pan-Americana em Saúde (OPAS), a atividade foi destinada a 21 profissionais, entre médicos e enfermeiros, de várias regiões do Estado e do Distrito Sanitário Especial Indígena Guamá-Tocantins (DSEI Guatoc).

A coordenadora estadual de Saúde da Criança, Ana Cristina Guzzo, durante a atividade prática do treinamento, ocorrida na UBS Marambaia, em Belém

O AIDPI é uma estratégia da Organização Mundial de Saúde, adotada pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC), do Ministério da Saúde (MS), para ser executada pelas Secretarias municipais e Estaduais de Saúde, com o objetivo de implementar a atenção integral à saúde das crianças de 2 meses e menores de 5 anos, através de uma metodologia que organiza e estrutura essa assistência, qualificando os profissionais de saúde na atenção primária, de forma a garantirem a melhor resolução das condições mórbidas prevalentes na infância, como as respiratórias, as diarreicas e os agravos nutricionais.

A diretora de Políticas de Atenção Integral à Saúde da Sespa, Laena Reis, explica que a estratégia AIDPI veio ao encontro das ações do Pacto pela Redução das Mortalidades Materna e Infantil no Estado, ainda em andamento, e que a atividade se alicerça em três pilares básicos: o primeiro é a capacitação de recursos humanos no nível primário de atenção, com a consequente melhoria da qualidade da assistência prestada; o segundo é a reorganização dos serviços de saúde, na perspectiva da AIDPI; e o último é a educação em saúde, de modo que haja uma participação de todos na identificação, condução e resolução dos problemas de saúde, especialmente os menores de 5 anos de idade.

A médica e coordenadora de Saúde da Criança da Sespa, Ana Cristina Guzzo, explica que a qualificação promove o fortalecimento das ações de promoção e cuidado precoce, manejo de doenças prevalentes na infância, ações de prevenção de doenças crônicas e o cuidado dos casos diagnosticados com o fomento da atenção e internação domiciliar.

“Abordamos os principais problemas que acometem crianças menores de cinco anos de idade, identificando os sinais clínicos que permitam fazer uma triagem rápida e reduzir a morbimortalidade nesta faixa etária”, afirmou a médica, que também atuou como instrutora das aulas práticas que foram dadas no último dia do treinamento, ocorrido na manhã desta sexta-feira, 11, simultaneamente em três Unidades Básicas de Saúde de Belém, com término ocorrido no hotel Stada.

Encerramento do treinamento ocorreu no hotel Stada, em Belém

Durante a atividade e mediante a atuação de facilitadores da Opas, os participantes atuaram  em dinâmicas envolvendo temas como avaliação e classificação da criança doente de 2 a 5 anos com diarreia, febre, problema de ouvido, garganta, tosse ou dificuldade para respirar; avaliação e classificação da desnutrição, anemia, problemas de crescimento; prática em ambulatório e ou unidade básica de saúde; aconselhar a mãe ou acompanhante; consulta de retorno; vigilância do desenvolvimento, além de violência contra criança e o teste pós curso.

“O treinamento foi uma oportunidade de aprimorar a identificação de casos mais graves e que precisam ser encaminhados rapidamente, ou os casos em que a criança precisa ser monitorada por um profissional de saúde e aqueles em que a criança pode ir para casa com orientações”,  disse a enfermeira Angela Noronha, de Pacajá, uma das participantes do treinamento.

Fotos de José Pantoja (Ascom/Sespa).

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