Sespa e Opas capacitam profissionais para lidar com doenças prevalentes na infância

Quarenta profissionais estão participando da primeira oficina de formação de facilitadores da Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI), módulo Criança.
FOTOS: JOSÉ PANTOJA (ASCOM/SESPA)

A Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa), em parceria com a Organização Pan-Americana em Saúde (OPAS), iniciou nesta segunda-feira (02) a primeira oficina de formação de facilitadores da Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI), módulo Criança. Com duração de 40 horas, a capacitação ocorrerá até esta sexta-feira (06), no auditório da Escola de Governança do Pará, em Belém.

O AIDPI é uma estratégia da Organização Mundial de Saúde, adotada pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC), do Ministério da Saúde (MS), para ser executada pelas Secretarias municipais e Estaduais de Saúde, com o objetivo de implementar a atenção integral à saúde das crianças de 2 meses e menores de 5 anos, através de uma metodologia que organiza e estrutura essa assistência, qualificando os profissionais de saúde na atenção primária, de forma a garantirem a melhor resolução das condições mórbidas prevalentes na infância, como as respiratórias, as diarreicas e os agravos nutricionais.

A diretora de Políticas de Atenção Integral à Saúde da Sespa, Samia Borges, explica que a estratégia AIDPI veio ao encontro das ações do Pacto pela Redução das Mortalidades Materna e Infantil no Estado e que a oficina é composta por dois momentos. “Nesse, especificamente, ocorre a qualificação de 40 profissionais médicos e enfermeiros da atenção básica dos 13 Centros Regionais de Saúde que vieram participar da atividade. O segundo momento acontece em abril, com a certificação de cada participante, que será o multiplicador das informações em oficinas que serão realizadas nos municípios de abrangência”, explica.

Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia AIDPI se alicerça em três pilares básicos: o primeiro é a capacitação de recursos humanos no nível primário de atenção, com a consequente melhoria da qualidade da assistência prestada; o segundo é a reorganização dos serviços de saúde, na perspectiva da AIDPI; e o último é a educação em saúde, de modo que haja uma participação de todos na identificação, condução e resolução dos problemas de saúde, especialmente os menores de 5 anos de idade.

A médica pediatra e coordenadora estadual de Saúde da Criança, Ana Cristina Guzzo, é uma das participantes da oficina.
FOTO: JOSÉ PANTOJA
(ASCOM/SESPA)
BELÉM, PARÁ: 02/03/2020.

A médica e coordenadora de Saúde da Criança da Sespa, Ana Cristina Guzzo, explica que a qualificação promove o fortalecimento das ações de promoção e cuidado precoce, manejo de doenças prevalentes na infância, ações de prevenção de doenças crônicas e o cuidado dos casos diagnosticados com o fomento da atenção e internação domiciliar.

“Abordamos os principais problemas que acometem crianças menores de cinco anos de idade, identificando os sinais clínicos que permitam fazer uma triagem rápida e reduzir a morbimortalidade nesta faixa etária”, afirmou a médica, que também atua como participante.

Durante a abertura da atividade, os 40 profissionais participaram de um teste de aptidão, a fim de identificar habilidades para fomentar o treinamento para os demais profissionais que também atuam no atendimento à criança.

Nos próximos quatro dias, mediante atuação de três facilitadores da Opas, os participantes atuarão em dinâmicas envolvendo temas como avaliação e classificação da criança doente de 2 a 5 anos com diarreia, febre, problema de ouvido, garganta, tosse ou dificuldade para respirar; avaliação e classificação da desnutrição, anemia, problemas de crescimento; prática em ambulatório e ou unidade básica de saúde; aconselhar a mãe ou acompanhante; consulta de retorno; vigilância do desenvolvimento, além de violência contra criança e o teste pós curso.

“A expectativa é que os participantes tenham uma base mais aprimorada para a identificação daqueles casos mais graves e que precisam ser encaminhados rapidamente, ou os casos em que a criança precisa ser monitorada por um profissional de saúde e aqueles em que a criança pode ir para casa com orientações”, informou Ana Cristina Guzzo.

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