Sespa informa como funciona a Rede de Atenção Psicossocial

Janeiro Branco promove a saúde mental

Considerando a Campanha Janeiro Branco, que conscientiza a sociedade sobre a promoção e proteção da Saúde Mental, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) ressalta que é fundamental que a população conheça como funciona da Rede de Atenção Psicossocial no Sistema Único de Saúde (SUS), para que possa buscar orientação e ajuda para a sua saúde mental.

Inspirado no Outubro Rosa, o Janeiro Branco surgiu em 2014 por iniciativa de um grupo de psicólogos do município mineiro de Uberlândia, baseado na informação da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o aumento significativo das doenças mentais, gerando grande preocupação entre os profissionais de saúde.

O mês de janeiro foi escolhido estrategicamente para a campanha por seus idealizadores em função do grande movimento da maioria das pessoas em relação às expectativas e desejos para uma boa saúde e bem-estar com a chegada de um novo ano, ou seja, para que em janeiro comecem a fortalecer os cuidados com a saúde mental, por meio de esclarecimentos e conscientização da promoção de bem estar físico, social e mental e prevenção das doenças mentais.

Objetivos – De acordo com o site janeirobranco.com.br, os cinco objetivos da campanha são: “fazer do mês de janeiro o marco temporal estratégico para que todas as pessoas e instituições sociais do mundo reflitam, debatam, conheçam, planejem e efetivem ações em prol da Saúde Mental e do combate ao adoecimento emocional dos indivíduos e das próprias instituições; chamar a atenção de todo o mundo para os temas da Saúde Mental e da Saúde Emocional nas vidas das pessoas; aproveitar a simbologia do início de todo ano para incentivar as pessoas a pensarem a respeito das suas vidas, dos seus relacionamentos e do que andam fazendo para investirem e garantirem Saúde Mental e Saúde Emocional em suas vidas e nas vidas de todos ao seu redor; chamar a atenção das mídias e das instituições sociais, públicas e privadas, para a importância da promoção da Saúde Mental e do combate ao adoecimento emocional dos indivíduos; e contribuir, decisivamente, para a construção, o fortalecimento e a disseminação de uma “cultura da Saúde Mental” que favoreça, estimule e garanta a efetiva elaboração de políticas públicas em benefício da Saúde Mental dos indivíduos e das instituições”.

É fundamental, no entanto, que existam serviços especializados para receber e cuidar das pessoas que já estão doentes e precisam de um atendimento multidisciplinar para recuperar a sua saúde mental. É esse tipo de ajuda que o SUS disponibiliza por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), abrangendo serviços em diversos níveis de atenção, começando pela Unidade Básica de Saúde, que é a porta de entrada para o Sistema.

A coordenadora estadual de Saúde Mental, Kelly Albuquerque, informou que a Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas trabalha com a reorientação do modelo assistencial, antes hospitalocêntrico, voltado a uma rede diversificada de serviços de base comunitária e territorial. “A rede se caracteriza por diferentes ações e serviços que devem garantir o acesso a cuidados em saúde mental de forma ampliada, complexa e com importante articulação intersetorial, tendo como principal foco a reinserção social”, disse Kelly Albuquerque.

Assim, a RAPS, instituída pela portaria do Ministério da Saúde 3.088/2011, prevê a criação, a ampliação e a articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas.

Essa Rede, cujas diretrizes e estratégias de atuação envolvem as três esferas de governo, é composta pela Atenção Básica de Saúde, Atenção Psicossocial, Atenção de Urgência e Emergência, Atenção Residencial de Caráter Transitório, Atenção Hospitalar e Estratégias de Reabilitação Psicossocial.

CAPS trabalha para a reinserção social do usuário

Acesso – A pessoa em sofrimento mental pode ir diretamente tanto às Unidades Básicas de Saúde como aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPSs), onde a primeira etapa é o acolhimento. Porém, se estiver em crise, pode ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) ou levada a um serviço de emergência psiquiátrica, como o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna.

“O acolhimento dessas pessoas e familiares é uma estratégia de atenção fundamental para a identificação das necessidades assistenciais, alívio do sofrimento e planejamento de intervenções com medicamentos e terapêuticas, se e quando necessárias, conforme cada caso”, explicou Kelly Albuquerque.

Ela informou que os principais atendimentos em saúde mental são realizados nos CAPSs, onde o usuário recebe atendimento próximo da família com assistência multidisciplinar e cuidado terapêutico de acordo com o quadro clínico de cada paciente.

Segundo Kelly, No estado do Pará, a política de saúde mental está sendo implementada por meio de uma agenda comprometida com a promoção, a prevenção e o tratamento na perspectiva da reinserção social e na produção da autonomia das pessoas. A RAPS estadual foi pactuada na Comissão Intergestores Bipartite (CIB/PA), pela resolução nº 259 de 10 de dezembro de 2013.

Há seis tipos de configurações de CAPS: CAPS I para locais até 15 mil habitantes; CAPS II para locais até 70 mil habitantes; CAPS i para atendimento de crianças e adolescentes e locais até 70 mil habitantes; CAPS ad Álcool e Drogas para locais até 70 mil habitantes; CAPS III com até cinco vagas para acolhimento noturno e observação e locais até 150 mil habitantes; e CAPS ad III Álcool e Drogas com até 12 vagas para acolhimento noturno e observação e locais com até 150 mil habitantes.

Kelly informou, por fim, que o CAPS de Santarém realizará, no dia 24 de janeiro, às 18h, na orla da cidade, a atividade educativa Blitz Janeiro Branco; e no dia 29 de janeiro, a partir das 8h, no auditório do 9º Centro Regional de Saúde, a I Roda de Conversa Intersetorial sobre Saúde Mental Infantojuvenil, com a temática “O Trabalho em Rede como Caminho Necessário para o Cuidado Integral da Saúde Mental Infantojuvenil em Santarém”, tendo como mediadora a equipe técnica do CAPS.

Serviço – No Pará, além de diversos municipais CAPS instalados em todos os municípios das 13 Regiões de Saúde, a população conta com seis CAPSs que estão sob gestão estadual localizados em Belém e Santarém:

CAPS Icoaraci (Caps I): Rua Monsenhor Azevedo, 237 (entre Passagem Maguari e Lobo de Castro), Campina de Icoaraci, Telefone: (91) 3227-9137, E-mail: capsicoaraci@ibete.com.br

  1. CAPS Amazônia (CAPS I): Passagem Dalva, 377, Marambaia, telefone: 3231-2599/ 3238-0511, E-mail: capsam.sespa@outlook.com
  2. CAPS Renascer (CAPS III): Trav. Mauriti, 2179, entre Av. Duque de Caxias e Visconde de Inhaúma, Pedreira, telefone: (91) 3276-3448, E-mail: capsrenascer@yahoo.com.br
  3. CAPS Grão Pará (Caps III): Rua dos Tamoios, 1840, Batista Campos, telefone: (91) 3269-6732, E-mail: capsgraopara@yahoo.com.br
  4. CAPS Marajoara (CAPS ad III): Conjunto Cohab, Gleba I, WE 2, 451- Nova Marambaia, telefone: (91) 32360399, E-mail: capsmarajoara@gmail.com
  5. CAPS Santarém (CAPS ad III): Tv. Dom Amando, Santa Clara, Santarém- PA, telefone: (93) 3523-1939

Texto: Roberta Vilanova

Fotos: José Pantoja e Daniel Reche/Pixabay

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